Projeto federal público forma técnicos e técnicas para a construção civil de Torres

8 de agosto de 2012

 

 

 

 

Um presidiário e duas presidiárias que cumprem pena no presí­dio de Torres estão incluí­dos entre os formandos

 

 

Jovem e mulher. O mais novo perfil de técnicos da construção civil

 

 

Na quarta-feira í  tarde, aconteceu a formatura da primeira turma especí­fica formatada para a construção civil, aqui em Torres, do projeto idealizado pelo PRONATEC (Programa Nacional do Ministério do Trabalho).   Trata-se, no entanto, de uma parceria entre o governo federal, o governo do RS e a prefeitura e Torres. O governo federal entra com os recursos, o governo estadual gerencia o conteúdo e a logí­stica de realização dos treinamentos e o governo municipal faz convênio para incluir o curso nos projetos locais de formação profissional.

Neste caso a formação foi gerenciada pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), um órgão da FIERGS (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), um órgão da iniciativa privada, contratado pela Fundação Gaúcha do Trabalho, através do SINE (Serviço Nacional do Emprego).

 

Inclusão social e respeito í  demanda local

 

Desta vez o curso do PRONATEC obedeceu duas premissas saudáveis em programas governamentais.   A primeira (e mais importante) foi o diagnóstico local anterior da necessidade de formação de profissionais da Construção Civil na cidade, por conta da alta demanda da indústria da construção predial e pública locais. O SINE, através da gestão torrense, foi quem levantou esta demanda no mercado de trabalho. A segunda preocupação foi a de incluir mulheres entre o grupo de alunos em formação. í‰ que o mercado já vem alertando positivamente para o aproveitamento da competência que as pessoas do gênero feminino possuem para se qualificarem ao trabalho da construção civil. E o curso formou várias mulheres.

A terceira função social de aproveitamento de um projeto governamental gratuito para os alunos, conseguida também pela gestão do SINE torrense, foi a da inclusão de presos e presas que cumprem pena no presí­dio estadual localizado na cidade. Duas presidiárias do regime fechado estão entre os formandos. Quando obtiverem a licença para cumprirem suas penas em regime semi-aberto, podem, então, serem recrutadas pelas obras da cidade. Assim como um preso homem, também formado no curso, que poderá desde agora se apresentar para trabalhar nas obras de Torres. í‰ que o regime dos presos masculinos em Torres é semi-aberto. E nesta situação penal, os detentos podem trabalhar durante o dia e dormir no presí­dio torrense, cumprindo suas penas e reduzindo o perí­odo de cumprimento das mesmas através da comprovação de trabalho.

 

Laboratório entrega obras para a Escola Quartieiro

 

 

Reforma geral do refeitório da escola é prova cabal da sí­ntese do projeto: Inclusão,

inovação e não ao desperdí­cio  

 

Outra inovação do projeto de formação profissional para a Construção Civil da cidade, que formou azulejistas, pintores e pedreiros, foi uma espécie de autosustentabilidade econí´mica do processo de formação e os custos naturais envolvidos no curso. A escola José Quartieiro, que cedeu espaço para a realização dos cursos, disponibilizou demandas de reformas da própria escola para que servissem de laboratório aos alunos dos cursos ministrado por técnicos do SENAI. Em cursos normais, as obras realizadas por aprendizes de pedreiros, de pintores, de azulejistas, dentre outras formas profissionais do setor, acabavam sendo destruí­das após os laboratórios realizados em turmas normais, já que não eram feitas em uma demanda real. Isto acabava gerando certo desperdí­cio de materiais de construção.

Aqui em Torres, sob mais uma intervenção no SINE local, o processo envolveu a presença de um engenheiro com responsabilidade técnica. E o resultado do envolvimento técnico formal do profissional, que gerou, inclusive, uma ART (licença legal para a realização de obra ou reforma), possibilitou que as pinturas, os pisos e as paredes levantadas pelos alunos supervisionados pelos professores fossem aproveitados como melhorias e até ampliação de espaço predial da Escola José Quartieiro. O piso do refeitório do colégio estadual, por exemplo, foi inaugurado na mesma cerimí´nia de formação profissional da quarta-feira passada como produto final do processo de ensino.

 

Próxima turma envolverá o presí­dio estadual

 

Conforma a coordenadora do SINE de Torres Melissa Fraga estas inovaçíµes só foram possí­veis pela preocupação local de pensar o projeto como um todo.  Estamos, a seguir, agendando um curso para ser realizado entro do presí­dio estadual. Trata-se do esforço de recuperação dos penados, unido com o esforço de aproveitamento em obras prontas com, afinal, o treinamento e a formação profissional dos interessados.

 

 

 

 

 

 

 


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