Padecer no paraí­so

12 de agosto de 2012

 Paula Borowsky

 

A gestação é um momento muito especial e peculiar na vida da mulher e de toda sua famí­lia. í‰ um perí­odo de mudanças, tanto fí­sicas quanto psí­quicas, com o propósito de gerar uma vida. Essas modificaçíµes e novidades criam uma grande expectativa e, infelizmente, neste perí­odo em que muitos imaginam que seja apenas de felicidade e tranquilidade, por vezes, pode servir como palco para o surgimento ou agravamento de diversos transtornos psí­quicos.

Sabe-se que a saúde mental materna é fundamental não só dapara o próprio bem-estar da mãe, mas também do bebê e da sua famí­lia, além de ser um dos fatores determinantes para uma gestação sem intercorrências. Na última década, tem-se dado cada vez mais importância ao tema pelos profissionais da área da saúde e pela mí­dia. A disseminação dos conceitos de transtornos psí­quicos perinatais reduz o estigma e permite que as mulheres reconheçam que precisam de ajuda. Estima-se que a prevalência de depressão durante a gestação seja em tornode 12% na população geral, mas esses valores podem chegar a 43% em mulheres com transtorno depressivo prévio e a alcançar 68% em mulheres que optaram por interromper o tratamento com psicofármacos e/ou psicoterapia. O medo de que o bebê morra no berço pode ser um medo patológico, decorrente do quadro depressivo-ansioso. Assim como aversão associada a trabalhos de parto, e a recorrência de tensão, pesadelos e memórias negativas que se mantém até o próximo trabalho de parto.

Sintomas ansiosos, humor mais instável, cansaço e insí´nia são comuns durante a gestação, principalmente durante o último trimestree nas primeiras semana após parto. Perante isso, muitas vezes um transtorno do humor acaba não sendo devidamente diagnosticado pelos profissionais da saúde, sendo os estados de exaustão considerados normais.

Não há dúvida de que os primeiros 6 meses ou mais, após o parto, podem ser exaustivos, com ansiedade elevada e insegurança das mães com a nova responsabilidade. Assim, avaliar a gravidade dos sintomas e buscar outras formas de tratamento, como as psicoterapias, são ferramentas valiosas tanto para o tratamento quanto para prevenção dos sintomas.


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados