Com HNSN novamente em pauta, vereador sugere construção de novo hospital em Torres

Vereador Rafael Silveira defende articulação para implementação de um hospital maior e mais bem equipado para atender a demanda local e da região

FOTO – Recente Hospital Life Plus (foto), em Xangri-lá, foi citado como modelo
10 de setembro de 2026

Em épocas de campanha eleitoral para presidente, governador, deputados e senador –  como o período atual de 2026 –  debater hospitais e sistemas de saúde deveria se referir mais ao governo estadual e ao governo Federal ( bem como aos candidatos em campanha). Mas como os hospitais atendem cidadãos municipais, vereadores das cidades (como Torres) acabam levando o assunto para sua comarca. E foi o que aconteceu em Torres, mais uma vez, durante a sessão da Câmara dos Vereadores de 31 de agosto – com o tema sendo reforçado em programa do poder legislativo (exibido todas as semanas na Rádio Maristela).

Os vereadores torrenses Rafael Silveira (PSDB) e Rogerinho Jacob(PP) participaram de entrevista na Rádio Maristela no dia 1° de setembro para debater pautas como Saúde, Segurança, rodoviária e causa animal. Mas a Saúde foi o destaque na divulgação.

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A construção de um novo hospital, com capacidade estimada entre 150 e 200 leitos, foi defendida pelo vereador Rafael Silveira durante entrevista. “A proposta considera o aumento da demanda e os relatos de superlotação do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes”, diz Rafael. Conforme o mesmo parlamentar, “a unidade atenderia pacientes de Torres e de municípios da região, além de moradores de Passo de Torres (SC)”.  Rafa citou superlotação do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (HNSN) no final de semana anterior – que chegou a estar superior a 250% da capacidade (ainda que, no dia 02/09, os atendimentos no hospital já não tivessem mais restrições) . E repetiu um de seus relatos na sessão da Câmara, sobre o caso de uma paciente que, segundo ele, teve uma cirurgia adiada por falta de leito.

Também durante o programa na rádio, o vereador Rogerinho avaliou que houve avanços na condução da Secretaria Municipal da Saúde, mas defendeu melhorias na estrutura das unidades básicas e destacou “a situação hospitalar como uma das principais preocupações na comunidade”.

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FOTO – Vereadores durante entrevista para rádio

 

 Novo hospital em Xangri-lá  citado como um exemplo o para solução local

 

Na sessão da Casa Legislativa torrense realizada  dia 31/8, Rafa Silveira já havia lamentado que, conforme sua apuração, o HNSN (Hospital de Torres) teria menos de 100 leitos disponíveis no total; disse também  que a entidade, historicamente, não tem recebido investimentos necessários para aumento significativo de número de leitos, ao mesmo tempo que atende uma região grande e que vem passando por aumentos populacionais. “Imagina na alta temporada?”, indagou o vereador se referindo ao fato que essa superlotação está acontecendo na baixa estação, durante o inverno.

Sobre o novo hospital, sugerido por ele na Câmara e na rádio, o parlamentar citou como exemplo um estabelecimento que  abriu em  Xangrilá (Life Plus) que seria grande e localizado mais longe do centro, isso  para poder ter sido construído em um terreno amplo e economicamente viável. Ele sugere que seja seguido solução similar em Torres,  para que o local receba boa estrutura de apoio (estacionamento  etc.) e consequentemente possa ter maior  número de leitos e profissionais que atendam além do Sistema Único de Saúde (SUS),  tendo outros convênios privados e particulares  para ajudar na viabilidade econômica.

 

Emendas caem ‘em saco sem fundo’

Rafa também citou como exemplo do desarranjo do HNSN em Torres, atualmente, os crescentes valores enviados ao hospital através de emendas parlamentares nos últimos anos, que parece que “caem em um saco sem fundo” porque não chegam para equilibrar as finanças locais, quando repetiu a ideia da articulação (local e estadual) para que seja construído um novo hospital  na cidade.

Em seu espaço na tribuna da Câmara, o vereador Zé Milanez (PL) também em seu espaço de tribuna) afirmou que “todos os hospitais do RS estão lotados “. E sugeriu que houvesse programas de educação física em vários desportos nas cidades como Torres, ao sugerir que a prevenção através da prática dos esportes, desde criança, seria uma solução para evitar as doenças modernas e as consequentes lotações hospitalares que estão acontecendo.

Dilson Boaventura (MDB), por sua vez, disse que o hospital de Torres está em um caos. O parlamentar torrense disse que gostaria de estar elogiando o serviço de saúde da entidade na tribuna, mas que não consegue parabenizar os gestores do HNSN porque o serviço só piora, mesmo depois de receber verbas sistêmicas de emendas.

O vereador Gimi Vidal (PP) fez crítica contundente direcionada justamente ao governo estadual, que, afinal, é a referência pública (gestor de fato e de direito) e concede os serviços às entidades hospitalares por todo o Estado do RS. Ele disse que não sabe como a ex-secretária de Saúde do Estado do RS estaria concorrendo a uma cadeira de deputada, “depois de a gestão deficitária que a mesma teria feito frente a Saúde” no governo Eduardo Leite. Ele citou o caso de uma paciente hospitalizada – por convenio IPE no HNSN – que teve que ser transferida pelo sistema estadual para outro hospital, em outra cidade, porque a ambulância do SUS não quis cobrir a transferência gratuita pelo sistema, justamente porque a paciente era conveniada a um Plano de Saúde particular. “Como pode uma pessoa receber negativa do SUS para transporte porque é conveniada a outro plano de Saúde?” indagou Gimi. Ele acha que a postura do SUS neste caso seria pela eliminação de um cidadão brasileiro do sistema que se diz universal e total para os mesmos brasileiros. (*editado por Guile Rocha)

 

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Publicado em: Saúde






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