Por: Fausto Araújo Santos Junior
Que seja secretário
O vereador Fábio da Rosa (PP) mais uma vez utilizou seu espaço na tribuna da Câmara Municipal para mostrar seu lado prefeito de Torres. Pediu providências e fez indicaçíµes í prefeita sobre atos executivos, uns de rotina e outros como se fosse parte de um plano de governo.
Ao pedir que a prefeita isente de IPTU proprietários de imóveis que doem os mesmos para que a prefeitura construa ali espaços de esporte para os torrenses; ao sugerir que a prefeita requisite í Polícia Federal que doe para Torres carros e outros materiais para serem utilizados pela municipalidade ou ONGs locais; ele se mostra muito mais com perfil de secretário de governo do que de vereador. Não que vereador não possa fazer este tipo de pedido, mas é que existem muitas demandas de projetos necessários para a cidade que poderiam ser fomentados pelo inteligente vereador pepista.
Como a prefeita Nílvia estará apresentando na próxima semana, na Câmara, através do presidente da casa, a estrutura e talvez alguns nomes de sua reforma administrativa, sugiro que o vereador Fábio seja um dos nomes. Quem tem perfil executivo deve pegar na caneta. Aí a possibilidade de fazer ou não gols depende da viabilidade das idéias. Bom secretário.
Conciliador… Por vontade ou por obrigação?
O vereador Gimi (PMDB) tem se mostrado mais conciliador do que nunca. Atuou como moderador no projeto polêmico da criação do canil municipal; está atuando também como conciliador na polêmica atual que envolve o futuro dos Camelí´s e donos de pontos de lanche em calçadas de Torres; e está puxando uma reunião com a presença de MP, prefeitura, Caixa Federal, Câmara de Vereadores e outros atores, para discutir o futuro da obra (em andamento) da revitalização da beira Mar, nos Molhes, um projeto idealizado e que obteve recursos no governo João Alberto, que o governo Nílvia deu o toque de seu estilo ao finalizar o desenho executivo da obra.
Gimi também faz parte e é idealizador da questão que envolve uma permuta entre a Igreja Católica de Torres e empreendedores. Ele quer com a comissão na Câmara motivar os envolvidos no processo para se atentem que a cidade deve ganhar alguma coisa nas trocas financeiras e imobiliárias.
Não sei se isto está sendo feito de forma ativa ou de forma passiva. Parece-me que o vereador do partido da oposição do governo está sendo utilizado pela sua experiência de quatro mandatos na Câmara. Mas me parece também que o motivo é a falta de organização do governo Nílvia, que está ainda derrapando após 10 meses de caneta na mão e tem necessitado de ajuda, dos coligados e até dos concorrentes.
Turismo: Uma questão de enfoque e vontade política!
Foi aprovado na Câmara Municipal um aporte financeiro dado pela prefeitura a uma empresa de eventos de R$ 58 mil para que fosse realizado o Moto Beach neste final de semana, excepcionalmente no Parque do Balonismo. A questão do evento e seu lugar sempre são temas polêmicos na política de Torres. Na sessão da Câmara de segunda-feira passada, por exemplo, o vereador Dê Goulart confessou que mudou de idéia sobre o evento porque ele será realizado no Parque do Balonismo. Para Dê, como era antes (na Beira Mar) o Moto Beach atrapalhava os veranistas e turistas que se hospedam em hotéis, turistas e veranistas, conforme disse, que vêm aqui curtir outras coisas e não querem ser incomodados pelo barulho das motos do evento.
Já o vereador Nego (PC do B) foi contra o aporte financeiro para a empresa de eventos. Ele foi mal entendido. Quis dizer que a prefeitura poderia realizar o Moto Beach sem terceirizar nada, mas deu a entender por alguns outros que seria contra a prefeitura gastar dinheiro em festa terceirizada quando a saúde e outros temas mais caros da cidade estariam demandando recursos.
O vereador Gimi defendeu o Moto Beach e a terceirização e o consequente aporte de dinheiro a terceirizados. Gimi disse que a cidade é de vocação turística e os freqí¼entadores do Moto Beach deixam muito dinheiro nos hotéis e restaurantes da cidade, além de dar alternativas de diversão para o turismo em Torres, para justamente visitantes e turistas.
