Pedágio ou não pedágio no RS? Secação de gelo!
A questão de ter ou não ter pedágios nas estadas é antiga e fará história na política gaúcha. A pergunta que a opinião pública faz sempre é a seguinte: queremos ou não queremos pedágio? Ora é claro que não. í‰ o mesmo que perguntar para um cliente no restaurante se ele quer pagar a conta ou prefere almoçar de graça…
A resposta absolutista para isto é a seguinte. Ter ou não ter pedágio e o preço dos mesmos depende do estado que a possível concessionárias receberá a rodovia pedagiada. O governo tem, sim, a opção de fazer a vontade do povo: não cobrar nada. Mas aí teremos as estradas gaúchas esburacadas como a maioria hoje, pois se o governo estampa que não tem dinheiro para nada a não ser para pagar os custos fixos, não cairá de árvores notas de 100 reais para que viabilize a manutenção da malha rodoviária do Estado, muito menos o asfaltamento de mais vias.
Se o governo e o povo querem estradas boas e não têm dinheiro, só resta terceirizar a manutenção dos trechos ou de estradas inteiras. Se a estrada está boa e o governo garante participar de possíveis aportes para recapeamentos em alguns trechos no futuro, o pedágio será barato. Agora, se a estrada está em petição de miséria e o governo exige que a estrada fique boa e a concessionárias arrume tudo e duplique a via em dois anos o pedágio será mais caro, não acham? Falei algo que uma criança de 12 anos não entenderia? Acho que não.
Mas o governo do RS contratou uma consultoria caríssima, de milhíµes e milhíµes de reais, para mostrar isto para ele. O governo Yeda já havia feito isto, mas o governo atual não acredita no trabalho feito pela Fundação Getúlio Vargas para o governo Yeda, que por sua vez não deve ter acreditado em outro trabalho anterior do governo Rigotto. E o pior é que a resposta será sempre a mesma. A estrada X, na situação Y, necessita de investimento Z. Caso isto seja feito pelo Estado antes de entregar í concessionária, o pedágio será baixo. Mas caso o governo queira fazer o óbvio: pedir para a concessionária arrumar e duplicar as estradas, pois não tem dinheiro para isto, o pedágio será caro. Simples como ovo frito. Mas os políticos querem planilhas extensas que provem isto, par depois não fazer ou cobrar pedágio caro, as únicas saídas.
Isto já se chamou Duplica RS no governo Yeda Crusius, mas foi bombardeado pelo PT e seus comparsas na Câmara. Não saiu. Agora deve ver com outro nome, ou justificativas fugazes, como sempre. Mais uma vez digo: bom é ter consultorias. Se ganha milhíµes para se saber que adiante será encomendado a mesma coisa, basta trocar o governo.
Cadê o abono?
Os professores estaduais fizeram greve de três dias com adesão quase que total em Torres e parece que no Estado inteiro. Eles querem o pagamento do piso salarial, que é lei federal aprovada. Acho que não vão levar embora mereçam.
No governo anterior, a secretária Marisa Abreu propí´s abono salarial para as classes mais baixas, e paciência para que o Estado negociasse com o governo o í´nus do pagamento do piso. Propí´s também a meritocracia.
Neste governo, não apareceu sequer o abono para os mais baixos. Os salários baixos estão sendo tratados da mesma forma que os salários altos. E a meritocracia se repete, só que com outro nome.
Trata-se de, mas uma repetição da mesma novela, somente falada em outra língua. E os pais de alunos assistem ao espetáculo político. E os professores, nem abono?
Muito Cacique, pouco índio
Chega! Chega? Não dá mais para as autoridades federais e estaduais ficarem cuspindo regras para os torrenses. São almofadinhas trancafiadas em salas climatizadas, vestidos de pinguins, que tratam de despachar decisíµes esdrúxulas. E a cidade e seus moradores que se danem.
O MP Federal mandou que Torres tivesse 100% de esgoto captado e tratado até o ano de 2014. Já estamos chegando á 82%, quando a média do Brasil não chega a 30%. Mesmo assim, promotores e juízes arrotam sentenças fedorentas e fazem com que cidadãos fiquem correndo atrás do rabo para saberem o que fazer. Foi o que aconteceu no caso das notificaçíµes emitidas pela prefeitura para que munícipes construam e provem com laudos técnicos fossas assépticas com padríµes europeus, praticamente usinas de tratamentos de esgoto domiciliares. Isto foi feito por exigência do MP Federal. Se o prefeito não faz, vai preso.
Quem vai tratar de despachar a demissão destes pinguins burocratas? Ninguém, eles têm estabilidade de emprego e nem Deus consegue demiti-los, só após a morte.
Muito Cacique, pouco índio 2
A Vila São João pede, com MUITA razão mais segurança para o bairro. í‰ importante lembrar que a Vila tem mais de 8 mil habitantes, se contar o interior junto. Não e de graça que o local pleiteia ser transformado em município, o que pode acontecer até 2015, com eleiçíµes locais já em 2016. E com a duplicação da BR 101 ficou fácil para os larápios agirem por lá. Saídas rápidas e asfaltadas em muitos casos não faltam.
Mas a Brigada Militar de Torres não recebe aumento de efetivo suficiente. Deveria ter lá uma viatura fixa com soldados nas ruas em apoio í mesma, 24 horas por dia. E sem efetivo, não dá. Dizem que a Polícia Civil de Torres está tão aviltada por falta de pessoal que corre o risco de não poder fazer plantão nas noites. E pessoal? Nada.
Mas o governo Tarso tratou de contratar 500 CCs pensantes para o governo com salários bastante altos, alguns de Marajás, como o de secretarias especiais. Além disto, vem trabalhando para aumentar custos fixos saindo de terceirizaçíµes. Digam-me: Como o governo irá resolver a falta de recursos para a segurança? Como irá colocar mais brigadianos nas ruas se não consegue sequer pagar salários dignos para soldados e para patentes mais baixas da corporação? Como irá conseguir pagar o piso salarial para os professores sem caixa? Não sei, sou um otimista de nascença, espero que resolvam esta equação quase que irresoluta.
E a Vila São João deverá rebolar muito para conseguir seu justo pleito. Os caciques não vão dirigir viaturas, fazer rondas, ficar í noite campanando vagabundo. Eles mandam fazer, mas falta $$$!


