Aqui em Torres, representante de oficiais da BM denuncia: MANIPULAí‡íO NAS INFORMAí‡í•ES SOBRE SEGURANí‡A PÚBLICO NO RS

15 de dezembro de 2013

 

 

Tenente Coronel Guimarães faz campanha nas Câmaras de Vereadores (em Porto Alegre, na foto)  para denunciar falta de respeito na Segurança Pública por parte do poder executivo  

 

 

Participou da Tribuna Popular da última sessão da Câmara dos Vereadores, realizada na segunda-feira (9), o Tenente Coronel RR. José Carlos Riccardi Guimarães, presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar. Ele foi contundente em suas palavras, buscando alertar a população sobre o que considera manipulação das reais informaçíµes sobre o tema Segurança Pública no Rio Grande do Sul.

O Coronel vem fazendo este trabalho por vários legislativos do Estado, cumprindo uma função corporativa da categoria dos brigadianos, no sentido de exigir aumento salarial, melhorias de condiçíµes de trabalho e melhoria nos equipamentos nos quartéis do Estado. Tende, portanto, a ter certo apego exagerado em nome do interesses de classe; mas as denúncias feitas pelo lí­der associativo possuem pé, tronco e cabeça. Não deixam com que o discurso pareça uma forma artificial de atender buscas de uma categoria.

As denúncias visam, ao contrário, alertar os vereadores de todos os partidos nas Câmaras sobre o que chamou de jogo de cena da BM para com os polí­ticos no poder no governo do Estado. Para Guimarães, os próprios brigadianos caem na tentação, ao conseguirem promoção de patente ou de categoria salarial na corporação trocada por discursos da espécie chapa branca polí­tica, para assim atender pedidos dos lí­deres do executivo estadual, ao informarem seus diagnósticos de segurança nas demandas públicas de acordo com o que espera o setor público.

 

Ataques exagerados geram indignação de vereadora petista

 

Quem vier dizer que está bom está mentido, afirmou o Coronel. A situação atual está pior que no governo Yeda e vai piorar ainda mais, frisou. Sou representante dos oficiais superiores, e informo para analise que temos, por exemplo, 24 mil homens ativos na segurança do Estado, o mesmo efetivo da BM de 1974. Portanto, não devemos achar que estamos seguros, a tendência é ter cada vez mais assaltos, desabafou Guimarães.

Este foi um dos ataques frontais ao governo Tarso Genro que o lí­der de classe disparou publicamente em seu discurso. Mas ele criticou muito, também, o que chama de desperdí­cio do dinheiro público. E citou várias vezes o que para sua avaliação é um exemplo disto. Criticou veementemente a operação, para o Coronel midiática, da exumação da ossada do ex-presidente João Goulart, criticando frontalmente a Ministra petista Maria do Rosário.

Vemos esta ministra Maria do Rosário viajando com muita gente de helicóptero, para lá e para cá, para fazer um jogo de cena e polí­tico com verbas públicas nossa, quando assistimos na mesma nação e em nosso estado cenas de total falta de segurança, nas ruas, nas esquinas, afirmou o Coronel.   A Operação Golfinho é outro exemplo. Veremos o governador fazer alarde chegando de helicóptero na abertura da operação; vimos os comandantes fotografando com roupas de gala da corporação; colocam a banda da BM a tocar, mas a segurança está sempre piorando, seguiu o lí­der da associação.  Não há seriedade com a importância do tema para a sociedade, continuou; e este governo que está aí­, este partido, é o culpado. Não que os outros também não sejam. Mas este aí­ é o culpado atual, não podemos acreditar que está tudo bem, disse Guimarães.

Foi por este motivo que a vereadora Professora Lú (PT) pediu a palavra após o discurso, e se mostrou indignada com o que estava ouvindo. Lú disse que um ex-presidente como João Goulart não poderia estar sendo chamado de ossada. E disse Lú, inclusive, que não tinha entendido até então o que o Coronel estava fazendo com o microfone na Câmara.

A vereadora também criticou o presidente da casa, vereador Machado (PT), exigindo com tom forte que se cumprisse o regimento. Para a vereadora, o tempo teria extrapolado e a mesa diretora teria deixado correr o discurso, o que para ela foi errado, pois tem tempo determinado. Machado acabou respondendo, recebendo tréplica, e um pequeno bate boca entre companheiros de PT foi assistido pelo público presente e ouvintes da rádio Maristela, inclusive com reclamação do próprio Coronel de não se sentir bem recebido para dar sua opinião, em decorrência da colocação feita pela vereadora.

 

Busca de transparência

 

Após a participação de vereadores da oposição e situação – Gimi (PMDB), Gisa (PP) e Alessandro (PMDB) – o clima na Câmara tendeu para a concordância em relação as denúncias do Coronel.  O vereador Gimi (PMDB) sugeriu que se pensasse, inclusive, em reavaliar a obrigatoriedade de brigadianos fazerem a segurança em jogos de Futebol. O coronel exemplificou a mazela informando que no último Grenal, realizado no Estádio Olí­mpico, a BM da Capital tinha 800 homens na rua. Destes, 700 estavam cobrindo o jogo (87,5% do total) e somente 100 BMs estavam no resto da cidade, de mais de 1,2 milhíµes de habitantes. Para Guimarães, ou se faz segurança privada ou a BM teria que no mí­nimo duplicar seu efetivo para poder disponibilizar este serviço.

 A vereadora Gisa (PP) compartilhou publicamente o fato de seu marido ser delegado da Polí­cia Civil, em Caxias. E disse que, conforme as informaçíµes do marido sobre o tema, ela comunga com a maioria das acusaçíµes do Coronel.

Já o vereador Alessandro (PMDB) perguntou qual seria a defasagem quantitativa do efetivo da BM no RS. O Coronel respondeu que os estudos da associação sugerem que no mí­nimo dobre a força de homens, deixando claro em sua resposta que este aumento deve vir com o crescimento proporcional de viaturas, armamento, equipamento e salários dignos.

 

A campanha do Coronel pelas Câmaras municipais busca propiciar transparência e dar a opinião dos que defendem a Segurança Pública aos polí­ticos, através de pessoas que não irão sofrer represálias caso assim o façam durante seus trabalhos formais nos quartéis. A busca maior é para que a sociedade pressione o Congresso Nacional, para que seja votado o salário mí­nimo dos servidores da BM no Brasil. Uma PEC está no Congresso Nacional para ser debatida e votada.


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