Resumo da ópera: Torres urge em definir de forma clara, política e com orçamento, se é ou não uma cidade que se considera sustentada pelo Turismo, de verão e de fora de época. O promotor local vai para o site do MP dizer que temos muitas festas e deveríamos terminar com eles (festas) para investir o dinheiro público em tratamento aos drogados, construindo clínicas espalhadas pela cidade; o juiz í s vezes aceita a teoria do promotor e í s vezes não aceita. Tem vezes que ele não aceita num momento e volta atrás em outro. A secretária de Turismo do estado Abgail Pereira vem aqui, diz que Torres pode entrar no rol de cidades indutoras de turismo do Estado, mas nesta semana acolhe um press tur com jornalistas uruguaios, para apresentar os pontos turísticos do RS, e não inclui a cidade de Torres no roteiro; prefeitos se elegem afirmando que vão investir no turismo, mas os orçamentos da pasta são pífios; cidadãos e até alguns vereadores (de várias legislaturas) avaliam o secretário de turismo pelo nome do show do réveillon e pelo nome do principal nome do show do Balonismo, como se turismo fosse somente trazer show para agradar moradores locais (isto mais é ação social)
Uma questão de enfoque! A única coisa certa é que TEMOS DE ASSUMIR… ou recuar…
Errei a escalação do PDT. Desculpem!
Na semana anterior, o colunista aqui errou a escalação do PDT de Torres. Disse erradamente neste espaço que o vereador Deomar Goulart (PDT) era suplente de vereador de Karla Matos. Troquei as bolas. Na verdade o vereador Dê é titular absoluto da cadeira do seu partido na Câmara Municipal. Ele só sai de seu posto se quiser: tem mandato garantido por VOTO DIRETO.
Já Karla Matos é a primeira suplente na Câmara. Só entra lá se Dê assim o permitir. í‰ que boatos diziam que a secretária de Saúde Karla sentaria em uma cadeira na Câmara e Deomar iria para uma secretaria. Os boatos foram confirmados. Eles queriam isto, mas até agora não conseguiram. E o colunista aqui embaralhou as idéias…
Pode ser que na reforma de Nílvia que vai ser anunciada na semana que vem esta jogada de xadrez esteja incluída. Mas isto tudo sairia com o consentimento maior do vereador Deomar, que é o único que tem mandato legal, conquistado nas urnas. Resumo: o Deomar é quem, afinal, mais manda no PDT, como em qualquer outro caso que um vereador tenha mandato na Câmara. Isto vale muito…
Tudo ou nada!
Mais uma vez foi transferida a reunião entre o presidente do PP Rubens De Rose e a prefeita Nílvia. Duas vezes na semana passada o encontro foi transferido e parece que nesta semana, na quarta-feira (13), saiu a conversa.
Trata-se de um imbróglio muito grande feito principalmente pela criação do PROS “ partido liderado pelo vereador Ernando Elias. O vereador cantou a pedra da reforma administrativa com requintes de prefeito substituto. E na narrativa de Elia ele tirou a secretaria de Obras de seu ex-companheiro de partido e do seu ex-partido.
Esta questão gerou muito mal estar entre os progressistas de Torres. O vice-prefeito Brocca sinalizou que não abriria mão da secretaria de Obras; já nos corredores dizem que Elias também não recuaria de sua empreitada. Nílvia já anunciou que seu irmão Vanilson Pinto é o novo secretário de Obras. Ele é do PP de Morrinhos do Sul e esta questão pode ser considerada nas negociaçíµes entre De Rose e Nílvia, que pode alegar que a secretaria é do PP. Pode ser que Brocca tenha sido atendido, mas o vereador Elias não o foi.
De Rose vai entregar um novo nome para a secretaria de Turismo, já que parece que Ataualpa Lumertz sai mesmo após este final de semana do Balonismo. Ou seja: pode ser que os ânimos entre PP e PT sejam pacificados definitivamente, já que há boatos que a prefeita utilizaria sua maioria nas bancadas da Câmara para que Fábio da Rosa fosse o novo presidente da casa legislativa na gestão 2014.
Mas tem muita gente meio decepcionada do PP na rua. E pode ser que haja uma quebra de pratos entre as duas siglas. Não seria bom para Torres neste momento, já que o PP é maior que o PT e a bancada do partido da casa é significativa e formadora de opinião. Veremos!


