Egos grandes, almas pequenas
Os idealizadores dos programas de transferência direta de renda e de cotas sociais existentes no Brasil, no RS e em cidades como Torres atacam os críticos dos mesmos com argumentos intimidadores, que buscam denegrir a imagem do interlocutor, que só está debatendo, colocando suas idéias no ar. Dizem eles que as pessoas que criticam os programas populistas são cidadãos que nunca passaram por dificuldades. Uma tática covarde… e que teria uma reposta também covarde caso o outro lado quisesse enfraquecer as pessoas ao invés de debater o processo. Mas geralmente interlocutores inteligentes não se tornam covardes para contra atacar inserçíµes covardes da outra parte, pois são simplesmente educados e seguros.
Os programas de transferência direta de renda são um paliativo e deveriam se comportar como tal, ao invés de se transformarem em política institucional e ficarem sendo um processo contínuo de deposito em conta de dinheiro ou favores diretos. E os críticos Sí‰RIOS deste método de inclusão social tão somente acham que a mazela não se combate com paliativos; combate-se com processos auto-sustentáveis, que colocam no horizonte de cidadãos a liberdade individual, a dignidade de dar a pessoas a opção e não ter de prestar favor a governo nenhum. Buscam os críticos dos programas atuais colocarem no horizonte de vulneráveis um emprego, uma forma de auto-sustento, um ambiente que valorize os atributos positivos do indivíduo na competição, ou seja: buscam programas completos ao invés de inversíµes paliativas, que são utilizadas, também covardemente, como eleitoreiras.
Atacar pessoas individualmente quando estas dão opiniíµes divergentes se trata de covardia pura. Mostra a pequenez dos agressores, que não conseguem bancar suas ideias com debates coletivos e partem para a desmoralização individual e artificial da parte oponente do debate. São covardes e incompetentes, que querem manter seu status quo atrelados a estrelismos utópicos, porque nada é perfeito e tudo deve ter o contraditório respeitado.
Feliz Natal.
Mais uma trapalhada
O governo municipal foi protagonista de mais uma trapalhada na semana passada, que ainda deve gerar muitas outras agendas de trabalho para desfazê-la durante o veraneio. Ao tentar colocar sem consultar nada e ninguém a FIT (Feira de venda dos confeccionistas de Torres – realizada todos os verão) na rua e no meio de uma avenida, quando a poucas quadras desta mesma via estão sendo despejados camelí´s que trabalham a 30 anos em suas bancas e donos de pontos de cachorro quente e afins que também tradicionalmente sobrevivem de seus pontos na rua, a prefeitura montou um ambiente típico para acontecer o que aconteceu: revolta, vinda de quase todos os lados.
Ao não abrir o debate na Câmara e na sociedade antes do feito, a municipalidade cutucou feridas de muitos segmentos. Cutucou comerciantes que não convivem bem com a concorrência de concessíµes públicas na rua com seus comércios tradicionais (que pagam alugueis caros para fazer a mesma coisa “ vender); cutucou hoteleiros que não concordam com eventos e movimentos que de certa forma poluem (em suas opiniíµes) o ambiente da captação de turistas para a cidade; cutucou outros segmentos produtivos de Torres que não recebem local gratuito para vender seus peixes no veraneio, e, afinal, cutucou os feirantes que estão sendo despejados através do MP, onde a prefeitura é parte das obrigaçíµes de cumprir as sentenças de despejo.
Agora resta em minha opinião dar espaço (outro) para que o pessoal da ACONT tenha onde vender e executar os planos feitos com a promessa da prefeitura que eles estariam no canteiro central da Avenida Benjamim Constant, o que não ocorrerá de jeito nenhum. Cabe í prefeitura alugar um espaço para os associados ou conseguir permissão com a sociedade toda para que eles (ACONT) operem sua feira em uma praça, o que vai ser difícil, pois os artesãos já sofreram muito para realizar sua feira na Praça Pinheiro Machado nos primeiros anos, inclusive com ameaças de açíµes via Ministério Público.
