A IMAGEM DE TORRES

22 de outubro de 2012

 

Que imagem(ns) vêm a sua mente quando você pensa em Torres? Que imagem(ns) vêm í  mente quando o turista pensa em Torres?Que imagem vem a sua mente quando escrevo Gramado? Rio de Janeiro? Paris?

A imagem é um determinante da forma como os cidadãos ou os turistas reagem ao lugar, por isso um lugar precisa saber gerenciar essa imagem. O que determina a imagem de um lugar?

Definimos imagem de um lugar como um conjunto de atributos formado por crenças, ideias e impressíµes que as pessoas têm desse local. A imagem é influenciada pela percepção de uma pessoa e pode ser bastante especí­fica: estar relacionada a uma impressão ou ser composta de um amplo conjunto de conceitos.

Por exemplo, as pessoas têm em sua mente a imagem do lugar Paris sem nunca ter colocado os pés na cidade. E como formaram esta imagem? Através de informaçíµes vindas de diversas mí­dias: televisão, jornais, livros, revistas, informativos, flyers, folders filmes e internet. O filme Meia noite em Paris renova a velha imagem de Paris e aguça ainda mais a curiosidade para visitar esta que é considerada a mais romântica e glamorosa cidade da Europa. Quem não sonhou em passar a Lua de Mel em Paris?

Pois é, qual imagemTorres cria na mente das pessoas? A praia glamorosa de antigamente? A mais bela paisagem do Litoral Gaúcho? A praia mais cara do litoral gaúcho? A praia da elite de antigamente? A (mais nova) Capital do Balonismo?

Torres não precisa repensar a sua vocação turí­stica, precisa repensar a forma como faz o turismo e para quem. Já escrevi uma coluna falando sobre isso, agora trago um exemplo interessante da Nova Zelândia.Paí­s cênico, com montanhas impressionantes, vulcíµes e paisagens verdes, a Nova Zelândia tem no turismo uma importante fonte de renda: o setor foi responsável por 9% do PIB nacional em 2010.

Assim como Torres, muito do turismo da Nova Zelândia é baseado em suas belezas naturais, a despeito dissoincrementou ainda mais este setor na carona de um grande sucesso cinematográfico: Senhor dos Anéis.

A trilogia de filmes Senhor dos Anéis impulsionou o turismo na Nova Zelândia, paí­s em que os longas foram filmados, de uma maneira impressionante. Com um novo filme de Peter Jackson, The Hobbit, em fase de pós-produção, logo o interesse será renovado, e a estrutura turí­stica montada para receber os tolkienmaní­acos se fortalece. Um exemplo é Hobbinton, fazenda que serviu como cenário para a área habitada pelos hobbits “ criaturas pací­ficas, que não passam de um metro de altura, que têm papel central na trama de Tolkien. Após as primeiras filmagens, parte das casinhas dos hobbits foram destruí­das, mas mesmo assim o local atraiu turistas. Com a volta das filmagens para o novo filme, o cenário foi reconstruí­do e agora a fazenda se preparou melhor para receber visitantes e conta com  um pub e uma loja de suvenires, em uma parceria entre o dono do local e a companhia de Jackson.

Não estou fazendo nenhum tipo de comparação entre um paí­s e uma cidade, não é isso. Trata-se de um pensamento em torno de como pode ser aproveitado uma beleza natural para criar uma imagem do lugar e atrair turistas além do que já é atraí­do. Explico melhor. Um atrativo turí­stico, por exemplo, como a Guarita, aparece em comerciais e remete o telespectador a querer conhecer aquele lugar. Ou se já conhece sente vontade de visitá-lo novamente. No caso do exemplo da Nova Zelândia a paisagem predominante no paí­s serviu de pano de fundo para um filme que repercutiu mundialmente, atraindo para lá mais turistas que normalmente atrairia.

Torres já teve seus filmes: o primeiro em 1951 gravado na Praia da Guarita o filme Vento Norte, o primeiro filme brasileiro falado (sem legenda) de Salomão Scliar e o segundo, em 1972 gravado no Morro das Furnas, o Filme Pontal da Solidão.Cada um em sua época trouxe visibilidade para a cidade, porém não foi além disso.

Os filmes, além de impulsionar o turismo local, podem auxiliar na fixação de uma imagem para o público em geral. Assim como Paris tem sua imagem fixada na mente das pessoas, Torres poderá ter também sua imagem fixada e aproveitada como estimuladora de demanda turí­stica.

O que falta então? Falta escolher qual a imagem que queremos que o público tenha em sua mente e fixá-la através da mí­dia. Aproveitando todas, inclusive as novelas que recentemente levaram para o mundo todo o Parque Nacional dos Aparados da Serra e arredores.

 

Roni Dalpiaz

Site: www.ronidalpiaz.com.br                               e-mail: ronidalpiaz@gmail.com

___________________________________________________________

Referências

http://blogdoturismo.blogfolha.uol.com.br/

http://www.hobbitontours.com/


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados