Até2050, idosos deverão representar 20% da população mundial

5 de outubro de 2012

 

Um relatório de uma agência ligada í  ONU afirmou nesta segunda-feira que, nos próximos dez anos, o número de pessoas com mais de 60 anos no planeta vai aumentar em quase 200 milhíµes, superando a marca de um bilhão de pessoas. Em 2050, os idosos chegarão a dois bilhíµes de pessoas “ ou 20% da população mundial prevista.

 O documento do Fundo de População das Naçíµes Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) faz previsíµes sobre o perfil demográfico global e reflete o aumento da expectativa de vida em diversos paí­ses do mundo. Ele traz depoimentos de 1,3 mil idosos em 36 paí­ses do mundo, inclusive do Brasil.

E os hoje já numerosos idosos contam com problema quando o assunto é emprego. Apesar de 47% dos homens idosos e 24% das mulheres idosas participarem do mercado de trabalho, as pessoas mais velhas continuam sendo ví­timas de "discriminação, abusos e violência" em diversas sociedades, segundo o relatório.

O estudo da ONU também fala que existem mitos populares sobre idosos que nem sempre são amparados pelos números .Uma ideia que já virou senso comum para muitos em nossa sociedade é a de que os mais jovens sustentam economicamente os mais velhos através do sistema de previdência. Porém, em muitos paí­ses (inclusive no Brasil), o caso contrário ainda é bastante comum.

"Em termos econí´micos, ao contrário da crença popular, um número grande de pessoas mais velhas contribui com suas famí­lias, ao amparar financeiramente geraçíµes mais jovens. Eles contribuem também com a economias nacional e local, ao pagar impostos. No Brasil, México, Estados Unidos e Uruguai, por exemplo, a contribuição financeira dada pelas pessoas mais velhas é substancialmente maior que a que eles recebem, indica o relatório.

 

Uma solução radical para a aposentadoria

 

Em abril, um relatório do FMI sugeriu que os paí­ses tenham mecanismos automáticos que elevem a idade da aposentadoria de acordo com o aumento da longevidade da população de um paí­s. A sugestão foi feita durante a divulgação do quarto capí­tulo do Relatório sobre a Estabilidade Financeira Global, que trata do impacto financeiro “ para os paí­ses, empresas e indiví­duos “ do aumento da longevidade.

"Enquanto todos concordamos que viver mais é uma coisa boa, isso também representa um risco, porque podemos ficar sem dinheiro na aposentadoria", disse a chefe da Divisão de Estabilidade Financeira do FMI, Laura Kodres, resumindo as bases do estudo.

Talvez por causa das dificuldades polí­ticas, os governos tendem, segundo o relatório, a subestimar a longevidade de seus cidadãos para efeitos idade de aposentadoria em cerca de três anos. De hoje até 2050, segundo o relatório, "os custos já elevados do envelhecimento podem aumentar em mais 50%".

Isto representaria um custo adicional acumulado de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 nas economias avançadas e 25% do PIB de 2010 nas economias emergentes. A maior parte deste custo será absorvida por governos, através de seus regimes de aposentadoria, ou por empresas, através de seus planos de pensão.

Também em abril, a revista britânica The Economist descreveu o Brasil como "um paí­s jovem, com uma conta de previdência de velho". Segundo a reportagem, nosso paí­s gasta 13% do seu PIB com a previdência, mais do que qualquer paí­s desenvolvido(com exceção da Itália, que tem uma população idosa três vezes maior que a do Brasil). Em todos estes paí­ses, há uma quantidade bem maior de pessoas idosas que no Brasil, e se gasta menos para mantê-los do que se gasta por aqui. Isto significa, no mí­nimo, que nosso dinheiro não vem sendo tão bem administrado quanto poderia ser também na área da previdência.

 

FONTE: BBC Brasil e Terra


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