opinião – Meu Plano de governo

8 de julho de 2012

 

Fausto Araújo Santos Júnior  

 

Em épocas de coligaçíµes realizarem seus Planos de Governo para serem as esteiras da busca de votos na eleição de outubro próximo aqui em Torres, tomo á liberdade de sonhar com um plano que eu faria caso tivesse cargo e autonomia para tal.   Cargo e autonomia extremamente difí­ceis de conseguir, pois primeiro necessitamos ser eleitos dentro de um partido ou uma coligação para sermos um candidato í  prefeitura. Depois,  temos de negociar com os partidos e seus interesses o que iremos, caso sejamos eleitos, desenvolver na cidade.   Abaixo, portanto,  alguns sonhos pessoais…

 Como indagam várias citaçíµes de auto-ajuda: que somos nós sem nossos sonhos?

 

Turismo

 

Definiria que o PUBLICO-ALVO da cidade de Torres seria formado de  turistas e veranistas EXIGENTES perante o charme local. Após isto, definiria que todos os eventos atuais e futuros deveriam ser formatados perante ESTA PREMISSA: Além de serem competentes, devem ser charmosos, diferentes, de bom gosto… Exigentes!

Publicaria no primeiro dia de governo que A PROPAGANDA DE CARROS DE SOM seria TOTALMENTE PROIBIDA NA CIDADE entre os meses de dezembro e março. Portanto, uma ação e respeito AOS TURISTAS, que são, afinal, o sustentáculo de nossa população.

Aprovaria uma lei na Câmara Municipal que desse SUBSíDIOS para a implantação de lojas de grife internacional na cidade, como, por exemplo: Lacoste, H Stern, Burger King, Mac Donald etc., para OPERAREM NO VERíƒO, podendo operar durante o ano caso quisessem.

Uma lei similar buscaria implementar na cidade UM HOTEL DE RENOME INTERNACONAL COM CENTENA DE APTOS para a cidade. A própria estrutura de Marketing dele trataria de trazer gente para Torres durante todo o ano.

Elegeria como modelo a ser imitado por Torres, a cidade de Punta Del Este, fundamentado lá o design dos equipamentos de beira de praia a serem construí­dos pelo poder público ou incentivados para parcerias com a iniciativa privada.

Planejaria várias entradas para banhistas na Praia Grande, iguais í quela feita ainda pelo Milanez, nos molhes. E projetaria uma espécie de deck de passeio, que percorresse TODA A EXTENí‡íƒO DA PRAIA GRANDE COMO UMA FORMA DE CONTEMPLAR AS DUNAS. O material seria igual ao deck do Milanez, também.

Faria uma parceria público-privada com a Associação de Hotéis e Restaurantes locais para fomentar uma espécie de Convention Bureau, com pelo menos UM EXECUTIVO e uma secretária pagos mensalmente por esta parceria. O salário, em torno de R$ 10 a R$ 15 mil/mês. Isto para buscar aos poucos vários eventos de negócios para a cidade NO INVERNO, visando atacar a sazonalidade do setor de turismo.

Transformaria a Praia e Parque da Guarita em uma espécie de santuário da rusticidade í  beira mar, nos moldes de Torres antiga e da Santa Catarina antiga. Para isto, faria também uma espécie também de santuário ao Surfe. Poderí­amos ter lá um museu do surfe gaúcho, junto com o Museu do Mar. E outros equipamentos como bares e restaurantes rústicos poderiam ser construí­dos no Parque, é claro que tudo perante a aprovação da gerencia do Parque da Guarita. Um equipamento de engenharia poderia ser colocado no mar para melhorar a formação das ondas. Já existe isto no mercado.  

 

Plano Diretor

 

Sugeria via projeto técnico competente, feito por ARQUITETOS LOCAIS, que fosse liberada a ALTURA DE PRí‰DIOS NA PRAIA GRANDE. Mas os RECUOS, laterais, de frente e de fundos, SERIAM ALTAMENTE AGRESSIVOS. A cada 10 metros e altura teria que haver em torno de TRíŠS METROS DA CADA LADO de recuos. Isto tornaria, por exemplo, um edifí­cio de 30 metros (10 andares) que houvesse 9 metros da cada lado de recuo obrigatório, arborizado.    A ação/lei forçaria a construção de prédios altos, mas poucos, com bastante VENTILAí‡íƒO e as eventuais sombras projetadas no  calçadão seriam pontuais, de trecho em trecho. Cada apartamento deveria ter TRES VAGAS NA GARAGE. Aí­ diminuiria o eventual impacto de vizinhança.

