opinião – Mão de Ferro

18 de junho de 2012

 

A audiência Pública realizada na última semana sobre o Parque Itapeva mostrou o quão o Estado do RS está utilizando seu poder em suas demandas do dia-a-dia. Não há coerência quando no mesmo paí­s que permite que pessoas morem em Morros, como, por exemplo, no Rio de Janeiro; pessoas estas que originariamente invadiram o espaço ambiental, que para ela o Estado como um todo propicie urbanização, água, luz, esgoto, regularização fundiária, escolas, postos de saúde; que o mesmo estado entre no local com a chamada polí­cia pacificadora. Não há coerência, então, que no mesmo paí­s, aqui em Torres (Brasil), o mesmo partido que propicia tudo isso permita que moradores do entorno do Parque Itapeva tenham sua luz cortada í  mando de burocratas, gestores do Parque.

Parece que a decisão do governo Tarso, a de colocar o PC do B na secretaria do Meio Ambiente do RS, está dando chance que atitudes tí­picas de governos autoritários como Cuba estejam sendo implementadas e realizadas no Estado. A secretaria Jussara Coni (PC do B) está administrando sua pasta como a famí­lia Fidel administra Cuba. Normal, afinal é do PC do B.

 

Crime ambiental

 

Os guardas do Parque Itapeva estão cometendo crime ambiental. Ao não deixar um cavalo pastar na área do Parque, eles estão levando o animal ao sacrifí­cio desnecessário. Casa de ferreiro espeto de pau? Ou vão mandar a administração do parque construir banheiros para as ratazanas não deixarem suas fezes atiradas no parque? Talvez, ainda, feminino e masculino para respeitar a igualdade de Gênero e as fêmeas não terem de e expor perante os machos.  Politicamente correto, não?

Talvez assistamos passeatas de militantes da intransigência atual na gestão do parque Itapeva exigindo que os gaviíµes não comam os preás, pois estão colaborando para a extinção da espécie. Aulas de conscientização ambiental seriam ministradas por ONGs para os gaviíµes. O mote? A possibilidade de a raça virar vegana, talvez…

Voltado í  realidade, a ATPA de Torres deveria fazer um abaixo assinado para que seja permitido que cavalos possam pastar no Parque, ao invés de serem obrigados a ficar atrelados í s carroças para não interferirem no ecossistema do Parque Itapeva.   O embate terá dois vieses. Um defendendo os animais; outro defendendo os animais… Trata-se da nova versão da Guerra dos Bichos?

 

História colocada no lixo… ou não…

 

Mais uma besteira feita sem necessidade no Parque Itapeva. Moradores locais ou do entorno, denunciaram na audiência pública da última terça-feira (12), que uma estrada, construí­da no parque a mais de 400 anos, para que o Ser Humano pudesse acessar a praia í  época, estrada esta onde passaram antigos colonizadores da região, estaria sendo enterrada, ou seja, totalmente desconsiderada pela gestão do Parque Itapeva. No mesmo local existem áreas chamadas de sambaquis, que teriam de ser preservadas.  í‰ que antes do lugar virar Parque, os sambaquis eram protegidos por lei, qual seja: não poderia ser construí­do nada nos locais onde arqueólogos escavam para achar vestí­gios de civilizaçíµes indí­genas que existiram há séculos por lá. Não sei se a gestão do parque está obedecendo esta lei…

Se estiver, trata-se da total desconsideração da parte da história dos colonizadores. A estrada que está sendo enterrada conforme a denúncia coloca embaixo do tapete o patrimí´nio histórico-cultural que este legado poderia deixar para nós, torrenses, que vivemos aqui e deverí­amos, responsavelmente, preservar nosso patrimí´nio cultural. Nesta teoria, a sociedade estaria colocando os í­ndios acima dos homens em geral, mestiços de todas as raças, que são, afinal, nosso passado e o legado dos í­ndios, pois muitos deles devem te tido filhos com í­ndios ou í­ndias, ou será que não existia sexo e sexualidade naquela época, ou Ní quelas épocas?

Na teoria que leva em conta que os gestores do Parque Itapeva não estão considerando a legislação sobre os sambaquis, o crime é duplo. Fere a legislação que protege a memória indí­gena, e fere a legislação que preserva o Patrimí´nio Cultural. Mas talvez exista uma atitude baseada no fato, considerado pela gestão do PEVA, que os verdadeiros donos do Planeta Terra sejam os dinossauros. Daí­, a preservação deveria de ser, talvez, digo, talvez, pois tudo é relativo no Brasil, somente das ossadas de nossos antepassados anfí­bios. Talvez esteja aí­ o excesso de proteção de animais oriundos dos dinossauros, como as lagartixas, os sapos, talvez… talvez… talvez…

 

A maior mão de ferro

 

Mas a maior mão de ferro que existe, principalmente no Brasil, principalmente no RS e principalmente em Torres (Talvez nossa cidade seja o último bis da caixinha e não saibamos), se trata do poder sem medida que o Estado tem perante nós, simples viventes, os cidadãos que trabalham para sustentar estas atrocidades cometidas por bandos de burocratas mal educados e mal treinados espalhados por todos os poderes constituí­dos no Brasil, principalmente no RS, com exceçíµes, é claro…

Se eu ou o senhor aí­ da poltrona, compra um apartamento financiado pela Caixa Federal, ou pelo Banrisul, ambos bancos estatais, um federal e outro estadual, e por uma destas desgraças da vida não consegue pagar as prestaçíµes, ligeirinho os bancos tomam sua casa, sem dó nem piedade. Eles í s vezes são bonzinhos: sugerem que tu entres na fila para receber casa de graça do mesmo Estado, mas que tomam seu lar, ah eles tomam mesmo!

Mas quando o Estado decreta um Parque de preservação ou de qualquer coisa, como foi feito aqui em Torres pelo pessoal do governo Olí­vio Dutra em 2002, não existe vivente no mundo que consiga devolver as terras aos donos caso o Estado não pague a conta. O Estado pode ficar devendo até para Deus. Não existe lei corajosa ou juiz ou promotor corajoso que consiga devolver as glebas aos verdadeiros donos. Ninguém recebe, mas o Estado continua dono. E neste caso, os bonzinhos burocratas estatais sequer sugerem a fila para o sorteio de novas casas populares, dos programas governamentais, amplamente marqueteados na TV como o senhor e a senhora aí­ do sofá assistem todos os dias. Os donos das terras não pagas, além de não receberem, além de não poderem seque reformar suas casas enquanto não recebem do Estado, além de terem a luz e a água de seus lares cortados, não recebem nenhum cartão do gerente da Caixa ou do Banrisul para entrarem na fila das casas gratuitas.

O estado é dono de nós. Nós trabalhamos para o Estado. Ele, se não trabalhar, se errar, ainda recebe aumento e vantagens de plano de carreira.  Se nós errarmos, as leis nos enquadram direitinho, a menos que role uma bolinha básica para os burocratas do sistema, que recebem em dia todos os dias 30 seus salários de marajás.     Cachoeira e a CPI que o diga…

 

Final da tolerância

 

Um dos donos de terras dentro do PEVA, dono este que está há mais de 10 anos brigando somente para ter uma idéia de seu futuro referente í  seu imóvel, se será ruim ou horroroso, encheu de esperar. Na audiência pública, ele disse publicamente que ira construir em sua terra, sem pedir licença, e que não quer ser incomodado. Tem toda a razão.

 

 

 

 

 


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