Pra mim seria melhor uma locação de espaço fechado, como, inclusive, funcionou a FIT durante vários veraneios no governo João Alberto.
Dobram os CCs
O projeto de lei que deve ser aprovado nos próximos dias pelos vereadores de Torres dobra (ou mais) o número de cargos de contratação política na municipalidade. No governo João Alberto eram 54 CCs aprovados, que podiam ser preenchidos com contrataçíµes diretas e políticas ou promoçíµes de servidores concursados por tempo determinado, os chamados FGs, que também são preenchimentos de cargos políticos. Agora são 116 CCs.
Além disto, a prefeitura está dando um presente de Natal aos CCs. O PL que está na Câmara aumenta em 30% os salários dos contratos políticos. E não aumenta proporcionalmente os salários dos funcionários fixos, o que pode gerar descontentamento dos concursados.
E projeçíµes feitas por esta coluna indicam que o valor orçado no LOA para pagamento da Folha (de pagamento), indicam que o índice ficará em 54%, quase no limite prudencial. Ou seja: se cair a arrecadação dos cofres públicos de Torres, rapidamente a prefeitura entrará na lista do sinal vermelho da improbidade administrativa, e demissíµes serão necessárias de serem feitas.
E o dinheiro para as contrapartidas?
Este quadro de engessamento projetado após analisar o LOA (orçamento) e o quadro de pessoal sensivelmente aumentado no novo organograma de cargos e salários da prefeitura coloca uma pergunta no ar: De onde sairá o dinheiro para pagamento das contrapartidas?
Os recursos anunciados que estão para entrar nos cofres públicos de Torres, conforme projetos de obtençíµes de emendas parlamentares (Diga-se de passagem, emendas que são um parto para que cheguem – e na maioria das vezes não chegam) e dos recursos de ministérios, que envolvem a entrada Sul, a entrada Norte, asfaltamento de várias ruas já anunciadas, a construção das UPAS (Unidade de Pronto Atendimento) etc., exigem contrapartidas que vão de 5% e em alguns casos chegam a 20%. Como iremos bancar este fardo financeiro, quando se projeta que as finanças do município estarão engessadas com o aumento dos custos fixos?
Feliz Natal!
Que venha o Dê na Câmara!
Tomara que o novo presidente da Câmara use sua função em 2014 para deixar a relação da casa legislativa com o povo e os jornais se torne mais próxima. Que em 2014, o novo presidente Deomar Goulart (PDT) coloque sinal remoto no salão do plenário, para que pessoas que têm muito trabalho e estão lá para trabalhar também, ou simplesmente estão lá para assistirem a votação de uma pauta de interesse próprio, mas também estão trabalhando (pois a sessão é em horário comercial), possam acessar seus telefones e computadores pessoais í web. Qualquer ambiente moderno dá acesso, só na Câmara que parece que os gestores insistem em não fornecer isto. Tenho certeza que mais gente assistiria as sessíµes e mais jornais ficariam as 3 horas das reuniíµes por lá, pois podem trabalhar ao mesmo tempo, se tiverem acesso í internet de forma remota.
Que o novo presidente promova finalmente a abertura total do site de transparência da casa legislativa e divulgue democraticamente no portal da Câmara de Torres o salário com benefícios sociais dos servidores da casa, como manda a lei: simplesmente que cumpra a lei.
Que o presidente Deomar Goulart publique mais em jornais os atos da casa. Que comunique com uma semana de antecedência as Audiências Públicas, as sessíµes extraordinárias, as sessíµes solenes, etc. Os jornais servem para isto.
Que o presidente Dê contrate um jornalista para que o mundo receba matérias da Câmara para que os releases possam ser colocados em jornais, divulgados em rádios, compartilhados em redes sociais, etc., etc. e etc…
Ou seja: que o novo presidente da casa trate a câmara Municipal de forma atual, não como um ambiente de sessíµes quase que secretas.
Feliz ano novo!


