OPINIÃO – NOVO NO BLOCO NA CÂMARA DE TORRES É DA DIREITA?

Coluna semanal de Fausto Junior - A FOLHA- Torres - RS.

18 de agosto de 2026
Fausto Junior

 

Na sessão da Câmara de Torres de segunda (10/8) foi anunciado a formalização da entrada do Partido Novo no bloco que inclui o Partido Progressistas (PP), Partido Republicanos e o Partido Liberal (PL). Minha leitura sobre isso é a de que se trata da união da Direta partidária institucional.

Na mesma Câmara torrense, o PT lidera a aliança de Esquerda e leva com ele o MDB (que se diz de centro). E o PSDB, com três vereadores, é um bloco unitário representando a Centro direita – se baseado no plano que ocupa na política nacional (minha opinião).

Penso, então, que a prefeitura de Torres foi eleita pelo centro/esquerda (MDB, PDT e PT). Mas com a quebra de parceria que ocorreu no final do ano passado, perdeu oficialmente a coligação no executivo e no judiciário com o PT (que é Esquerda pura), mantendo o PDT (mais centro-esquerda). E levou para dentro da coligação oficialmente o PP, incluindo distribuição de secretarias e cargos, quando perdeu (de fato, embora não de direito) apoios do próprio MDB, onde dois vereadores atualmente são mais oposição do que situação dentro das bases políticas da Casa Legislativa.

O PSDB (centro direita – com três vereadores), o Republicanos (com um) e o Partido Liberal (com um) estão ‘temperados’ para dar certo apoio ao governo (depois da coligação com o então adversário PP), porque eram apoiadores do PP na eleição (por tempero). Mas não tem cargos importantes (secretarias) no governo, somente de segundo ou terceiros escalões.

Ou seja: penso que, se o prefeito Delci quiser, aprova quase qualquer coisa. Mas para querer, têm que conversar com os vereadores, principalmente com àqueles que não tem secretário na prefeitura oriundos de suas indicações. E o apoio é da direita, embora o governo tenha sido eleito mais pela esquerda. (vá entender…)

 

 

 GIMI DIZ QUE VOTA CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA EM TORRES

 

Em seu pronunciamento na Câmara de Torres, o vereador Gimi Vidal afirmou publicamente que é contra a Reforma Administrativa da Prefeitura, que está tramitando (parte dela) em Projeto de Lei na Câmara. Outros vários vereadores já haviam declarado posição parecida na sessão anterior, mas o PP tinha ficado quieto. E agora Gimi, do PP, também diz ser contra a reforma “se essa for votada da forma que está apresentada”, o que (em tese) retira um dos dois votos do partido na câmara (o PP perdeu Carla para o Novo) em prol da demanda. Lembrando que o PP assumiu várias secretarias na prefeitura em coligação com o governo Delci (depois da quebra interna do MDB com o PT no segundo semestre do ano passado).

Ou seja, acho que a prefeitura e seu comando devem “reformar” (mais uma vez) o texto das diretrizes da reforma, talvez diminuindo os custos projetados com o aumentos de cargos  ou abolindo algumas das criações de novos Cargos de Confiança (como pedem, nesse último caso, o sindicato e muitos servidores estáveis da prefeitura).

 

 

 

 




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