Ano após ano, a questão das ruas esburacadas em vários bairros e a necessidade constante de operações tapa-buracos em Torres vem à tona, assim como são recorrentes as cobranças de vereadores para que o Poder Executivo (Prefeitura) tome providências.
Na sessão da Casa Legislativa desta segunda-feira (13 de outubro), não foi diferente: reclamações sobre os buracos nas ruas foram tema de manifestações dos vereadores torrenses
O vereador Tenora (MDB) – mesmo sendo do mesmo partido do prefeito Delci – chegou a afirmar que a cidade se encontra visivelmente sem atendimento às várias demandas além dos buracos. Citou por exemplo, um relógio de medição de luz com fiação, a um metro do piso, que estaria se tornando um risco aos pedestres. “Vou continuar cobrando os erros porque fui eleito pelo povo”, desabafou o emedebista
A vereadora Deise Clezar (PSDB) já havia reclamado anteriormente da situação das ruas que sobem na Vila São João em direção leste (justamente as que levam à escola pública do bairro) que, segundo ela, estariam praticamente intransitáveis. E nesta semana mais uma vez Deise falou sobre a situação crítica das vias e do problema não resolvido, indicando que foram geradas por obras da Corsan (de instalação de rede de captação de esgoto).

Reclamação sem solução?
O líder do governo na Câmara de Torres, vereador Dilson Boaventura (MDB), aproveitou a deixa e sugeriu que a aprovação de um projeto de lei que tramita na Câmara – para autorizar tomada de empréstimo pela de R$ 75 milhões pela Prefeitura – seria uma forma de suprir a falta de verbas destinadas aos reparos dos buracos em ruas. “Não adianta reclamar e depois não ajudar em proposições para resolução do problema”, disse Dilson, pedindo a aprovação da matéria em questão.
Em resposta durante sua participação na tribuna, Moisés Trisch (PT) opinou indicando não achar correto que o líder do governo na Câmara jogue aos vereadores a responsabilidade de votarem o empréstimo como forma da execução do programa anual de tapa-buracos. Isso porque, para o vereador Moisés, o problema dos buracos nas ruas seria referente a verbas de custeio e não de investimentos, como se propõe o texto do projeto de lei para tomada do empréstimo
Zé Milanez (PL) sobre obras urbanas em Torres, listou emendas impositivas de seu gabinete que não estariam sendo implementadas; criticou o desleixo de um trator que operou no entorno da Lagoa do Violão, danificando o gramado, o calçadão e quebrando tachões de demarcação da ciclovia; questionou ainda sobre árvores que estariam sendo suprimidas das vias sem consulta (cinco palmeiras-imperiais na Silva Jardim – citou). Concluindo, Milanez afirmou que os buracos estariam danificando veículos e sendo um risco também para pedestres e ciclistas – citando que seu próprio filho teria caído em um deles enquanto andava de bicicleta.
Tomada de empréstimo de R$ 75 milhões em debate
Um projeto de lei, de autoria do governo Delci Dimer (Poder Executivo de Torres) pede autorização dos vereadores para contratar operações de crédito como Badesul Desenvolvimento S.A – Agência de Fomento/RS e BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). A operação teria valor de R$ 75 milhões, destinados para Despesas de Capital (investimentos).
O Projeto que tramita na Câmara também abre a possibilidade de a Prefeitura de Torres “abrir créditos adicionais até o limite do financiamento” para aplicação da contrapartida do Município nos investimentos em questão. E autoriza, ainda, que sejam utilizadas redução de dotações orçamentarias para tal objetivo.
O projeto de lei, que tramita na Casa Legislativa, está passando pelos tramites e deve ir a votação em breve – ou pode ficar em processo de espera. Tudo depende da decisão da Mesa Diretora da Casa Legislativa torrense.






