OPINIíO – Mazela ilegal… mas contí­nua?

24 de julho de 2012

 

 

Fausto  Araújo Santos Jr.  

 

 

O Procurador Geral do Ministério Público de Contas Geraldo da Caminho afirmou para a imprensa que  emitirá parecer desfavorável í s contas do governo Tarso Genro (PT) do ano de 2011. Uma das causas é a falta do investimento mí­nimo de 12% do orçamento em Saúde, previsto em lei.   E alem do governo não ter cumprido a lei, o mesmo sequer elaborou um plano de recuperação das finanças que desenhasse ao menos um caminho para o cumprimento da lei.

Em épocas de campanha eleitoral, cabe salientar que qualquer prefeito que assumir o governo de Torres terá que administrar esta falta de respeito. E não é exigindo a lei, não,  porque o MP não ameaça entrar com uma ação pública, que engesse o orçamento e obrigue que os 12% sejam cumpridos. Não tem coragem… E, se tiver, logo logo um desembargador do Tribunal de Justiça   dá um jeito de desengessar…  Então, os administradores das cidades como Torres, por exemplo, têm de se obrigar a investir MUITO MAIS em SAíšDE. Aqui a média é acima dos 20%, quando a lei exige somente 15%.   Tem meses que o número chega a 26%. E é aqui que as coisas que acontecem.

 O doente não vai ao palácio Piratini consultar, vai ao posto de saúde, vai ao hospital. O doente não visita o Centro Administrativo para marcar uma consulta de oncologia. Vai ao posto na cidade e, após, visita o vereador em que votou para reclamar… E o vereador nada tem a fazer, a não ser dar um jeito de furar a fila lá na Capital, jeito este que não é certo, pois quando fura a fila, deixa alguém de fora, que pode estar precisando mais do que o sorteado pelo padrinho vereador.

O pior de tudo isto é que o mesmo governo Tarso, que não cumpre a lei e nem se preocupa em projetar o cumprimento documentalmente, contratou 50 novos CCs carí­ssimos lá no inicio do governo, em 2011. Salários muito próximos do teto da categoria estão trabalhando no Palácio Piratini, muitos preocupados com as obras da Copa do Mundo, outros com a melhoria de cobrança de ICMS… Mas e a Saúde? E a Educação?

 

Da minha saúde cuido eu!

 

Já eu, não quis apostar na melhoria da Saúde Pública. Tratei de fazer um tratamento alimentar tomando shakes e chás e já perdi 20 KG e, melhor ainda, me sinto alimentado como nunca antes me havia sentido.

Não pego gripe, não sinto cansaço, me sinto desintoxicado, etc. E perdi já 20 KG!

Diariamente faço um refeição (pelo menos) saboreando milk-shakes de chocolate, de Baunilha, de Capuchino, e agora até de Pinacolata (com gosto de leite condensado e tudo…). Sinto como se tivesse tomando um shake de sorvete, mas estou, afinal, consumindo somente 250 calorias e matando a fome, por somente R$ 8,00. E, melhor, me alimentando como se estivesse comendo aqueles pratos coloridos mas burocráticos que os guias de nutrição nos oferecem diariamente na mí­dia. Só que tudo dentro de um shake.

O espaço que eu freqí¼ento é ali na Avenida General Osório, 390, em frente ao Hospital Navegantes. O nome: Copo Saudável. Lá você delicia-se com os chás e shakes em um ambiente acolhedor e ainda recebe aula de nutrição séria. E, é claro, não precisa da Saúde Pública!

 

Por um recrutamento melhor…

 

Fala-se em falta de identidade partidária;  Fala-se em pouco trabalho de vereadores… São afirmaçíµes feitas nas redes sociais muitas vezes por pessoas que, na verdade, são mal informadas, são pouco ideológicas…

Mas os partidos polí­ticos em qualquer lugar, no paí­s, nos Estados e nas cidades, poderiam agir para ao menos minimizar este grande estigma negativo que a classe polí­tica sofre, em muitos casos no mí­nimo exagerados, em outros até injustos, embora em muitos casos também com certa razão. Trata-se de uma tarefa fácil: o bom recrutamento de candidatos que irão concorrer aos pleitos.

Não adianta uma pessoa ser lí­der de um segmento ou bairro (ou achar que é…) e não saber sequer o que significa ser um vereador. O que pode ser feito, o que não pode… Saber ao menos diferenciar os três poderes, coisa que muita gente aí­ (até com mandato) não sabe. Saber ler  a lei orgânica da cidade,   um orçamento público,  e saber fazer ao menos conta de percentual…

Não adianta uma pessoa que é conhecida por ajudar ao próximo ser indicada para ser vereador se, na prática,  a atividade não é de ajudar o próximo de forma individual. O vereador pode e DEVE trabalhar para CAUSAS COLETIVAS.

Os partidos poderiam aplicar uma espécie de teste em seus candidatos. Se não, em muitos casos, só conseguem ter alguém na casa legislativa para APOIAR AS VOTAí‡í•ES DO PARTIDO. E para isto, a sociedade ai sim tem razão em reclamar. Pagar salário somente para uma pessoa votar sim ou não,  se trata de causa injusta e dinheiro posto fora.

 

Plano de Governo

 

Partidos dizem que vão apresentar seus planos de governo em agosto, após ouvirem as comunidades. Mas acho que deveriam ter no mí­nimo atitudes bem claras em seus discursos. Deve ficar claro,  se eles vão priorizar o turismo ao invés de planos sociais, ou ao contrário. Deve ficar claro se eles vão aumentar os salários públicos e manter o plano de carreira, ou se, ao contrário, vão mudar o plano e consideram a Folha de Pagamento alta para a saúde financeira da cidade.

Podem também, mesmo antes dos planos formais serem distribuí­dos, afirmar se vão priorizar emprego e em que setor estes empregos surgirão.   Se acharem que a cidade deve ter indústrias e com que fundamentos.

Tratam-se, dentre outras várias atitudes, de ideais formatados, de crenças pessoais, partidárias… Vamos aos planos dos planos… O eleitor agradece. AH!!. E dizer de onde sairá o dinheiro para tudo, é claro…

 

 Pesquisa no Facebook

 

Um militante de um partido polí­tico de um dos lados da eleição aqui em Torres, conhecido lá na Vila São João, acabou abusando de sua liberdade em época de pleito eleitoral e incorreu em uma contravenção que deveria ser punida. í‰ que o cabo eleitoral cibernético resolveu colocar uma pesquisa no ar na rede social. E a lei é clara. Qualquer pesquisa, feita por qualquer tipo de cidadão brasileiro, não pode ser divulgada em meio de comunicação nenhum. Mas a pessoa resolveu assim o fazer e deve tomar multa…

Mas o mais engraçado de tudo foi o pseudo- resultado da pesquisa. No iní­cio, é claro, a vitória na medição do Facebook apontava para a candidatura de preferência do dono da iniciativa. í‰ claro porque os amigos do militante devem ser naturalmente mais voltados para suas preferências. Mas logo em seguida o resultado virou, e em muito. A pseudo- coligação adversária do idealizador da pesquisa passou í  frente e subia, subia, subia…  E daí­ saiu do ar… por que será?

No mesmo Facebook, os adversários do idealizador passaram a publicar uma imagem do resultado da medição informal e perguntavam justamente isto. Por que saiu do ar? Acho que deve de ter sido uma ORDEM do juizado eleitoral da comarca, mas os adversários brincam que foi porque a pesquisa virou… Vá saber?

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 


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