O TELEFí‰RICO DE TORRES

4 de setembro de 2012

 

Torres já sonhou com um teleférico. Assim como o pórtico, de vez em quando alguém lembra do bondinho que ligaria duas das três torres da nossa cidade. Perto das eleiçíµes um ou outro candidato sempre se lembra do pórtico e do teleférico sonhado por nós e realizado logo ali em Balneário Camboriú.

Não me lembro exatamente das desculpas, ditas por prefeitos eleitos, para justificar a não construção de dois dos sonhos de consumo da cidade. Deixarei o pórtico de lado, pois já foi tema de uma coluna inteira. Vou focar no esquecido teleférico.

Alguns poderão dizer que é um investimento altí­ssimo com retorno incerto. Em Balneário Camboriú o dinheiro veio de fora.

A construção dos bondinhos foi realizada pela indústria italiana Leitner, uma das maiores empresas do mundo no setor, responsável por outros grandes empreendimentos de neve como Alpe diSiusi, na proví­ncia de Bolzano, na Itália, além de inúmeros outros nos Alpes franceses. Também está a frente do teleférico que interliga a periferia de ToungChoung ao centro turí­stico de NgongPing, em Hong Kong, na China, inaugurado em 2006.

Bom, alguém poderá dizer que não existirá demanda para este passeio.

Desde a sua inauguração, em 1999, o Parque Unipraias segue a tendência do turismo mundial, de reunir várias modalidades de lazer em um só local. Por conta disso, recebe meio milhão de turistas brasileiros e estrangeiros, garantindo movimento além do verão. O potencial do empreendimento é reconhecido em vários prêmios conquistados, inclusive um internacional, conferido pela Leitner, empresa italiana que fornece o sistema de bondinhos aéreos, uma das maiores do mundo no segmento.

Alguém alegará que os órgãos públicos ambientais impedirão a sua construção.

Não podemos esquecer que qualquer ação implicará em impactos, sendo alguns negativos e outros positivos. Essa é a principal marca do desenvolvimento, mas desenvolver não significa destruir e sim adequar as metodologias, mitigando ao máximo as interferências negativas, aprimorando e incentivando as positivas.

Outros poderão dizer que não são seguros.

A operação do teleférico do Parque Unipraias é executada remotamente por um sistema de computadores, com operadores treinados pela própria Leitner e capacitados, inclusive, para efetuar qualquer procedimento de emergência no local. Controladores de velocidade e de direção dos ventos instalados nas torres de sustentação monitoram as condiçíµes externas. Há operadores também em cada estação, que solicitam via rádio a interrupção do sistema no caso de portadores de necessidades especiais ou pessoas idosas, com dificuldade para subir ou descer das cabines. Para o usuário, a comunicação é realizada via circuito de alto-falantes.

Os principais teleféricos pelo mundo estão localizados em lugares de rara beleza e todos tem motivação turí­stica.Do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro aos Alpes Suí­ços, da China a Venezuela, da ífrica do Sul a Hong Kong. Todos têm em comum lindas paisagens conectadas por teleféricos. Parques, Montanhas, Grutas e ilhas podem ser vistas com mais proximidade com a ajuda deste veí­culo.

Simples, mas não simplório, o teleférico une tecnologia e praticidade. Esses carros de cabo, bondinhos ou teleféricos, unem o medo e o deslumbramento, fazendo valer a pena este passeio suspenso.

Com estes argumentos fundamentados a partir de uma cidade turí­stica parecida com a nossa eu diria que esta alternativa poderia voltar í  pauta e ser novamente discutida.

Finalmente alguém poderá dizer que isso é apenas um sonho?

Talvez, mas para cada teleférico colocado em todos estes lugares, alguém sonhou e mais tarde concretizou este sonho.

 

Roni Dalpiaz

Site: www.ronidalpiaz.com.br                             e-mail: ronidalpiaz@gmail.com

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Referências

http://www.unipraias.com.br/index.php


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