João Alberto: A população carregava um sentimento de que era hora de mudar”

19 de outubro de 2012

 

Depois de quase três meses num clima intenso de eleiçíµes pela cidade, Torres já tem definida sua nova prefeita e uma renovada bancada na câmara de vereadores. Porém, estas são mudanças que só passam a valer   partir de 01 de janeiro do próximo ano, e até lá ainda há trabalho a ser feito pela atual administração municipal. E nesta semana, o jornal A FOLHA entrevistou o prefeito João Alberto Machado para conversar sobre altos e   baixos das eleiçíµes municipais, a passagem de governo e os planos para o futuro.

 

 

ENTREVISTA: Prefeito João Alberto Machado

 

 

A FOLHA – Fazendo uma breve avaliação sobre as eleiçíµes municipais, você pensa que faltou na campanha do PMDB alguma coisa que trouxesse melhor resultado nas urnas?

                     

JOíƒO ALBERTO – Penso que nossa campanha teve alto ní­vel, comparado com outros anos. Tivemos grandes participaçíµes populares nos comí­cios, respeitamos a coligação rival até o dia da eleição. Não penso que cometemos erros durante a campanha, mas infelizmente o resultado nas urnas foi diferente do que esperávamos. Mas perder faz parte do jogo das eleiçíµes, e agora temos que continuar trabalhando com serenidade e competência até o final de nosso mandato.

 

A FOLHA –   O que você pensa sobre a renovação no legislativo torrense, que se desenha após a eleição dos vereadores?

 

JOíƒO ALBERTO – Foram muitas mudanças no legislativo de Torres. Seis dois atuais vereadores candidataram-se a reeleição, mas apenas dois (Gimi e Professora Lú) irão permanecer na Câmara municipal para mais um mandato. Notou-se, em geral, que a população carregava um sentimento de que era hora de mudar, e foi o que se consolidou com a apuração dos resultados nas urnas, tanto em relação aos vereadores como para a prefeitura.

 

A FOLHA – Como secretário geral do PMDB no RS, como você definiria a participação do seu partido nas eleiçíµes deste ano no âmbito estadual?

 

JOíƒO ALBERTO – O PMDB teve nestas eleiçíµes um resultado melhor do que o esperado aqui no estado, nossa   força partidária vem crescendo progressivamente. Elegemos um total de 132 prefeitos, das quais 48 reeleitos. Destacam-se as reeleiçíµes com votaçíµes expressivas em Santa Maria e Alegrete. Conquistamos espaço em muitas cidades onde antes não tí­nhamos grande entrada. Tivemos, por exemplo, a vitória de Marco Alba em Gravataí­. Além disso, foram mais 106 vices e 1164 vereadores. Tomadas as situaçíµes em que governará com prefeito ou vice, a legenda estará presente em 204 prefeituras, ou seja, 41% do território gaúcho.

 

A FOLHA “ E no litoral norte, como ficou a presença do PMDB?

 

JOíƒO ALBERTO – Aqui no litoral o PMDB teve algumas boas vitórias, porém algumas derrotas no pleito que foram inesperadas. Em Três Cachoeiras, tí­nhamos uma eleição que parecia favorável, após a boa gestão do prefeito í‰dson (PMDB) na administração do municí­pio. Porém, por uma margem de votos pequena venceu o candidato do PP (quartinho), o que foi uma surpresa. Outro resultado doloroso aconteceu em Osório, onde perdemos também por uma pequena quantidade de votos para o candidato do PDT. Por outro lado, tivemos vitórias nas urnas em cidades como Mampituba, com o Pedrão sendo o novo prefeito, e Tramandaí­, onde se elegeu o Edegar Rapaki. No final das contas, o PMDB elegeu sete prefeitos, e se consolidou como partido que mais condidatos eleitos aquie no litoral norte.

 

A FOLHA – Como vai ser feita a passagem de poder? E que gestão irá se responsabilizar pela festa do Reveillon, a atual ou a futura?            

                     

JOíƒO ALBERTO – Continuaremos trabalhando até o dia 31 de dezembro, e a passagem de poder será feita como de costume no dia 01 de janeiro. Mas para que haja uma bela festa de Réveillon, serão formadas comissíµes de transição, tanto pela atual gestão quanto pela futura. Os detalhes ainda estão sendo ajustados, não foram acertados com a Ní­lvia. Mas o importante é que trabalharemos em parceria e sem retaliaçíµes, buscando sempre o que for melhor para a cidade e para o cidadão.

 

A FOLHA –   Que conquistas do governo João Alberto devem ser mantidas pela futura prefeita de Torres?

 

JOíƒO ALBERTO – Acredito que nossa gestão trouxe várias melhorias importantes para a cidade de Torres, e que a futura prefeita Ní­lvia terá a sensibilidade de dar continuidade as obras que melhoraram a vida do cidadão. Vale citar, por exemplo, o grande investimento feito na educação municipal de Torres, os cursos profissionalizantes e açíµes sociais de combate a pobreza, o programa Cresce Torres pela qualificação do empreendedor. O incentivo por uma maior autonomia do cidadão deve ser uma busca constante, assim como o bem geral da população e o desenvolvimento da cidade.

 

A FOLHA – Quais os seus planos para o futuro? Você pretende candidatar-se a deputado nas próximas eleiçíµes

 

JOíƒO ALBERTO – Quando encerrar meu mandato, voltarei a trabalhar como funcionário público, na minha repartição do ICM. Volto com tranquilidade, e espero também descansar um pouco. Continuo como secretário geral do PMDB-RS, e nessa função já me preparo para as eleiçíµes de 2014. Sobre uma eventual candidatura a deputado, pensarei nisso apenas no futuro, pois no momento continuo sendo prefeito de Torres.

 


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