OPINIíO – Partidos & Igrejas

25 de junho de 2012

 

Fausto Araújo Santos Jr.

 

 

Justo e atual para a Amazí´nia  

 

O encontro Rio + 20, que aconteceu nesta semana no Rio de Janeiro e que movimentou autoridades de todo o mundo, estampou mais uma vez que este fórum só servirá para postergar açíµes conjuntas de preservação ambiental.   Cabe lembrar que a preservação da natureza de forma responsável não serve somente para frear a destruição gradual da camada de ozí´nio que estaria causando o tal de aquecimento global, defendida por algumas correntes e rejeitada por outras.   A preservação e purificação gradual do ar, do solo e das águas servem para, afinal, melhorar a qualidade de vida de todos os seres do planeta, diminuindo a doenças, a maioria causadas pelas consequência do consumo desenfreado e a má gestão dos resí­duos deste mesmo consumo acima do razoável.

No caso do Brasil, uma ação prática e objetiva poderia surgir nos horizontes das negociaçíµes internacionais sobre o tema preservação da natureza.   Trata-se da necessidade de haver um imenso Plano de Manejo e de uso, sustentável econí´mica e ecologicamente, da Floresta Amazí´nica. E, após, a implementação deste plano assim como a fiscalização e gestão do mesmo. Isto tudo seria pago PELOS PAíSES DESENVOLVIDOS QUE POLUIRAM E AINDA POLUEM O PLANETA. O Brasil, ao contrário, além de não desembolsar nada, receberia uma espécie de aluguel por conta da colaboração mundial perante a preservação da umidade, de espécies animais e vegetais, enfim: pela preservação da Amazí´nia, que representa para o planeta pecentual importante de natureza intocável, ainda…

Este Plano e a implantação dele, definitivamente iriam brecar o desmatamento ilegal na região, desmatamento este que está mais do que provado que o Brasil não tem recursos humanos e financeiros para controlar de forma isolada, como é hoje. Uma idéia!

 

Partidos & Igrejas

 

 No Brasil, a proliferação de partidos sem nenhuma lógica ideológica vem sendo superada somente pela proliferação de Igrejas. E, no final, os objetivos acabam sendo os mesmos. Os partidos sem ideologia querem, afinal, emprego e outras vantagens financeiras ao serem fundados. Depois, se unem com outros sempre em nome de empregos e outras coisitas pouco republicanas.

Igrejas sem fundamento histórico e sem registros ideológicos coerentes acabam sendo, também, criadas para que no final pastores e diretores destas organizaçíµes ditas religiosas se beneficiem financeiramente de colaboração de fiéis.   Atualmente basta passearmos por bairros mais pobres, onde residem pessoas mais humildes, para constatarmos que bandeiras novas de religiosidade  estão sendo fincadas. Nomes altamente criativos e sugestivos são criados e mais cidadãos e cidadãs são enganados com contos de salvação eterna, de salvação da alma, feita por pessoas ou rituais que se dizem sagrados.

E as ovelhinhas abocanhadas pela maioria dos partidos e igrejas, principalmente os partidos  sem ideologia e as igrejas sem ideologias,  possuem a mesma caracterí­stica e os mesmos comportamentos. Acreditam nas promessas como criancinha em Papai Noel e acabam colaborando financeiramente ou com seus votos, para que pessoas mal intencionadas consigam seus intentos: dinheiro, dinheiro e dinheiro.

E o que vemos no dia a dia, além dos desmandos e das coligaçíµes esdrúxulas na polí­tica, rituais até macabros e barulheiras mis protagonizados em nome de uma religião ou de várias religiíµes, que sequer têm fundamento histórico e passado para fundar uma simples corrente de pensamento religioso, muito menos de movimentar massa de humanos em nome de promessas vazias.

Este é nosso Brasil. E tem gente que, ainda, está misturando religião com partido polí­tico. Junta a fome com a vontade de comeR$…

 

Roupa suja e mico

 

O PTB está pagando mico em Torres. Conseguiu fazer com que um membro do PT fosse falar publicamente em nome de divergências internas do partido. Coloca tudo isto em jornais e protagoniza cena de lavação de roupa suja pública.

Avaliando o processo que está no ar na cidade, que envolve pessoas, denegri nomes, confunde campanha partidária e muitas mazelas a mais, dá para se ter uma idéia do quão interesses pequenos são os verdadeiros motivadores de agremiaçíµes polí­ticas pequenas. Como não possuem diretório, que exige o mí­nimo de 300 filiados, exige votação de temas relevantes, dentre outras obrigaçíµes, as comissíµes provisórias locais acabam servindo como peças de um jogo de xadrez, onde as conversas de botequim são mais importantes que as verdadeiras causas, locais e de ideais partidários.

Isto não existe somente aqui em Torres, no RS… Trata-se de tema que está sendo protagonizado até em cidades grandes e por diretórios grandes de grandes partidos. Nota-se pelas coligaçíµes patéticas que estamos assistindo em São Paulo, por exemplo.  

 


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