BM de Torres inicia projeto de aproximação das comunidades para a melhoria da segurança

27 de maio de 2012

 

 

Uma reunião realizada na última quarta-fera (23) na Vila São João, deu inicio a um programa operacional da Brigada Militar de Torres no sentido de envolver de forma amigável e participativa a comunidade nas estratégias e táticas de desenvolvimento e melhorias da segurança pública de Torres. O encontro foi realizado no Salão Paroquial da paróquia da Igreja Católica da Vila e recebeu pessoas de vários locais da comunidade, alguns envolvidos no movimento da localidade, que se rebelou no mês de março pedido para o governo do Estado do RS mais recursos humanos, materiais e projetos para a segurança da Vila São João, assolada por crimes de forma mais aguda nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro passados.

A iniciativa faz parte do projeto operacional da BM local. Mesmo não recebendo até agora nenhum recurso humano ou material por parte do governo do Estado, desde uma reunião onde o próprio secretário de Segurança do RS Airton Michels participou, o comando de Torres optou por trabalhar de forma diferenciada com a comunidade. E a Vila São João é a primeira onde o projeto está sendo implantado.

 

Números melhoraram, mas o problema está na falta de vagas prisionais

 

Conforme apresentação feita pelo tenente Brum, comandante operacional da BM e idealizador da idéia, policial militar ligado ao Capitão Link, comandante geral do Batalhão de Torres, os números da criminalidade melhoraram na cidade de março para cá. Todas as estatí­sticas são positivas, mas a continuidade de furtos qualificados (aqueles onde a pessoa rouba sem abordar ninguém e é flagrado), por exemplo, roubos noturnos, de pátios, de mercadorias de lojas, dentre outros, se trata da maior preocupação da Policia Militar na vila São João.  Brum lembrou que faltam vagas nos presí­dios e elencou casos de ladríµes presos em flagrante várias vezes, mas que foram soltos logo após a prisão e o flagrante. Ele lamenta, inclusive, que se trata de pessoa já conhecida, que o sistema está engessado pela falta de vagas nas prisíµes, mas prometeu í  comunidade da Vila que se necessitar prender mais 10 ou 20 vezes a mesma pessoa, a BM local não fugirá da tarefa, mesmo que saiba que, ali adiante, o ladrão poderá estar solto.

O comandante lembrou também que a Polí­cia Civil está colaborando muito com as prisíµes. Os flagrantes estão sendo feitos conforme a lei e os inquéritos sendo instalados. Os promotores de justiça do MP também têm pedido prisão preventiva para a maioria dos casos, mas a questão esbarra na prioridade que o judiciário tem dado em manter presas preventivamente as pessoas que cometeram crime com periculosidade í s vidas humanas, pois as vagas são poucas. Isto tem feito com que muitos autores de furto acabem ficando soltos, esperando responder os processos em liberdade. E em casos extremos, como o que o tenente elencou, os roubos continuam.

 

Denúncias são as protagonistas do sucesso

 

A aproximação com a comunidade tem ocasionado resultados práticos em Torres. O número de denúncias aní´nimas ou não, feitas pelo telefone 190 da BM, tem sido fundamental para que a polí­cia militar local aja, ás vezes, antes de muitos delitos ou crimes.   Parece que a aproximação amistosa entre brigadianos e sociedade, a aproximação com lideranças de bairros e o apoio da imprensa local, dentre outras açíµes comandadas pelo batalhão de Torres, acabou encorajando as comunidades para que denunciem. E aí­ a BM tem muito mais chance de flagrar os delitos.

 

Cuidados sugeridos pela BM í  população

 

· Denunciar QUALQUER MOVIMNTO ESTRANHO no entorno das casas ou comércios. Basta ligar para o telefone 190

· Buscar deixar as casas e lojas com iluminação sempre funcionando e ligada e insistir com a prefeitura para manter as luminárias das ruas funcionando.

· Comércios que possuem recursos, instalar câmeras dentro e fora dos estabelecimentos, para que a polí­cia possa identificar os meliantes. Trata-se de prevenir outros roubos, de colegas e deles próprio.

· Não interpretar as blitz ou abordagens como violência da polí­cia. Trata-se de dar segurança para a sociedade. Se houver exageros, reclamar para o comando.  


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