EDITORIAL – Crescimento ou domí­nio do socialismo?

25 de junho de 2012

 

Vemos diariamente alianças esdrúxulas sendo feitas entre partidos polí­ticos no Brasil. Não é de se surpreender. No paí­s são quase meia centenas de siglas, a maioria formada por pessoas que, no fundo, querem um emprego público sem fazer concurso e vêem na participação partidária uma chance para seu intento. Partido mesmo, com conteúdo programático e com bandeiras que são defendidas pela maioria dos correligionários, só existem três no Brasil. O PT o PSDB e o PMDB. São destas agremiaçíµes que acabam vindo os âmagos dos debates polí­ticos no Brasil. Os outros partidos acabam se contradizendo com suas próprias infantilidades, provocadas pelo desejo maior dos filiados, na maioria das vezes velados em nome de uma causa pontual, que serve como fantasia para o carnaval que vemos no sistema partidário brasileiro: o emprego público sem fazer concurso.

O PT é o partido mais socialista da nação. O PSDB o menos, embora também tenha eu suas bandeiras muitas abordagens que sugerem transferência direta de renda e que sugerem prioridade nas pessoas acima das causas coletivas. O PMDB se coloca no centro. Acaba, afinal, defendendo o movimento democrático que estampa em sua sigla. Portanto, o Brasil das últimas décadas está sentindo na carne o bí´nus e o í´nus que qualquer nação é submetida quando o socialismo impera sobre a sociedade. Estado grande, Estado caro, salários públicos muito acima da média de salários privados, falta de infraestrutura, crescimentos econí´micos abaixo de seus pares de status desenvolvimentista e, para pagar tudo isto, impostos aviltantes cobrados de forma cumulativa e compulsória da população. Não há direita no Brasil. O PP, que de certa forma representaria certo viés direitista esta se desmilinguindo assolado pela mesma mazela da maioria das agremiaçíµes. O DEM, que milita um pouco temas de direita no Brasil sofre da mesma doença.   Necessidade de empregos públicos para os filiados.

E o socialismo vem crescendo no Brasil. Desde a entrada do PT no poder da nação, há uma década, o partido vem conseguindo crescer de forma geométrica na configuração do poder. A sigla tem conseguido entrar em Estados e em Municí­pios quebrando tradiçíµes antigas que dividiam PMDB e PP (antigo PDS e antiga arena).  O resultado que nós contribuintes vemos é um Estado forte e poderoso dominando nossas vidas. A liberdade individual diariamente é atacada por medidas e burocracias jogadas em cima da população de forma compulsória. A falta de poder real de mudança a cada dia diminui. O Corporativismo do Estado grande e a necessidade de várias agremiaçíµes sem bandeiras conseguirem empregos para seus seguidores acabam fortalecendo ainda mais o estabelecido.

Estamos, mesmo que de forma lenta, caminhando para uma espécie de ditadura de Estado.   E é este o intuito do PT. Está na cartilha partidária da maioria das várias correntes internas da agremiação o poder exagerado do Estado perante a sociedade. Para os petistas de carteirinha, Estado grande não é exagero: é necessidade. O socialismo quase comunista é o horizonte que a ideologia atual projeta. A sociedade pobre, aquela sem capacidade de avaliação, têm aceitado isto e tem votado em massa nos projetos apresentados a ela pela maioria dos partidos. Os programas partidários, na maioria, são muito mais próximos de projetos clássicos socialistas do que de projetos práticos que estimulam a liberdade acima de tudo como, por exemplo, os que dominam a sociedade americana, inglesa, australiana e Neozelandesa.

 A esquerda brasileira está dominando a sociedade. Seja pela vitória nas urnas de seus projetos, seja por busca de agremiaçíµes sem ideal para lutarem por suas bandeiras.   O Brasil não tem partido que defenda a liberdade individual como principal bandeira, o que seria saudável para contrapor o outro lado da moeda, o socialismo, que domina o dia-a-dia da nação. O PSDB, que e o menos esquerdista do paí­s, não mostra vontade de definitivamente veredar para o lado da liberdade. Embora milite pela diminuição do tamanho de Estado, são poucas as efetivas bandeiras liberais da agremiação.

 

 


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