O que leva alguém a usar drogas?

15 de abril de 2012

 

A questão das drogas é muito mais séria do que do que apenas uma questão moral ou jurí­dica, poiselas não deveriam ser usadas porque são proibidas ou porque trazem prejuí­zos fí­sicos, mas principalmente porque encerram a capacidade de sentir emoção, deterioram o sentido da vida e destroem o mais nobre dos direitos humanos: a liberdade.

Os usuários de drogas são amantes da liberdade, mas, sorrateiramente, matam aquilo que mais os motiva a viver. Passam por freqí¼entes crises existenciais, muitas vezes não tratadas por profissionais de saúde. E assim, í  medida que se afundam nessas sucessivas crises, eles perdem o sentido existencial de viver e caem num tédio insuportável. Geralmente buscam na droga o alí­vio de suas tensíµes, angústias e ansiedades,o que é uma ilusão, pois o que acontece é que o indiví­duo vai perdendo sua capacidade de vibrar com a vida, fragilizando seu ego, e tornando-se cada vez mais insensí­vel ao prazer.

A vida perde o encanto e cada vez mais a droga se faz urgente. O usuário torna-se, então dependente quí­mico, agindo por compulsão. Então, se estabelece um ciclo vicioso, pois quanto mais se envolvem com as drogas, mais se deprimem, quanto mais fogem da solidão e ansiedade, mais solitários, irritadiços, impulsivos e intolerantes. Buscam se anestesiar diante das perdas e angústiasque são inevitáveis na vida, já que possuem uma personalidade frágil e não suportam serem frustrados.

A dor emocional é algo evitado, por isso buscam desesperadamente mais uma nova dose de droga para sentir alí­vio e uma pseudo-felicidade enganosa e efêmera. Muitos deles, após ficarem dependentes, usam as drogas como tranqí¼ilizantes, relaxantes e antidepressivos, ainda que sejam ineficazes. Nas primeiras doses se sentem imortais, poderosos, mas com o passar do tempo matam-seum pouco a cada dia. Portanto, se buscavam aventura e liberdade, acabam presos na mais amarga das prisíµes.

í‰ importante que a famí­lia se mobilize para encaminhar o jovem a um tratamento com uma equipe multidisciplinar, com terapêuticas combinadas, tanto psicoterápica, quanto medicamentosa. O profissional deverá propiciar um ambiente terapêutico acolhedor, desprovido de crí­ticas e julgamentos, estabelecendo um ví­nculo de confiança através de um diálogo aberto e franco. O paciente precisa sentir-se encorajado, aceito e capaz de enfrentar o problema com segurança.

 

 

 

 

 


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