Não foi na última segunda-feira (12) que aconteceu a discussão e votação da promessa feita por alguns vereadores aos servidores públicos de Torres, de emendar o projeto de lei que está na casa legislativa para ser votado com uma cláusula adicional, que daria 10% de reajuste aos funcionários públicos municipais, 5,4 pontos percentuais acima da proposta da prefeitura que está no mesmo projeto, de 4,6% de reajuste salarial. Portanto, os servidores continuam em estado de greve, sem nenhuma decisão marcada para antes da próxima sessão da Câmara, que acontece na segunda-feira (19). Estado de greve significa para os sindicatos uma prontificação objetiva para que a greve seja decretada a qualquer momento.
A mobilização da categoria também diminuiu. Poucas pessoas estavam na sessão da casa legislativa da segunda-feira passada (12). Cartazes com palavras de ordem foram colocados defronte a Câmara, mas a mobilização estava visivelmente menor. í‰ que muitos funcionários trabalham no horário das sessíµes, o que dificulta a presença física, uma das possíveis causas do menor número de militantes da causa. Outra pode ter sido a verdadeira falta de motivação dos funcionários públicos, ao não acreditaram em manobras políticas para conseguir aumento real.
A emenda prometida e ansiosamente esperada pelo sindicato é ilegal, mas servidores e vereadores querem aproveitar o momento para fazer pressão política no executivo de Torres. í‰ que vereadores não podem votar nenhuma matéria que aumente despesas da prefeitura colocadas no orçamento.
Debate
O vereador José Ivan Pereira (PMDB) resolveu mudar seu discurso, que até então estava mais aprovando a mobilização dos servidores. Ele até criticou pessoalmente os presidentes do SIMPTO e do CPEMTO, afirmando que os mesmos estariam inventando dados e posturas sobre os vereadores de forma errí´nea. O presidente do SIMTO mentiu ao afirmar que os vereadores mudam o discurso quando estão em público, esbravejou Ivan. Sempre fui a favor do índice justo para os funcionários, em reunião fechada e aqui na Câmara, disse. Estamos assistindo uma politização da causa pelo PT. í‰ uma leviandade usar pessoas e suas vontades em nome de manobras eleitoreiras, desabafou o vereador peemedebista.
Mas o vereador Machado (PT), que está ocupando uma cadeira conquistada por ele pelo PMDB, veio em defesa do sindicato. Não podemos querer calar as buscas sindicalistas, parabéns aos presidentes sindicais pela coragem neste momento, nós do PT apoiamos esta causa, disse.
A briga
Servidores alegam que perderam em torno de 50% em seus salários nos últimos anos. Eles querem 10% de aumento para toda a categoria já neste ano, no orçamento da municipalidade. Já os técnicos da prefeitura, respaldados pelo prefeito João Alberto Cardoso, afirmam que não há dinheiro previsto para aumento real. A municipalidade propíµe somente 4,53% de reajuste para 2012, alegando que haverá, ainda. O crescimento vegetativo da folha de pagamento em 4% (vantagens corporativas da categoria) e o pagamento de uma causa jurídica, ganha pelos servidores de incorporação de diferenças não pagas da URV, lá de 1994, não calculadas í época, que aumentaria a folha em mais ou menos 0,8% já em 2012.


