Os servidores públicos de Torres assistiram a um verdadeiro comício na última terça-feira, quando da Assembléia da categoria para decidir sobre o Estado de Greve que os servidores se encontram, por conta da pedida de 10% de aumento, quando a prefeitura somente oferece 4,53% de correção, índice do IGPM. í‰ que a presidente do Centro dos Professores Estatutários de Torres, Nílvia Pinto Pereira é candidata quase que formal do PT í vaga da prefeitura nas eleiçíµes de outubro.
Nílvia se comportou como uma verdadeira sindicalista no encontro. Questionou tudo e criticou o prefeito atual. Foram 70 pessoas que estavam na frente de uma pré-candidata em pleno comício, mas usando o cargo de sindicalista. A lei permite isto. Ela está fazendo seu papel. Defende uma causa dos servidores e aproveita e enfraquece os adversários…
Aumento ou não aumento? Clima eleitoral…
Acho que a questão do aumento salarial dos servidores está servindo de um propósito para que as candidaturas oposicionistas apareçam na telinha. Acredito na competência técnica do secretário de finanças, as projeçíµes devem estar certas, portanto. E a oposição, que está mais forte atualmente do que os defensores do projeto, pelo menos está fazendo mais barulho, uma possibilidade em que , por exemplo, Nílvia (PT) apareça, Gimi (PMDB) apareça; José Ivan (PMDB) apareça; Rogerinho (PP) apareça, enfim… Praticamente todos os pré-candidatos í prefeitura que estão na corrida para conquistar uma vaga no partido, em primeiro momento, e após, se seguirem na competição, a vaga e prefeito.
Não apareceu nenhum destes nomes que sequer defendesse um pouco a proposta da prefeitura. Gimi e Ivan, mesmo sendo do partido do prefeito, parte do governo formal, apóiam a iniciativa dos servidores. Somente o vereador George Rech (PTB), da base aliada, não abriu seu voto a favor do aumento dos servidores acima do proposto pelo projeto da prefeitura. Betão da Cal também se posicionou a favor dos funcionários e suas demandas profissionais.
Portanto, acho que infelizmente a causa dos servidores pode estar sendo usada para promoção eleitoral. Por que não houve esta barulheira toda em anos anteriores?
Oportunidade para Pardal: Clima eleitoral?
O vice-prefeito Pardal está perdendo a oportunidade de liderar a defesa do projeto de reajuste da prefeitura. í‰ que João Alberto só concorre em pleitos em 2014, se optar por se candidatar a deputado. Já Pardal é abertamente um pré-candidato dentro do PMDB a vaga para concorrer í prefeitura, vaga esta que poderá ser muito bem defendida por qualquer candidato, caso opte por elogiar o projeto dos oito anos de João e sugerir sua continuidade.
Mas parece que o PMDB de Torres está no divã. Pardal não apareceu até agora para mostrar uma postura republicana de prefeito, postura esta que seria um trailer de sua atitude como administrador maior, caso vença as duas etapas, interna (dentro do partido) e externa, na eleição de outubro.
E o psiquiatra deste divã é o prefeito atual, João Alberto. Ele deverá colocar os pontos nos is dentro da agremiação. Nílvia está surfando sozinha na pré-campanha…
Frentão mexe com estruturas partidárias eleitorais
A FOLHA desta semana está publicando uma notícia que dá início a um novo frentão na cidade de Torres. PRB, PC do B, PDT, PSDB e DEM iniciam uma coligação na eleição proporcional ( para vereador) que pode virar união para a indicação de um vice para as chapas do PMDB, do PT ou do PP, as mais prováveis.
Dos partidos que iniciam uma aproximação, a surpresa é o PDT. A notícia não divulga da participação do presidente do partido André Pozzi no encontro. Mas a notícia lista o PDT como formal partido com intençíµes de participar do novo frentão. O PDT e o DEM, inclusive, são os únicos da lista que não estão na base de apoio do governo João Alberto. Os outros estão apoiando o governo atual e usufruindo de CCs na prefeitura. O DEM está apagado desde a eleição de 2008, não tem mostrado movimentos. Mas o PDT já fez muito barulho, a maioria deles criticando o governo João Alberto. Será que vem mais uma coligação prévia por aí, onde o PDT receberia cargos na prefeitura e entraria no grande bloco de partidos coligados da administração, que formam atualmente PMDB, PTB, PPS, PV, PSDB e PRB (estes primeiros desde a eleição de 2008), mais PC do B? Será que o DEM também estaria e aproximando do PMDB? O PDT não havia aberto que estaria junto com o PT? São perguntas que ficam no ar…
Uma questão de justiça
A prefeitura anunciou na semana passada o início das assinaturas de convênios com a CORSAN para colocar a captação e o tratamento de esgoto no bairro São Francisco. O processo é fruto de uma busca incondicional deste governo de atuar no saneamento básico. Já foram feitas redes no IGRA norte IGRA Sul e em parte do bairro Stam.
Mas há de se lembrar que quem deu um dos pontapés iniciais neste processo foi o vereador Betão da Cal (PPS). Ele foi í capital pedir a liberação de parte dos canos que serão utilizados no esgotamento e, com certeza, colaborou para que as promessas não ficassem no esquecimento, pois ele conseguiu no governo Yeda e agora o RS é governado pelo PT.
Não se pode esquecer as coisas que foram feitas, se não outros pegam as causas e se dizem pais únicos…
Boi de Piranha
O Hospital Navegantes está servindo mais uma vez como Boi de Piranha nas questíµes de promoçíµes pessoais na cidade. Sabemos há séculos que o problema da Saúde está no governo federal e no governo estadual. As cidades geralmente utilizam mais de 15% do orçamento na saúde e todas, sem exceção, apresentam problemas.
Mas aqui em Torres o pessoal quer aproveitar um convênio de R$ 100 mil mensais feito com o hospital para literalmente crucificar o estabelecimento de saúde como o culpado das mazelas, que na maioria são originárias do SUS.
Ora, não é com RS 100 mil mensais que os munícipes vão ter disponíveis, sempre, todos os médicos que quiserem, dentro as demandas da população, que não tem horário, dia ou noite para aparecerem. Certamente, com estes recursos, haverão dias que o atendimento será exemplar, como acontece, assim como haverão dias que o atendimento falhará, e falha na saúde é sempre mais dolorida do que falha em lazer, alimentação, esporte…
O hospital já ameaçou sair do convênio, voltou atrás. Parece que os críticos contumazes do estabelecimento querem que o convênio termine. Para depois, talvez, fazer um convênio de R$ 150 mil, o que parece que seria mais razoável. Saúde é cara, e as mazelas do SUS respingam em qualquer lugar, até em consultórios particulares. Qual a esperança que elas não respinguem em um convênio com um hospital que trabalha quase que 90% para o sistema gratuito? Quase nenhuma.


