TRANSTORNOS ALIMENTARES – BULIMIA

25 de março de 2012

 

Antoniela Vieira

 

 Bulimia Nervosa é uma sí­ndrome caracterizada por ataques repetidos de hiperfagia (hiperalimentação) seguidos de ví´mitos auto-induzidos, abuso de purgantes, perí­odos alternados de inanição, tudo com o intuito de minimizar os efeitos provocados pela elevada ingestão de comida. Assim como na anorexia, existe preocupação excessiva com o peso, porém, os Bulí­micos costumam manter seu peso próximo do normal para idade e altura.

O ví´mito auto-induzido pode provocar erosão esofagiana (esofagite de refluxo) e aumentar as glândulas paratirótidas (deixando as feiçíµes das pacientes arredondadas, com aspecto de ‘lua cheia’), assim como diminuir a taxa de potássio no sangue, causando ritmo cardí­aco anormal. Fisicamente também podem apresentar calosidade no dorso da mão (ação de levar o dedo í  boca provocando ví´mito) conhecida por ‘sinal de Russell’, desgaste dentário e conseqí¼ente presença de cáries em razão do suco gástrico.

A grande maioria dos pacientes é do sexo feminino (cerca de 90%), sendo ligados principalmente í  moda, í  dança e ao atletismo. í‰ mais freqí¼ente nas classes média-alta e alta. A incidência é grande em cursos secundários e universitários. Entre as pacientes existe forte presença de problemas afetivos, transtornos ansiosos, abuso e dependência de drogas.

O tratamento deve ser conduzido por uma equipe composta por: psiquiatra, psicólogo, nutricionista e assistente social. O paciente deve ser submetido a psicoterapia individual e familiar. Cabe í  nutricionista orientar e estabelecer técnicas comportamentais cognitivas.

A hospitalização do paciente Bulí­mico está indicada com menos freqí¼ência do que a do anoréxico. Geralmente só ocorre quando existem complicaçíµes clí­nicas, risco de suicí­dio ou quando houver fracasso no tratamento ambulatorial.

í‰ sabido que muitos pacientes com bulimia são beneficiados com o uso de antidepressivos, apresentando uma redução dos episódios de ‘Binge’ (hiperalimentação compulsiva) e da freqí¼ência de ví´mitos.

          Muitas classes de antidepressivos têm sido estudadas, como: IMAO, antidepressivos tricí­clicos e os recaptadores da serotonina, porém não existem evidências de que uma classe seja melhor que a outra no tratamento da bulimia nervosa. Cabe ressaltar que o uso destes medicamentos só deve ser realizado mediante a prescrição médica.

Que recomendaçíµes podem ser feitas aos pais?

Os pais devem estar atentos com a excessiva preocupação da paciente com relação ao peso corporal e com a possibilidade de se tornarem obesas, aliada a hábitos alimentares estranhos. Evidentemente, os episódios são difí­ceis de serem constatados. Existindo esses sintomas, procurem os cuidados de uma equipe especializada no tratamento destes casos com a máxima urgência.

 


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