OPINIíO – Mensalão: verdade ou teoria conspiratória generalizada?

8 de agosto de 2012

 

Fausto Araújo Santos Junior  

 

 

O julgamento do Mensalão, que iniciou na quinta-feira e irá encerrar no final de agosto, acaba sendo um dos mais importantes assuntos da atualidade social brasileira.   Após sete anos da denúncia feita pelo então deputado federal Roberto Jeferson e considerado o maior escândalo de corrupção na polí­tica brasileira, já mostra, de iní­cio, a morosidade da justiça no Brasil. Da primeira denúncia até hoje, agosto de 2012, duas eleiçíµes í  presidente, deputados e senadores aconteceram e mais três com a atual para cargos do executivo e legislativo municipal. Muita gente acusada se reelegeu. Vamos ver se justa ou injustamente…

Mas o principal legado que este julgamento deixará para a sociedade é o exemplo da eficácia das leis e da eficiência e coragem da justiça nacional. Se houver poucas condenaçíµes, a sociedade definitivamente irá desacreditar na justiça, já que vem a quase dez anos assistindo nas mí­dias de todos os formatos eventos similares ao Mensalão, acontecidos em âmbitos nacional, estaduais e municipais, que serão julgados a seguir. E é de se perder a motivação para a justiça acontecer, ou, ao contrário, pode abrir uma nova hipótese para ser avaliada pelo povo brasileiro, principalmente por í queles mais cultos e espertos: será que tudo não é teatro feito por quadrilhas polí­ticas querendo acusar seus adversários (ou inimigos e desafetos)?

Se o deputado Paulo Maluf já transpí´s quase uma geração sendo insistente e corriqueiramente envolvido em maus feitos em ní­veis nacionais e até internacionais, e atualmente é deputado federal eleito dentro das leis brasileiras e, ainda, faz parte de comissíµes temáticas do Congresso Nacional, é de se pensar que tudo possa ter sido farsa. Qual seja, nós, simples viventes, podemos estar sendo enganados duplamente. Por estarmos sendo roubados e por, ainda, os verdadeiros ladríµes estarem confundindo a tudo e a todos. Rato armando ratoeira?

 

Rádio para religião?

 

 A cidade de Torres possui somente uma emissora comercial de FM. E a única rádio local agora está nas mãos de um grupo religioso. Ou seja, a cidade agora possui uma rádio nas mãos da Igreja Católica (a radio AM), e a FM comercial na mão da igreja Universal do Reino de Deus.

Não se trata de demonstração da saúde democrática esta situação. A democracia deveria conseguir que emissoras de rádio ficassem nas mãos de organizaçíµes não religiosas, não polí­ticas, não vendedoras de mensagem subjetivas, sem provas cabais. Principalmente em um setor onde as licenças são obtidas através do governo federal.

 O mais saudável seria a abertura total da exploração das ondas do rádio. Caso houvesse regras, eu obrigaria somente que as rádios tivessem obrigatoriamente no mí­nimo 30% de programação jornalí­stica informativa. O povo deveria ter a chance de poder ouvir estaçíµes de rádio que os deixassem informados sobre os assuntos de sua cidade e sua região. Outra regra que eu colocaria seria a fronteira jurí­dica. Não é saudável que uma pessoa moradora do RS, de Mampituba, por exemplo, tivesse ouvindo programas e comentários jornalí­sticos sobre assuntos coletivos polí­ticos sociais de outro Estado, onde estão outros representantes polí­ticos. Há de se presumir que a confusão que já e grande sem isto se torna maior com este verdadeiro entulho aéreo. Pessoas já pouco informadas sobre temas de cidadania acabam confundindo açíµes oriundas de mazelas ou de acertos de polí­ticos catarinenses em municí­pios do RS e vice-versa…

Mas as leis que regem as religiíµes deveriam ser revisadas no sistema social brasileiro. A isenção de impostos e a possibilidade de vender gato por lebre e cobrar o preço que bem entender está dando vantagem a grupos que podem se aproveitar da situação e iniciar domí­nio artificial das coisas e da crença das pessoas. Uma covardia generalizada.

