Em Torres, coligações ainda armam seus fronts”

12 de agosto de 2012

 

 

 

 

Faltando ainda quase dois meses inteiros para o pleito de 7 de outubro, nota-se em Torres que as duas coligaçíµes que concorrem í  vaga da prefeitura na cidade, ainda estão preparando suas posiçíµes em seus fronts de batalha.  í‰ que a abertura de vários comitês eleitorais, além do central, se tornou prática acima dos outros embates na cidade em anos anteriores.

O PMDB, encabeçado pela chapa pura de Pardal e José Ivan, que aglutina coligados o PSDB, o PTB, o PPS, o PRB, o PC do B e o PV, já possui três comitês inaugurados e projeta a abertura de mais outros nos próximos dias. Além do comitê central, localizado na Avenida Silva Jardim, em frente í  CEEE, já disponibiliza para a campanha e seus eleitores e militantes uma central na Vila São João e outra, aberta na última terça-feira (7) na entrada da Zona Sul da cidade, na Caxias do Sul.

Já a coligação liderada pelo PT, levada pela Petista Ní­lvia Pinto Pereira e seu vice Idelfonso Broca, que leva junto o PP, o PDT, o PSB, o PHS e o DEM, ainda com apoio de PPL e PSL, já possui quatro comitês inaugurados. Além do principal, na Avenida José Bonifácio, ao lado da LOCALIZA, abriu mais dois no centro, na Avenida Barão do Rio Branco e na Avenida General Osório esquina com a Rua Joaquim Porto, e outro na Vila São João. Não se sabe se haverão outras inauguraçíµes.

 

Táticas e pesquisas

 

Os eleitores podem deduzir duas coisas com esta novidade na eleição deste ano.   A primeira é a própria tática: a de montar vários centros de militância fí­sica e de marketing. A segunda pode ter duas interpretaçíµes. Por exemplo, o PMDB pode estar dando o recado que vai trabalhar mais na periferia do que no centro. Sua campanha pode estar voltada mais para o povo mais simples, dos bairros. Já o PT pode estar mostrando que pretende, ao contrário, trabalhar com mais força no centro. Com três comitês com distâncias menores que 500 metros entre eles, todos no centro, a coligação demonstra força no povo central, mais bem aculturado.    

A causa disto é outra hipótese de duas interpretaçíµes. Os partidos podem estar detectando nas pesquisas internas que seu público é mais definido, nos bairros ou no centro. E vem daí­ a diferença de tendências de estratégia. Mas não se sabe se as opçíµes são por fortalecer posiçíµes ou atacar posiçíµes fracas. Só eles sabem disto.  

 

Vila é ponto de honra

 

A Vila São João em Torres entra sempre como certo ponto de honra para os militantes da polí­tica. O PMDB e o PP sempre dividiram os votos de lá de forma parelha. E o PT resolveu neste ano, junto com o PP, coligado na mesma chapa, literalmente fincar sua bandeira no bairro da cidade, que possui mais de três mil votos. Trata-se de uma busca por despolarizar a Vila São João.

Existe uma lenda urbana em Torres, que sinaliza que a Vila diz com antecedência quem ganha a eleição. Não há trabalho cientí­fico para comprovar isto, mas se a lenda existe, os partidos a obedecem. E foi o que aconteceu mais uma vez neste ano.


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