NOTA DE ESCLARECIMENTO
Porto Alegre, 19 de setembro de 2012
Nota de esclarecimento:
Por conta do editorial do jornal A Folha, de Torres, na edição de 07 de setembro, a Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) vem a público esclarecer:
a) um dos papéis constitucionais do Ministério Público, sobretudo após a Constituição de 1988, é no sentido da fiscalização das políticas públicas, em especial na área da infância e juventude, em virtude de sua atuação como ombudsman (artigo 129, II, CF/88), além da possibilidade de instauração de inquérito civil e promoção da ação civil pública (art. 129, inciso III, CF 88);
b) a atuação dos Promotores e Procuradores de Justiça observa a integridade que orienta os propósitos das finalidades institucionais, sendo o Ministério Público uma instituição voltada ao cumprimento das demandas sociais, não havendo qualquer violação ao princípio da Separação dos Poderes, tampouco ingerência nos atos discricionários do Poder Executivo, sem abrir mão, contudo, de sua missão de fiscalizar a legalidade das decisíµes tomadas;
c) no caso específico do pedido de bloqueio de valores do Município para permitir o investimento na área de saúde, o Ministério Público sempre esteve aberto ao diálogo, encontrando resistência do gestor municipal no tocante í firmatura do TAC (termo de ajustamento de conduta) e í solução consensual de um grave problema que se arrasta por expressivo tempo, isto é, crianças e adolescentes drogados não raras vezes tendo que ser internados por ordem judicial e as mães, mesmo com a determinação do Poder Judiciário, retornarem com a resposta costumeira da ausência de vagas, numa verdadeira quebra sistêmica de expectativas e desprestígio das instituiçíµes democráticas, além de agravar a situação de saúde do necessitado, o que repercute, negativamente, em todas as outras áreas de nossa sociedade, inclusive segurança pública e turismo.
d) certamente a retomada do diálogo é o melhor caminho para se encontrar as soluçíµes necessárias, estando o Ministério Público, hoje e sempre, disposto a colaborar no enfrentamento do problema, se possível pela via do consenso.
Sérgio Hiane Harris, Vinícius de Melo Lima
Diretor da Valorização Funcional e Promotor de Justiça na
Vice-Presidente da AMPRS. Comarca de Torres


