Começa a corrida

15 de maio de 2012

 

O PP decidiu coligar com o PT. Parece que já é sem volta, pois os petistas, antes desta decisão por votos dos progressistas torrenses, já afirmavam na rua e na imprensa que a parceria estava fechada.

Agora estão firmes dois blocos sólidos. Um liderado pela situação, encabeçado pelo PMDB. Outro, liderado pelo PT, com a candidata já definida há dois anos: Ní­lvia Pinto Pereira. As coligaçíµes paralelas é que devem  ser os  principais focos das novidades e dos vários capí­tulos na novela da disputa do poder em Torres. O Frentão, diz que vai registrar a coligação em cartório nesta semana que vem. Resta saber para que lado o bloco vai tender a se alinhar.  

A maioria dos partidos deste frentão está coligada com o governo João Alberto.   PSDB, PRB estão já desde 2008. PC do B de aliou em 2011 e ocupa cargos na prefeitura como os outros. Já o PDT e o DEM estão fora do governo e dentro do frentão. Só que para haver a coligação proporcional, os partidos aliados devem coligar também aliados, com a mesma chapa.

O frentão afirma que não abre mão de indicar o vice-prefeito, um nome que venha de um dos partidos, escolhido entre as siglas. Ou seja. Se o PP e o PT já estão teoricamente formados, o frentão deverá indicar o vice do representante do PMDB como cabeça de chapa.

 

Corrida interna

 

No PMDB a cada dia que passa a coisa fica mais intranqí¼ila. Não há brigas abertas, mas existem muitas correntes dentro do partido, o que faz lembrar as correntes ideológicas do PT. Mas no caso do PMDB não se trata de corrente ideológica, trata-se de correntes de defesa de nomes.

Pardal é o candidato que mostra mais tranquilidade. Ele é o vice de João Alberto e as pesquisas devem indicá-lo como o segundo ou primeiro nesta corrida inicial í  cadeira maior em Torres, atrás de Ní­lvia ou na frente de Ní­lvia. í‰ que ele foi o único que formalizou sua disputa nos últimos meses.

Já Gimi diz a mais de um ano que só não vai para prefeito se não for eleito pela convenção. Mas ultimamente tem falado pouco sobre isto. Prefere agir como um estadista em suas açíµes como vereador na Câmara Municipal. Busca assuntos grandes, embates fortes e procura aparecer como uma pessoa de opinião formada, inclusive contra algumas causas defendidas pelo prefeito, que é do seu partido.

José Ivan entrou na briga, mas parece que a cada dia que passa, menos quer participar diretamente na disputa. Continua se mostrando uma pessoa atenta a todas as coisas que acontecem na cidade, lidera movimentos pluripartidários em prol de Torres e busca debates entre seus pares e a sociedade em temas que considera fundamentais para o desenvolvimento social, econí´mico e cultural do municí­pio.

João Oriques, ex-secretário de Tributação e de Finanças da cidade, executivo da prefeitura há sete anos e parente do prefeito João Alberto entrou como um nome para despolarizar a disputa antiga no partido, que estava desgastando, afinal, o próprio partido. Ele faz campanha entre os filiados e membros do diretório, e pretende ser o escolhido como consenso, sob as alegaçíµes que os outros estariam desgastados.

 

Com o fí­gado

 

Oito anos de poder na mão do PMDB faz com que militantes de pepistas e petistas, acompanhados de militantes do PDT, DEM e outros que não estão no poder pensem com o fí­gado. Na lógica, querem que o grupo atual saia da prefeitura. Naturalmente o sentimento é uma mistura de competição e necessidade dos partidos de estarem trabalhando (e ganhando salários), assim como recebendo participação dos CCs para organizarem a estruturar agremiativa.

Tudo isto recebe uma pimenta adicional da comunidade, a maioria da população, que não quer nem saber de filiação partidária, mas que vota, escolhe candidatos, ganha e perde. Nos dois últimos pleitos, mas de 60% dos torrenses votaram contra a chapa eleita. Isto é natural em cidades que não tem segundo turno, mas geralmente fica quase meio a meio. Em Torres, 60% do povo perderam a eleição nos dois últimos pleitos, e 40% ganharam.

Mas um motivo para se deduzir que o que está por trás do espí­rito geral na eleição deste ano é uma vontade muito grande dos eleitores de ganhar. 60% deles perderam na eleição passada. E agora querem recuperar. Os que são do time do contra, certamente devem votar em qualquer candidato que não represente a situação; os que são dos que querem ganhar, estes, sim, deverão decidir seus votos com a apresentação das propostas, no perí­odo eleitoral. E são estes que decidem. Resta saber que partidos estarão do lado da situação e que partidos estarão do outro lado. O fí­gado dos militantes da oposição deve falar alto. Portanto, a situação deveria colocar este contexto em seu plano eleitoral.

 

Fiel da balança

 

Tem partidos eu ainda não bateram o martelo com ninguém e evitam ficar pipocando pra lá e pra cá. O PV é um deles. Trabalha junto com o governo atual, mas está aberto a ouvir outras coligaçíµes possí­veis, tanto as proporcionais quanto as na chapa majoritária.  Sempre se mostra fiel e tem muito admiradores da bandeira dos verdes, em voga cada vez mais em nosso dia-a-dia.

O PTB é outro que está quieto. Shardosin, ex-vereador e pastor, mostrou no pleito passado que consegue movimentar a religião. E é um bom nome, um dos fiéis da balança possí­veis. Parece que o partido já projeta fechar, definitivamente, como vice do PMDB. Veremos nesta semana

 


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