Em contrapartida proibiria a construção de prédios na orla da Praia da Cal e da Prainha. Lá somente casas unifamiliares de no máximo dois pavimentos ou 7 metros de altura. Preservarí­amos a vista dos morros para quem está na orla.   Ao redor da Lagoa do Violão (duas quadras para dentro), somente prédios de no máximo 9 metros (três andares). E, principalmente, terí­amos um bairro perto da praia onde pessoas que preferem morar em casa o escolheriam. AH, aumentaria o IPTU na região em contrapartida…

No mais, MANTERIA TUDO QUE FOI SUGERIDO PELOS Tí‰CNICOS DA UFRGS. As novas entrada da Zona Norte e Sul, a avenida ecológica ligando o parque Itapeva ao Rio Mampituba, a ciclovia fazendo a marginal ao mar e ao rio e as ciclovias no centro, dentre outras BOAS IDEIAS que foram apresentadas em varas audiências públicas em Torres.

 

Educação Saúde e Segurança

 

Na educação, encomendaria um projeto pedagógico que utilizasse como pilares o  EMPREENDEDORISMO, A DISCIPLINA e a SUSTENTABILIDADE como base curricular. Laboratórios desde as pequenas idades seriam os maiores instrumentos.   Cobraria do governo Tarso a aplicação do percentual mí­nimo previsto em lei para a Educação. Parece que, de governador,  não é exigido o cumprimento da lei. Fala MP…!

Na Saúde,  manteria como está. Só militaria de forma mais enfática pelo cumprimento do Estado federativo e da União dos percentuais previstos em lei, que hoje não são cumpridos.

Na Segurança, colocaria Azulzinhos torrenses pra fiscalizar o entorno das escolas e o centro (poderiam, também, fiscalizar estacionamentos rotativos, que sou a favor). A idéia foi do vereador Tenora, temos de ser justos.   E cobraria do Estado mais recursos materiais e humanos para as polí­cias locais.

 

Meio Ambiente

 

 Decretaria no primeiro dia de governo QUE TODOS OS CARROS DA FROTA MUNICIPAL UTILISASSEM íLCOOL COMO COMBUSTíVEL. E divulgaria isto para todo o Brasil. O aumento de custo é mí­nimo em relação ao exemplo de poluir menos o ar de uma cidade que recebe turista e vive dos turistas e veranistas. Fora   a colaboração contra o   aquecimento global, que mesmo com questionamento pode estar existido mesmo…

Estudaria a substituição dos motores í  diesel por motores í  bicombustí­vel. E faria coleta de OLHO DE COZINHA USADO para transformar em combustí­vel e utilizar na frota. Isto já é feito em algumas cidades americanas e pode até gerar economia.

Proibiria a utilização de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. Elas deveriam ser substituí­dos por sacolas de papel.

Faria um projeto de lei que obrigasse que TODOS OS PRí‰DIOS NOVOS TIVESSEM PELO MENOS 30% na energia consumida gerada por sistemas limpos, como Eí“LICO E SOLAR. Divulgaria isto para todas as cidades como exemplo. Acho que passaria facilmente na Câmara, pois se trata somente de prédios novos.

 

Ação Social

 

Eliminaria TODOS OS PROGRAMAS MUNICIPAIS DE TRANSFERíŠNCIA DIRETA DE RENDA OU ALIMENTAí‡íƒO. Em troca,  aumentaria sensivelmente o atual projeto inteligentí­ssimo dos MUTIRí•ES DE LIMPEZA. As pessoas contratadas fariam a limpeza das RUAS CENTRAIS no inverno e das ruas da região de veranismo entre os meses de novembro e março. Talvez um restaurante popular vendendo almoço e janta por R$ 1. Para pessoas cadastradas no sistema como famí­lias vulneráveis econí´mica ou socialmente. O restaurante seria na Zona Sul.

 


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