Obras nos Molhes, Passarela e falta de iluminação na Praia Grande: Questões a serem respondidas

14 de janeiro de 2014

 

pedestres, veí­culos e bicicletas dividem o asfalto durante as obras do calçadão nos Molhes  

 

O Jornal A FOLHA levanta três tópicos que vêm sendo questionados por veranistas e moradores de Torres nestes primeiros dias de 2014. São questíµes relacionadas a situação de parte da nossa beira-mar, ponto de acesso para as praias do  municí­pio.

 

 

E AS OBRAS EM ANDAMENTO NOS MOLHES?

 

As obras de revitalização da Beira-Mar de Torres são uma novela que vêm se arrastando há anos. O Jornal A FOLHA já produziu diversas matérias tratando da questão. Agora, vemos o trecho 4 da obra – relativo aos Molhes “ em processo de reforma, o que é uma boa notí­cia. O problema é que os trabalhos ocorrem exatamente durante o pico da temporada de verão “ os dias próximos ao  Réveillon. Muita gente que utilizaria o calçadão para caminhadas e corridas, ou para botar as pedaladas em dia, acaba tendo que dividir o asfalto com os muitos carros que por lá trafegam. Fico feliz de ver a prefeitura tocando as obras do calçadão, mas poderiam ter agilizado isto antes do veraneio “ ou até depois, se fosse o caso. Fica perigoso caminhar pelos Molhes, principalmente de noite, quando não temos calçada nem luz, explica a torrense Gisela Duarte, estudante de 22 anos.

 

A explicação:  De acordo com a gerência de projetos da Secretaria Municipal de Planejamento, a obra do calçamento dos Molhes deve estar concluí­da até fins de fevereiro, tudo depende das condiçíµes do clima. Falta fazer o calçamento restante, o paisagismo, a iluminação e a sinalização. Foi concluí­da a drenagem, o asfalto e o estacionamento junto ao Cantinho do Pescador que aumentou o número de vagas no estacionamento.

 

E A REFORMA NA PASSARELA DOS MOLHES?

 

A passarela dos Molhes, situada junto ao calçadão da beira-mar, e que é a principal passagem dos visitantes para a referida praia, também é ponto de discussão. Na edição de A FOLHA do dia 25 de janeiro do ano passado, foi divulgada matéria onde a prefeitura anunciava uma reestruturação da passarela na praia dos Molhes, em parceria com a Associação dos Surfistas de Torres (AST).   O esboço do projeto – desenhado pela Progetti Arquitetura –   previa um alargamento de parte da passarela dos Molhes, com a colocação de bancos, lixeiras   e iluminação no local. Além disso, um chuveiro público seria instalado na saí­da da passarela (junto ao calçadão).

                      Muitos meses se passaram, e no final de outubro de 2013, a assessoria de comunicação da prefeitura lançou uma nota pública em seu site, informando (novamente) que a passarela seria reformada. As obras estarão concluí­das até o dia 15 dezembro, fim de semana da abertura de temporada de verão no municí­pio, dizia a nota. Pois a temporada de verão começou, mas nem sinal da anunciada reforma da passarela nos Molhes.

O surfista Renato Dias da Cruz, 37 anos, de Porto Alegre, não sabia que um projeto estava previsto para remodelar a passarela, mas apoia a ideia. Esta passarela já é um patrimí´nio dos surfistas, o pessoal vem aqui checar as ondas e os veranistas utilizam a mesma para chegar até a praia. Acho que a passarela está meio atirada mesmo, as tábuas estão faltando, a rampa de acesso está horrorosa. Uma reforma é uma grande sacada, espero poder ver isso ainda no verão.

 

                      A explicação:  Sobre a passarela dos Molhes, a assessoria de comunicação da prefeitura disse o seguinte: De acordo com a Associação dos Surfistas de Torres a obra da passarela dos surfistas vai sair, porém, não deu para cumprir a data inicialmente prevista porque a obra esbarrou em vários trâmites junto a setores do meio ambiente. Na parceria público-privada, as empresas poderiam divulgar o logotipo na passarela, mas tiveram que adaptar o tamanho deste logotipo conforme exigências do meio ambiente. O projeto foi concluí­do e aprovado e as empresas envolvidas continuam parceiras. A previsão é de que em fins de fevereiro a obra da passarela estará pronta.

Pelo menos, enquanto esperamos pela nova passarela, uma boa notí­cia chega ao pessoal que utiliza a passarela: a rampa de acesso para a mesma, que antes estava literalmente aos pedaços, foi concertada na quinta (08)  

 

 

PORQUE A BEIRA-MAR ESTí  í€S ESCURAS NA PRAIA GRANDE?

 

 

Quem passa pela beira-mar Praia Grande pela noite, já deve ter até se acostumado: durante um bom trecho, que vai do começo dos quiosques até a Pousada La Barca (esquina com a rua Leonardo Truda), praticamente não há iluminação pública. Os postes instalados no verão de 2012 estão praticamente abandonados. O jornal A FOLHA fez uma ronda e percebeu que 25 dos 39 postes estão estragados ou com as luzes apagadas, e dos 14 postes que funcionam, 8 estão com apenas uma das lâmpadas acessas.  Acho isto uma vergonha, pagamos um IPTU alto na cidade, pensando que podemos contar com um serviço básico como iluminação pública. A falta de luz traz um sentimento de menor segurança pela noite, disse a veranista Simone Azevedo, que tem apartamento térreo na Praia Grande.  

 

A explicação:  De acordo com a assessória de comunicação da prefeitura, a explicação é exatamente o seguinte: As luminárias na Praia Grande são obra da gestão anterior, e a Procuradoria do Municí­pio está notificando a empresa (Magnani) para que cumpra com a manutenção, que é de sua responsabilidade.  

O jornal A FOLHA então entrou em contato com Gérson Tirp, gerente da Magnani, que desmentiu a informação fornecida pela prefeitura: O que nós fizemos foi participar da licitação para a instalação da luminária, isso ainda durante a gestão passada.   Mas não havia nenhuma clausula dizendo que deverí­amos cuidar da manutenção, esta informação é improcedente. O que se esperava que fizéssemos foi cumprido, indicou Gérson, que complementa: Este ambiente de Beira Mar é agressivo por conta da maresia, e seria necessário   manutenção constante nas luminárias, o que acredito que não tenha sido feito. Fico muito triste com o descaso público em relação í s luminárias, algumas devem estar há mais de 2 aos sem manutenção. Mas se necessário, a Magnani está a disposição da prefeitura para prestar todo o suporte í s luminárias, basta fazer o contato, finaliza.

 

 


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