Cartas Abertas í  Prefeita Eleita de Torres 2. SOS Lazer Saudável

19 de novembro de 2012

 

Maria Helena Tomé Gonçalves   (mhtome@hotmail.com)

 

                      Após trinta e oito anos morando em Torres, pais de famí­lia onde o filho primogênito já adentrou a casa dos quarenta anos e hoje com netos crianças e adolescentes, cansamos de buscar, de procurar, de promover, de lutar, de sonhar com espaços de lazer saudáveis para nós, nossa prole, nossos amigos, alunos, pacientes, clientes, em fim, nossa população local permanente e nossos visitantes. Olhando para trás vejo que passamos parte desses anos buscando pracinhas para nossa criançada brincar. Excetuando a exuberante natureza da qual podemos desfrutar, esse marzão aberto, as areias das praias, os gramados de cima dos morros e o mais precioso ainda gramado da Prainha, a Lagoa do Violão e todo o resto que Deus nos deu, a infraestrutura pública de espaços de lazer muito pouco melhorou na cidade ao longo desse tempo. Insisto em falar das nossas praças, Prezada Prefeita, porque elas são espaços que podem oferecer oportunidades imensas de encontro, de conví­vio, de descanso, de lazer, de esporte, de vida saudável. Enquanto outros centros urbanos são criativos e instalam em seus espaços públicos equipamentos modernos e atualizados especialmente para a prática de esportes e outros para brincadeiras infantis, aqui continuamos a fazer praças com toras rústicas, mobiliários desconfortáveis, muitas vezes com um custo declarado muito caro, sem esquema prévio de manutenção, sem criatividade e, quase sempre, inacabadas e, mais infelizmente ainda, logo depredadas.

                      Analisando nossas áreas urbanas há razoável volume de espaços públicos vazios, ociosos, sem aproveitamento, os quais com certo esforço, boa vontade, planejamento e busca de cooperação da iniciativa privada além das verbas públicas que o governo atual conquistou, mas parece que não aplicou de forma satisfatória como deveria (a Beira Mar está inacabada, a Praça Getúlio Vargas também, as outras praças novas estão depredadas…), há muita coisa boa que pode ser feita. Já contamos em nossa história com muitas obras equivocadas de administraçíµes anteriores quanto ao uso do espaço urbano, obras frustrantes que só acarretaram desperdí­cio e entraves ao bom uso do espaço e do dinheiro públicos. Bons exemplos são a péssima construção do Ginásio da Lagoa feita com verba encaminhada pelo Governo Estadual da época e que acabou sendo demolido há pouco tempo e a instalação do camelódromo em plena rua central no coração de Torres, espaços que nesse futuro breve que se avizinha podem privilegiar toda a população com a criação de centros de lazer, de prática esportiva e/ou de contemplação e descanso.

                      Além das grandes massas populacionais infantil e jovem que crescem sempre, hoje as demais faixas etárias também crescem e buscam mais qualidade de vida através de atividades prazerosas em espaços adequados. Só afastaremos das tentaçíµes pérfidas das drogas os jovens que não ficam ociosos e encontram formas saudáveis de lazer. Só afastaremos das consequências das pressíµes e depressíµes da vida moderna os adultos maduros e os idosos que saudavelmente ocupam seu tempo de ócio (necessário a todo ser humano). Considera-se hoje uma missão do poder público, sua responsabilidade e prioridade dotar as cidades com espaços adequados para lazer. Seria muito bom instalar uma academia ao ar livre com equipamentos bonitos, resistentes, modernos no buraco vazio deixado pela demolição do Ginásio da Lagoa, seria ótimo criar uma rua coberta no espaço que ficará vazio com a saí­da do camelódromo do espaço público, espaço multiuso que somente enriquecerá nosso centro e oportunizará o encontro de pessoas em todas as estaçíµes do ano, seria adequado transformar a quadra vazia, simulacro de praça e com vista esplêndida do mar da Prainha em um verdadeiro espaço para a juventude, com espí­rito jovem e dotado de mobiliário urbano condizente com essa vocação, poderia ser a Praça do Surfista, pois afinal ali são realizadas desde pequenas competiçíµes locais de surfe, até grandes competiçíµes estaduais e nacionais. Há muita coisa a fazer. Sugiro rever a legislação pertinente í  adoção de espaços públicos pela iniciativa privada, essa é uma linha de ação que pode dar muito certo. í‰ preciso cativar e conquistar a participação coletiva. Já temos exemplos disso na cidade e no mundo todo. Governar com o povo e para o povo pode não ser nada fácil, mas é exatamente disso que precisamos e é isso que queremos.

                      Muito Obrigada pela sua atenção!

                      Até a próxima semana!

             


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