EDITORIAL – QUE VENHA A ELEIí‡íO, QUE VENHA 2014…

29 de dezembro de 2013

 

1964:

 

A eminência de o Brasil receber um golpe revolucionário que implantaria o Comunismo na nação mobilizou a ala conservadora do paí­s. Um Golpe de Estado também chamado pelos militares de anti-revolução destituiu o sistema polí­tico no Brasil e criou um regime de exceção até o ano de 1985, quando Tancredo Neves foi eleito indiretamente , mas pelo Congresso Nacional, como presidente do paí­s. Ele morreu e seu vice “ José Sarney governou o Brasil até 1989, quando da realização da primeira eleição direta após o regime excludente.

A briga polarizada lá em 1964 dividia dois ideais. Os ideais revolucionários comunistas militados por guerrilhas qualitativamente pequenas, mas bastante atuantes, queriam que o Estado tivesse um regime similar ao de Cuba. De certa forma a propriedade seria estatizar a propriedade privada, onde este patrimí´nio seria dividido de forma igualitária entre os moradores, com o governo sendo o gestor deste processo: uma ditadura socialista.

Já os ideais conservadores acreditavam que a evolução social só seria possí­vel com liberdade individual na busca de Ordem e Progresso. Apoiados institucionalmente pelos EUA, esta corrente defendia de forma sagrada o livre arbí­trio individual e a propriedade privada. Foi o lado que ganhou a batalha, mesmo ( e infelizmente) sendo através da força armada.

O Contexto que levou á revolução ou golpe de 1964 era a diferença de poder aquisitivo entre os mais pobres e os mais ricos. O Culpado í  época era os empresários e suas propriedades. O governo era colocado como responsável por trabalhar melhor esta diferença de contexto entre as classes pobres e ricas, diga-se de passagem, missão de qualquer governo de Estado em qualquer lugar do mundo.   Mas a briga era centralizada na injusta relação entre capital e trabalho.

 

2014:

 

Após o povo brasileiro passar todo o mês de junho do ano de 2013 em manifestaçíµes de rua pedindo mudanças, o Brasil vai passar por uma eleição para presidente que deverá ser histórica. Cinquenta anos após a revolução ou golpe de 1964, parece que a nação se mobiliza novamente e exige mudanças radicais no sistema de divisão de renda ou benefí­cios pátrios.

Mais uma vez a demanda das ruas (desta vez pací­fica e democrática) é focada nas diferenças de direitos e acesso a bens de consumo. Só que não aparece miséria de um lado e empresários ricos de outro, numa clara relação entre Capital e Trabalho, mostrada lá em 1964. O que aparece nas manifestaçíµes rebeldes nas ruas de todo o Brasil são demandas por serviços mais baratos ou talvez gratuitos em Transporte, Saúde, Educação e Segurança, obrigação institucional de qualquer estadista responsável em qualquer paí­s ou sistema de governo. E do outro lado, como o bandido da história colocado nas manifestaçíµes, aparece os exageros das regalias públicas para nossos polí­ticos. Congresso Nacional, Marajás de salários Públicos, corrupção no sistema público e impunidade no judiciário perante os polí­ticos corruptos são os bandidos na história que protagonizam os reclames de brasileiros das ruas.

A dedução de tudo isto é simples em diagnóstico embora seja difí­cil de ser solucionada. Desde 1964 o Brasil cresceu muito em sua economia. A democratização aconteceu, embora as mazelas do regime militar tenham deixado feridas na sociedade, principalmente nas classes que brigaram na polí­tica. Mas a partir de 1988, com a eleição de 1989, que elegeu Fernando Collor de Melo, o Brasil é um paí­s altamente democrático DE DIREITO, embora ainda falte muito para o ser DE FATO: nossa constituição atual garante isto de forma institucional.

 Para nos adaptarmos í  democracia passamos por perí­odos onde a estabilidade da moeda no Brasil foi o que travou o avanço social mais afirmativo da população. De 1982 até 1994, a inflação corroeu o poder aquisitivo de todos os brasileiros e incentivou a especulação financeira, o que sempre é ruim em qualquer nação.

Mas a partir do Plano Real, em 1994, implementado no governo Itamar Franco através do então ministro Fernando Henrique Cardoso, a nação têm experimentado crescimento na igualdade econí´mica entre as classes de forma sistêmica. Mazelas maiores ainda existem e sempre irão existir, mas são cabais as provas do crescimento do poder aquisitivo dos brasileiros e na melhor distribuição de renda nestes 20 anos de plano Real (1994 “ 2014). E o governo FHC surfou neste quesito avançando a nação na Economia e na organização da nação para usufruir de um verdadeiro sistema democrático de direito durante sua gestão (1995 “ 2002).

O crescimento econí´mico e a maior carga tributária deram chances bem aproveitadas na nação para que o governo Lula (entre 2003 e 2010) avançasse, e repasses destes recursos tributários fossem transferidos í  população em mais serviços gratuitos. Mais gente teve acesso í s faculdades e milhíµes de brasileiros experimentam e até hoje receberem do governo uma bolsa de auxí­lio de renda, o que os retirou da miséria absoluta.

O governo de Dilma se caracterizou por jogar na retranca de forma burocrática. Mantém a estabilidade econí´mica e a organização conquistadas no governo FHC e mantém e acelera os programas sociais do governo Lula, com alguns avanços no Bolsa Famí­lia.

Mas o que a população pediu nas ruas não foi atacado por ninguém. Somente o ex-presidente Fernando Collor de Melo conseguiu pelo menos se eleger, em 1989, com a promessa de acabar com os chamados Marajás. Mas foi deposto em 1992, não se sebe se foi justamente por í queles que eram contra sua polí­tica de combate aos Marajás do sistema do funcionalismo público do Brasil. A população pediu nas ruas claramente a inversão do dinheiro gasto em excesso pelo sistema público, seja em mordomias, salários, corrupção e ou desperdí­cio, por melhores serviços em transportes, saúde, Educação e Segurança. Ou seja: diferente da revolução de 1964, que a luta era entre Capital X Trabalho, a luta agora é de diminuir os exageros Estatais e em troca dar mais serviços ao povo.

Que na eleição em 2014, ano que se inicia daqui a alguns dias e que simboliza a passagem dos 50 anos da revolução de 1964, os candidatos priorizem o que o povo pediu: Menos protagonismo dele (Estado) na vida dos brasileiros e mis participação da sociedade na divisão dos altos impostos arrecadados na nação.

Em 50 anos, passamos de um paí­s onde a miséria andava ao lado de empresários ricos, para um paí­s onde muito menos miséria existe, mas que ela (miséria) e a classe dominante (média) se vêem colocadas ao lado dos exageros das mordomias da polí­tica.

 

 

 

 


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