ESTRAGOS E CAOS URBANO: Torres teve recorde de chuva na quinta-feira (13)

23 de fevereiro de 2014

 

 

Conforme controle e monitoramento sistêmico da MetSul – Meteorologia, a estação convencional de meteorologia de Torres registrou 257 mm em praticamente uma chuva de somente uma hora.   Também conforme a MetSul, o acumulado de 257 mm representa quase o dobro da média histórica (1961-1990) de precipitação da cidade para o mês todo de fevereiro, que é de 137,5 mm.

Chegou-se a falar até em um possí­vel recorde mundial, mas as pesquisas da própria estação da MetSul confirmaram a seguir que o recorde mundial é da década de 60, numa ilha do Oceano Indico, e com volume de chuva dez vezes superior ao ocorrido em Torres.

Mas as chuvas foram tão fortes aqui no centro da cidade e a beira mar (principalmente), que causaram transtornos, sustos e deixaram desabrigados na cidade. Carros estragaram, o trânsito ficou caótico até as 23 horas por conta do acúmulo de água na Avenida Barão do Rio Branco, que não deixava os veí­culos trafegar entrando e saindo de Torres e o dia fica marcado como um dia monumental, de ficar nos anais locais. Bairros periféricos foram os que sofreram mais estragos, justamente í quelas onde famí­lias mais pobres habitam. E a cidade entrou em Situação de Emergência.

 

 Uma chuva histórica

 

Para se ter idéia da absurda quantidade de chuva em tão curto perí­odo, o maior volume de chuva em Torres em 24h na série 1910-1948 foi de 214 mm, em 30/3/1942; e na série de 1961 a 1990, foi de 181,8 mm, em 03/12/1980. Em 19/01/2011 a medição foi de 173 mm em 24h aqui na cidade.

E o acumulado medido na sexta é um dos mais altos de chuva em 24h já vistos em 100 anos no Estado do RS. Bagé anotou 263 mm em 15/02/1983; Santa Vitória do Palmar 272 mm em 08/03/1943 e São Luiz Gonzaga 310 mm em 21/06/1920. Torres entra no topo com seus 257 mm despejados praticamente em uma hora, na quinta-feira (13).

 

Situação de Emergência. Prefeita foi pessoalmente ver

 os estragos e ajudar a população

 

A prefeita Ní­lvia Pinto Pereira decretou nesta sexta-feira (14), situação de emergência com intensidade dos desastres em ní­vel 1, quando os danos e prejuí­zos são suportáveis e superáveis pelos governos locais; e quando a situação de normalidade pode ser restabelecida com os recursos mobilizados em ní­vel local. ou complementados com o aporte de recursos estaduais e federais.

A Defesa Civil Municipal, Bombeiros, Brigada Militar e técnicos da Prefeitura fizeram uma força tarefa para retirar diversas famí­lias das áreas de risco, cadastrando sessenta e duas residências avariadas, seis destruí­das totalmente e duas casas interditadas no Morro do Farol com perigo de desmoronamento.

Segundo a prefeita Nilvia Pinto Pereira, que participou pessoalmente das atividades de contato e resgate das famí­lias, nos bairros Curtume, São Jorge, Salinas, entre outros, o municí­pio tem dado as respostas adequadas í s questíµes apresentadas, mas a situação é delicada, precisando, portanto, que toda sociedade se envolva nas açíµes são necessárias para voltar í  normalidade. Aconteceram danos humanos, materiais, prejuí­zos econí´micos, danos ao meio ambiente e interrupção de serviços como água e luz.

 

Escola abrigou famí­lias que estavam com casas avariadas. Fala-se em tornado

 

Os desabrigados foram encaminhados í  Escola Municipal de Ensino Infantil João XXIII, onde a Defesa Civil encontrou melhor infraestrutura para abrigá-los. Segundo moradores das áreas atingidas o tornado acompanhado de chuva forte foi diferente do ciclone Catarina, pelo tempo menor, mas pela intensidade das águas superior ao fení´meno meteorológico de 2004 que diferentemente não provocou as inundaçíµes como o do dia 13.

Os bairros mais atingidos foram Guarita, Curtume, São Jorge, Vila São João, Igra Sul, Predial, Salinas, algumas praias do Sul, todas as praias da região central de Torres, além do entorno da Lagoa do Violão e Avenida do Riacho.

A população foi convocada para mutiríµes de limpeza e reconstrução nos bairros atingidos e também colaborar com alimentos não perecí­veis, roupas, material de higiene e limpeza, e roupa de cama e banho.

 

Com informaçíµes da MetSul “ Metereologia e prefeitura de Torres. Imagem divulgação Facebook, com Nane Moura


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