Portanto, acho que deveria ser proibida a administração de rádios ser feita por organizaçíµes religiosas. Tema para que motivemos nossos representantes lá em Brasí­lia de militar. #Fica a dica#.

 

Muita burocracia

 

Um candidato í  vereador de Torres teve sua licença cassada pela justiça eleitoral. Ele vai recorrer, mas as chances são meio a meio de ganhar seu feito, consequentemente ele poderá ter de gastar dinheiro e tempo para atingir algo que ele não sabe se será promulgado, ou desistir…

O estranho é a causa. Ele não poderia estar atuando como presidente de uma entidade da cidade após seis meses antes da eleição. E assim o fez… Só que o empresário e candidato í  vereador tinha deixado cheques em branco assinados para pagar as contas de um convênio feito pela entidade com a prefeitura de Torres que exige que as contas sejam pagas mensalmente. Parece que dois cheques foram descontados ou compensados somente com a assinatura do candidato, então presidente.

Trata-se de muita burocracia. O que um simples cheque poderia interferir em uma eleição, se este cheque é para pagar um convênio que vinha sendo pago até então, que repassa para prestadores de serviços dinheiro que possui fundo em um convênio com a prefeitura, aprovado pela Câmara Municipal, inclusive, que possui ano a ano as contas auditadas pela própria câmara, além da auditoria do TCE? Não houve aumento de pagamentos, sequer mudança de fornecedor, o que poderia ai sim, sugerir algo, mesmo que com difí­cil aproveitamento eleitoral. Mas somente cheque de uma entidade?

Parece-me que a lei eleitoral deveria reverter para o rumo de liberdade maior. Não adianta ter tanta regra. Se uma pessoa quer burlar, ela burla em alto estilo, com tudo comprovadinho, sem rabos deixados. Mas se uma pessoa não é um burocrata profissional, pode perder a chance de concorrer. E o pior é que geralmente estas causas vêm de candidatos inferiores, que, por não ter diferencial positivo, buscam aniquilar a concorrência. Que polí­tico será este no futuro?

 

 

Eleição cibernética

 

Uma espécie de capacidade de mobilização está acontecendo no Facebook nesta eleição. Um software integrado abre todos os candidatos do Brasil que estão registrados na Justiça Eleitoral para que os membros do Facebook curtam seus preferidos. Não se trata de pesquisa, até porque qualquer pessoa pode curtir quantos candidatos quiser, nas mesmas cidades inclusive. Mas se trata de uma forma de avaliarmos a capacidade de mobilização dos candidatos que freqí¼entam a rede, assim como deduzirmos fatos interessantes.

Por exemplo: Vi um candidato com pouca mobilização cibernética ficar bem colocado; vi outro com grande mobilização ficar menos bem colocado que a lógica sugeriria… Vi gente que sequer usa a internet com boas votaçíµes. Dá para termos uma base do processo eleitoral. Não é pesquisa, é enquete. E enquete que trata com pessoas que costumam usar o computador e, ainda, usam redes sociais. Somente uma luz…

 

Pesquisas

 

Circulou uma pesquisa publicada na cidade. Não conheço quem realizou, mas estava registrada no Cartório. Nosso jornal vai publicar somente pesquisas previamente negociadas de serem publicadas. Devemos checar a legalidade do trabalho, checar o registro no Cartório e, somente após, divulgar para a sociedade os resultados.

Gostarí­amos de ter dinheiro para pagar um trabalho junto í  Ulbra, uma universidade local que possui método, recursos humanos, mas infelizmente não possui verba previamente orçada para realizar o trabalho. Somente para registrar a pesquisa, parece que o custo gira em torno de R$ 3 mil.

Fico disponí­vel para ser parceiro, através d™ A FOLHA, para que entidades ou partidos que queiram divulgar uma pesquisa séria feita pela Ulbra consigam, junto conosco, viabilizar o trabalho. Pesquisa divulgada é de suma importância para a melhor escolha dos eleitores para a eleição de outubro próximo.  

 

 

 

 

 

 

 


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