PRAIA DA ITAPEVA TERí ESTACIONAMENTO OBLíQUO E íREA DELIMITADA PARA BANHISTAS

21 de janeiro de 2014

 

Praia passará a ter regulamentação para o transito de veí­culos visando a segurança dos visitantes, e acesso de veí­culos pela Pedra da Itapeva está proibido  

 

Após quase sofrer intervenção da FEPAM (Fundação Estadual de Preservação Ambiental do RS) – por conta do exagero de veí­culos que adentram diariamente na faixa de beira de praia de forma totalmente desordenada – a praia que faz a junção entre o oceano Atlântico e o Parque Estadual Itapeva terá um plano de uso formal, sinalizado e fiscalizado. As informaçíµes oficiais foram dadas pelo secretário municipal do Meio Ambiente de Torres, Roger Maciel.

A questão é polêmica em toda a orla gaúcha. í‰ que culturalmente, aqui no Estado, os veranistas e alguns turistas argentinos apreciam ir í  praia com seus veí­culos e praticamente acampam no entorno de seus carros. As prefeituras de certa forma minimizam o problema limitando o tráfego, obrigando os veí­culos que entrem nas praias e saí­am adiante, caso estejam utilizando a beira de praia para ir e vir. Mas como a faixa de areia que cruza os 4 km do Parque Itapeva não possui área urbana, a utilização acabou sendo reivindicada pelos visitantes motorizados. Isto gerou um alerta para a questão de preservação ambiental, e também um alerta em relação a segurança dos banhistas, que correm risco de serem atropelados por algum motorista imprudente.

 

Divisão e estacionamento oblí­quo

 

Foi com a ameaça da Fepam de fechar definitivamente o acesso de carros na Praia-  entre a Guarita e a pedra de Itapeva – que a secretaria municipal do Meio Ambiente de Torres entrou em ação. O objetivo do secretário Roger era de não quebrar definitivamente uma cultura enraizada entre visitantes e torrenses, mas de agir (por outro lado) para preservar a segurança das pessoas e ambiental.  E foi destes dois pilares surgiu a idéia para projetar naquela praia uma espécie de plano de uso. O projeto prevê uma divisão de ponta a ponta (nos 4 km) entre a área para banhistas e a área onde podem trafegar carros. Haverão placas sinalizando a velocidade máxima para trafegar na orla e a demarcação de um estacionamento oblí­quo, que irá separar a área de rolagem dos carros da área demarcada como de exclusividade para banhistas.

Conforme o secretário Roger informou para A FOLHA, o projeto já está autorizado pela Fepam e deve entrar em funcionamento já nos próximos dias. Com a sinalização formal de velocidade máxima, área de banho e área de estacionamento, a fiscalização terá poder de multa, í  luz do código de Trânsito e da legislação municipal, uma vez que estejam aprovadas pelo órgão estadual que gestiona o uso dos ambientes naturais do estado (a Fepam).

 

Churrasco é desaconselhável e pode ser reprimido

 

Segundo informaçíµes da secretaria do Meio Ambiente de Torres – que afinal irá gerir a nova forma de relação da natureza e dos veí­culos na faixa de praia do parque Itapeva – assar churrasco na areia (mesmo em churrasqueiras) é totalmente desaconselhado nas cartilhas de meio ambiente por todo o mundo. Os resí­duos da queima de carvão, de restos de alimento e de outros utensí­lios de plástico em locais com pouca estrutura de lixeiras acaba poluindo e contaminando as areias, com riscos ambientais e de segurança para os banhistas, destaca Roger.

Esta questão, embora esteja nos manuais ambientais como desaconselhável, pode acabar em multa e proibição pela fiscalização. Portanto, o velho hábito dos gaúchos de realizarem seus churrascos na faixa de areia pode estar com os dias contados, além de politicamente já ser considerado incorreto.

 

Acesso í  Pedra Itapeva está proibido

 

Outra novidade que de certa forma está definitivamente decidida – e que dificulta o trânsito de moradores das praias do sul com a cidade pela faixa de areia – é o acesso ao morro da Itapeva, necessário para que este trajeto seja possí­vel. Está proibida a entrada de veí­culos pela pequena estrada que passa pela pedra. Os acessos í s duas partes da pedra (norte e sul), que em anos anteriores eram patrolados e viabilizados para que carros pudessem vencer a passagem sem atolar, encontram-se propositalmente em más condiçíµes. Isso porque não há autorização do parque para que seja adaptada í  entrada de veí­culos, pois a pedra é considerada parte do parque de preservação.

Com isto, os moradores das praias do sul devem utilizar a Estrada do Mar, em seguida pegarem a Avenida Castelo Branco, e acessarem Torres por esta alternativa viária. E a distância para o percurso entre a Itapeva Norte e a Praia da Guarita, por exemplo, que tinha em torno de 4 km se feito pela faixa de praia, passa a ter mais de 10 km.


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