Moradores de Torres cobram respostas sobre o futuro do bairro Getúlio Vargas. A sensação de vulnerabilidade e o esquecimento do poder público têm tirado o sono de quem vive na divisa deste com o bairro Predial. Entre o vandalismo descarado contra equipamentos de monitoramento de segurança terceirizados e os alagamentos crônicos e promessas antigas de solução, a comunidade exige ações imediatas das autoridades locais. Os pontos críticos são:
1 – Afronta ao serviço público: Moradores e comerciantes relatam uma situação alarmante na esquina das ruas Joaquim Hoffmeister com Coronel Pacheco. Maus elementos estão ficando aglomerados na região, quando já quebraram, por duas vezes consecutivas, os totens de fibra que receberiam as câmeras de vigilância (estruturas que pertencem à empresa terceirizada que presta serviços para a prefeitura). Além dos danos aos totens que receberiam as câmeras de vigilância, agora os próprios equipamentos de segurança sumiram do local. A destruição e o sumiço dos equipamentos deixaram o cruzamento completamente desprotegido, em uma clara demonstração de ousadia dos criminosos contra o patrimônio público, quando também até o momento ainda não aconteceu reposição das câmeras para o reforço no policiamento na área.
O cruzamento é visado por maus elementos ao mesmo tempo que é de grande circulação de veículos que vão e vem do município vizinho em Santa Catarina. E continua desprotegido aumentando o medo de assaltos na região.
“A prefeitura tenta instalar a segurança, mas os criminosos mandam mais que o poder público. Ficamos no meio do fogo cruzado“, desabafa o morador que não quis que seu nome fosse divulgado.
2 – Foco de perigo na antiga Corsan: Outro ponto de grande preocupação é a área da Corsan onde funcionava o antigo tratamento de esgoto (ETE). Após ser desativado, o local ficou abandonado, servindo apenas para depósito, sem horários definido de carga e descarga, que as vezes vão até altas horas da noite, perturbando moradores com os barulhos. E sem segurança em horário noturno, o espaço transformou-se num ponto cego que atrai invasores que se escondem para práticas ilícitas, o que e gera forte insegurança para quem transita por perto, à noite.
3- Ruas debaixo de água: A infraestrutura precária do bairro – construídas com pedras basálticas irregulares – também pede socorro. Ruas como a Manoel de Lima Porto, Cirilo da Luz, José Osório Cabral, Alexandrino de Alencar, Ernesto Silva e cruzamentos da Av. do Riacho são exemplos. Em período em que a maré alta represa as águas do Rio Mampituba e do Valão, invadindo as tubulações de escoamento, as ruas ficam inoperantes. Basta uma chuva um pouco mais forte para que diversas ruas fiquem totalmente alagadas, invadindo calçadas e residências, danificando mobília e veículos, além de exporem os moradores ao esgoto a céu aberto. Cidadãos locais por isso tudo pedem um cronograma de escoamento e limpeza contra os alagamentos, muitas vezes deixam mais de 100 famílias ilhadas sempre que ocorrem.
4 – A histórica reivindicação da Praça e do Mangue: um apelo ecológico e social: Há 20 anos, as famílias do Getúlio Vargas e do Igra zona norte lutam por uma reivindicação antiga: a implantação de uma praça pública junto à foz do valão. O objetivo de o projeto comunitário é de criar um espaço de lazer seguro para as crianças e, ao mesmo tempo, criar uma barreira ecológica para proteger os valiosos resquícios de mangue que ainda resistem na área e que sofrem com o descarte ilegal de lixo e desmatamento, além do andamento do projeto da praça da foz do valão.
Com excelente localização geográfica, a Avenida do Riacho (o famoso Valão) desse trecho teve obra de contenção estrutural das margens, quando a revitalização viária da avenida foi entregue recentemente à comunidade. Mas moradores esperam que a demanda antiga seja o gancho dessa melhoria para criar uma praça completa na foz (junto ao Mampituba) consolidando o espaço urbano.
Para atender as comunidades do Igra e do Getúlio Vargas de forma justa, o projeto ideal para essa área de convivência deve incluir: uma quadra poliesportiva ou de areia (futebol/vôlei); uma Academia ao Ar Livre voltada à terceira idade e saúde preventiva; Um playground cercado com piso emborrachado ou areia fina para garantir a segurança das crianças; Um quiosque comunitário ou pergolados com mesas de xadrez/damas, criando sombra e abrigo; Uma estrutura de madeira (deck) suspensa na foz, permitindo aos moradores apreciar o encontro do riacho com o Rio Mampituba com segurança; Iluminação em LED de alta potência (essencial para a segurança na zona norte), lixeiras de coleta seletiva e bancos antivandalismo
