Pesquisa revela que turistas jásuperam veranistas no litoral gaúcho

2 de dezembro de 2013

 

Praia cheia em Tramandaí­ no final do ano (FONTE: Flickr)

 

 

A Pesquisa intitulada Perfil da Demanda e Ní­vel de Satisfação do Usuário do Litoral Gaúcho foi apresentada nesta terça-feira (26) pela Secretaria Estadual do Turismo, que realizou o estudo com a Faculdade Estácio (Fargs). Cerca de 3 mil pessoas foram entrevistadas de 2 de janeiro a 28 de fevereiro de 2013 em Torres, Tramandaí­, Capão da Canoa e Balneário Pinhal, no Litoral Norte, e Cassino, Laranjal, São Lourenço e Hermenegildo, na Costa Doce e litoral sul do RS, aproveitando a estrutura do programa Verão Numa Boa 2012/2013, organizado pelo Governo do Estado em apoio aos municí­pios litorâneos.

Uma das novidades está no tipo de visitante: 51% deles identificaram-se como turistas e 49% como veranistas, ou seja, pessoas que retornam periodicamente ao destino, revertendo uma realidade histórica: a de um litoral ocupado majoritariamente por pessoas que têm residência ou o hábito de alugar imóveis.

Isso demonstra que polí­ticas de fomento ao turismo estão surtindo efeito. Nesse sentido, outro dado que chama atenção é a manutenção de um bom í­ndice de estrangeiros: 12% (7% de uruguaios e 5% de argentinos), mesmo com um câmbio bastante desfavorável a esses dois paí­ses na comparação com a moeda brasileira. (7,92% dos visitantes vêm de outros Estados brasileiros.)

Para a secretária estadual do Turismo, Abgail Pereira, o estudo é o começo de uma estruturação mais efetiva da atividade turí­stica no litoral, que servirá de base para planejamento destes destinos na busca de maior competitividade. A realização desta pesquisa dá sequência í  polí­tica pública da Setur/RS, de induzir o desenvolvimento da atividade turí­stica no Estado a partir de demandas estabelecidas – pelo próprio conjunto dos agentes do setor – no Plano de Marketing do Turismo.

 

Final do ano é época de maior visitação

 

Em termos de metodologia, foram identificadas caracterí­sticas quantitativas e qualitativas s para traçar um perfil do visitante, assim como seus principais hábitos ou comportamentos de viagem. Também foi aferido como estes visitantes avaliam a infraestrutura de apoio ao turismo, os seus principais atrativos e a satisfação com os serviços e equipamentos turí­sticos. A coleta foi realizada por funcionários da Setur-RS nos Centros de Atenção ao Turista (CATs) dos municí­pios relacionados anteriormente.

A época de maior visitação apontada pelos pesquisados é o final de ano, com 54%. Os motivos de viagem são principalmente lazer e férias, com 87%. Os atrativos naturais e culturais (29%) e a indicação de amigos/parentes (24%) foram outros fatores determinantes para a escolha do destino entre os entrevistados. A qualidade do acesso e distância do domicí­lio foram determinantes para 22% dos visitantes.

 

50% dos visitantes gastam entre R$ 100 e R$800, e maioria viaja com a famí­lia

 

Quanto ao tempo de permanência, o intervalo de 4 a 7 dias atinge 31%, de 8 a 11 dias, 23%. Chama atenção, também, o alto percentual de visitantes que ficam mais de 15 dias no destino: 18%. Para 50%, os gastos com a visitação estão entre R$ 100,00 e R$ 800,00, para 25%, entre R$ 800,00 e R$ 1500,00 e, para 15%, o gasto fica entre R$ 1510,00 e R$ 2000,00.

Outra das revelaçíµes da pesquisa está relacionada í  idade dos visitantes: 50% têm mais de 37 anos e chama atenção também a preponderância de homens: 56% contra 43% de mulheres (1% preferiu não se identificar). Sessenta e dois por cento dos entrevistados se declararam casados ou em união estável e namoro. Cerca de 68% habitualmente viajam com a famí­lia, 15% com amigos e 9% com o cí´njuge ou companheiro.

 

Grau de instrução predominantemente alto

 

Ao serem questionados sobre o grau de instrução, observou-se que Ensino Médio e Ensino Superior Completo respondem por mais de dois terços das pessoas, com 37% e 30%, respectivamente, outros 15% ainda estão em estudos universitários e 9% são pós-graduados. A renda mensal familiar aponta que 32% dos entrevistados recebe entre R$ 2.000,10 e R$ 3.800,00, e 26% entre R$ 3.800,10 e R$ 5.600,00.

"Trabalharemos pontualmente descobertas bastante sensí­veis. Por exemplo: 53% dos turistas argentinos que vêm ao litoral gaúcho vivem em Córdoba, então faz mais sentido fazer açíµes lá, algo que já identificávamos anteriormente, do que em Buenos Aires, que seria a escolha óbvia. Também precisamos atentar para o fato de que 89% se locomovem em automóveis particulares. Por outro lado, 94% afirmaram que voltariam ao destino; 70% estão satisfeitos com a sinalização turí­stica, água e saneamento; 73% aprovam a conservação dos atrativos, acessos e vias. Também esses números servirão de parâmetro para a avaliação de desempenhos futuros", conclui Abgail Pereira.


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