Envelhecimento em cães e gatos

O envelhecimento faz parte da vida de cães e gatos e, assim como acontece com os humanos, algumas mudanças no organismo se tornam mais frequentes com o passar dos anos

17 de outubro de 2026

O envelhecimento faz parte da vida de cães e gatos e, assim como acontece com os humanos, algumas mudanças no organismo se tornam mais frequentes com o passar dos anos. Isso não significa que um pet idoso necessariamente ficará doente, mas algumas condições passam a exigir mais atenção e acompanhamento veterinário.

Artrose, doenças cardíacas, alterações renais, problemas hormonais e doenças periodontais estão entre os problemas que podem aparecer com mais frequência nessa fase. Por isso, reconhecer mudanças no comportamento e realizar exames periódicos também ajudam a identificar alterações antes que os sinais se tornem evidentes.

A artrose é uma doença degenerativa das articulações que pode causar dor, rigidez e redução da mobilidade. Em cachorros idosos, é comum perceber pequenas mudanças no início: o pet demora mais para levantar, evita escadas e passa a caminhar menos.

O acompanhamento veterinário é importante para avaliar a origem da dor e definir estratégias para preservar a mobilidade e a qualidade de vida do animal. Fisioterapia, acupuntura, além de mudanças na estrutura da casa podem fazer a diferença.

As doenças cardíacas podem comprometer a capacidade do órgão de bombear sangue adequadamente e, dependendo da condição, provocar sinais distintos, como cansaço, tosse, dificuldade para respirar, intolerância aos exercícios ou desmaios.

Um ponto importante é que alguns problemas cardíacos podem evoluir sem sinais muito evidentes. Por isso, consultas periódicas permitem que o veterinário identifique alterações que podem precisar de investigação desde cedo.

O acúmulo de placa bacteriana e tártaro pode favorecer o desenvolvimento de doenças periodontais, que afetam as estruturas responsáveis pela sustentação dos dentes. O problema é especialmente comum em cães idosos.

Mau hálito, gengivas avermelhadas, sangramento e dificuldade para mastigar são sinais que merecem atenção. A saúde bucal não deve ser tratada apenas como uma questão estética. A doença periodontal pode causar dor e comprometer a alimentação, além de estar associada a impactos na saúde geral do animal, afetando órgãos como coração e rins.

A catarata acontece quando o cristalino, estrutura localizada dentro do olho, fica opaco e interfere na passagem da luz. A alteração pode comprometer a visão e, em alguns casos, evoluir para a perda visual.

Nem toda alteração esbranquiçada nos olhos de um cão idoso é catarata. Existe também uma mudança relacionada ao envelhecimento, chamada esclerose nuclear, que pode deixar os olhos com aspecto acinzentado sem necessariamente causar a perda de visão.

Por isso, qualquer mudança na aparência dos olhos ou no comportamento do pet deve ser avaliada por um veterinário. Bater em móveis ou demonstrar insegurança em ambientes pouco iluminados, por exemplo, podem ser sinais de alteração visual.

 

Síndrome da Disfunção Cognitiva

A Síndrome da Disfunção Cognitiva, popularmente chamada de Alzheimer canino, é uma condição relacionada ao envelhecimento do sistema nervoso e pode provocar mudanças no comportamento e na rotina do cão. Entre os sinais estão desorientação, alteração no sono e dificuldade para realizar atividades que antes eram familiares.

Vale dizer que nem toda mudança de comportamento em um cão idoso significa disfunção cognitiva. Dor, alterações na visão, perda de audição e outras doenças também podem modificar a maneira como o animal age. Por isso, a investigação veterinária é fundamental.

 

Pets idosos apresentam mais riscos de câncer

O envelhecimento está associado a um aumento na ocorrência de neoplasias em cães e gatos. Por isso, o câncer está entre as condições que merecem atenção especial durante o acompanhamento de pets idosos.

Isso não significa que todo pet idoso terá a doença, mas que alterações como o aparecimento de caroço, perda de peso, mudanças no apetite ou no comportamento, além de sangramentos sem causa aparente demandam ainda mais atenção.

Durante consultas de rotina, o veterinário pode examinar a pele, boca, linfonodos e abdômen e identificar alterações que ainda não chamam a atenção no dia a dia. Quando existe alguma suspeita, exames complementares são indicados para a avaliação do quadro.

 

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