As comemoraçíµes do Natal Cristão aqui no lado ocidental do planeta Terra têm sofrido críticas de ambos os lados de pensamento de certa forma radicais. Uns reclamam que a sociedade vulgariza a data ao se preocupar somente com a compra de presentes, com as festas e a parte material do tradicional dia comemorado na maioria de nossas casas. Outros, do outro lado, reclamam do exagero da questão religiosa. Questionam a história de Jesus Cristo de certa forma vulgarizando as mensagens de bondade e solidariedade que as escritas do cristianismo oferecem, tradicionalmente.
Mas ambas as mensagens significam a mesma coisa. Os que se incomodam de certa forma estão mal resolvidos psicologicamente. Como questionar um momento que as famílias, as pessoas, as tribos de comportamento de vários valores culturais, dentre outros, se confraternizam em nome da bondade, do perdão, da solidariedade do humanismo como valor maior da sociedade?
Lembrar a tradição da estória ou das estórias do Bom Velhinho (Papai Noel), perdoar o próximo, se auto-perdoar e receber perdão podem, sim, ser valores que acabam sendo representantes da mensagem central de bondade ufanada no Natal.Os presentes pode também representar esta mensagem seja lá o tamanho e o preço escolhido por eles pelo presenteador: é uma demonstração de troca de energia positiva entre almas. As festas, í s vezes pomposas, cheias de certo desperdício, com rituais muitas vezes utópicos, também são formas da sociedade mostrar seu jeito de festejar a amizade, o amor, o culto aos valores da família, centro da sociedade em todos os tempos. E festejar principalmente o nascimento do perdão, tão necessário nos dias de hoje e de sempre, protagonista das mensagens natalinas cristãs.
Já os que lembram tão somente a história de Jesus Cristo, podem também, sim, se orgulhar por de certa forma marketear o legado deixado pelo líder abençoados dos cristãos. O fato questionado por alguns céticos, de Jesus Cristo ser ou não filho de Deus, encarnado como homem na Terra, há mais ou menos dois mil anos, não retira o mérito da história extremamente humanista de seu legado; não dá espaço para que religiosos de outras crenças ou céticos questionem o benefício dos exemplos dados por Ele no sentido de fomentar nos coraçíµes humanos, valores de bondade, de verdade, de coragem, de perseverança.
í‰ Natal. A bonita mensagem demonstrada de várias formas e tamanhos pelo lado ocidental do mundo serve para todos. Para os que acreditam peremptoriamente numa versão, para os que acreditam peremptoriamente noutra versão, ou até para os que não acreditam em versão nenhuma.
Desejar o mau para um momento fraternal como este não tem fundamento. As demonstraçíµes de alegria, fraternidade, amor e amizade festejadas pela maioria acabam servindo de alguma forma para alentar até coraçíµes refratários a qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa, como queiram.
Feliz Natal.


