Um épouco, dois ébom, três édemais???

14 de maio de 2014

Esse dito popular não se enquadra na vida da torrense Emile Bittencourt, de 27 anos. A bancária, que hoje tem três filhos, diz que ser mãe de três é uma benção. Confira abaixo a entrevista na í­ntegra

 

 

*Por Maiara Raupp  

   

A FOLHA – Como é ser mãe de três crianças?

EMILE – Ser mãe de três é uma bênção. Um presente de Deus. Apesar de toda a correria pra dar conta das atividades domésticas e das necessidades de cada um, não tem preço que pague o olhar, o sorriso e abraço de cada um deles. Ser mãe me fez ser uma pessoa melhor, pensar menos em mim pra atender aquilo que eles precisam. E eles sempre precisam de alguma coisa (risos).

 

Já pensou em parar de trabalhar para cuidar deles?

Ter que trabalhar e deixar eles o dia todo fora sob o cuidado de outras pessoas é a parte mais difí­cil. Toda hora fico pensando no que pode acontecer com eles, fora a falta que sentimos um do outro. Já pensei em ficar só em casa e deixar o serviço, mas infelizmente isso não é possí­vel. Os gastos com três filhos são bem altos e não temos como depender só da renda do meu esposo.

 

Como concilia a rotina deles com a sua?
Tento organizar meus horários para dar conta de tudo. Muitas vezes acabo sacrificando meus horários com eles pra conseguir fazer tudo que preciso em casa. Mas na medida do possí­vel divido entre eles a minha atenção, buscando ver o que cada um mais precisa. Porque como são idades diferentes, cada um tem a sua particularidade. Um precisa mais de colo e de cuidados. A outra quer brincar, cantar, pular, ver desenhos. E a mais velha quer conversar, mostrar as coisas da escola. í‰ realmente bem difí­cil dar conta de tudo e conseguir ser a mãe que gostaria. Tenho me esforçado e tenho certeza que tenho muito a aprender com eles ainda.

 

O que geralmente fazem nas horas vagas?
Nas horas vagas, que infelizmente são poucas, gostamos de levá-los na pracinha ou para dar uma volta no calçadão da praia. Sempre procuramos tirar eles um pouco de casa.

 

Sabemos que gostam muito de cantar. Como é a inserção da música na vida de seus filhos?
A música sempre está muito presente no nosso dia a dia. Ou estamos tocando e cantando ou assistindo DVDs e canais de músicas. Eles se divertem e cantam junto, aprendem as músicas. Sempre canto pra eles e ensino músicas, além de incentivar í s brincadeiras com instrumentos musicais.

 

O que você prioriza na educação deles?
O que eu priorizo na educação deles são os valores cristãos, os bons costumes, o respeito ao próximo e o entendimento do que é certo e errado desde pequenos. Sabemos que o não de hoje pode ser muito importante para que eles entendam os nãos que a vida pode dar para eles no futuro.   E eles precisam aprender que nem sempre podemos ter tudo o que queremos.

 

Você se arrepende de ter tido filhos?
Em nenhum momento me arrependi de ter filhos. Sempre vi a maternidade como um presente de Deus. Sei que Ele sabia que eu era capaz de cuidar, educar e amar. E tenho buscado fazer isso da melhor maneira, mas ciente de que nem sempre vou conseguir ser a melhor mãe do mundo.

 

Pretende ter mais filhos?
Se eu pretendo ter mais? (risos) Não precisa responder né? Sempre quis ter muitos filhos, mas estou bem satisfeita com esses três filhos maravilhosos que Deus me deu. Eles são demais! Um mais lindo que o outro, um mais especial que o outro.

 

Tem como relatar um dia a dia de vocês?

Manhã – Acordo umas 7h. Arrumo-me para o serviço e acordo as crianças. Faço as mamadeiras e ajeito-os. Em seguida levo os dois menores para a creche e volto pra casa pra arrumar algumas coisas. Depois vou para o serviço. Como não almoço em casa sempre tenho que ver alguém pra ficar com a mais velha pela manhã. A tarde meu marido leva ela pra escola.

Tarde – Tenho 15 min de almoço, então não vejo as crianças ao meio dia. Saio as 16h15 do serviço e tenho 45min pra resolver minhas coisas pessoais. í€s 17h pego os pequenos na creche, depois pego a mais velha na escola. Chegamos em casa umas 17h30 e vou preparar o café da tarde. Eles já jantam na creche, então acabam comendo coisas mais simples í  noite. Mas cada refeição é uma bagunça e uma sujeira só. Então depois do café é uma loucura. Deixo-os brincar um pouco enquanto faço minhas coisas. Mas o bebê requer mais atenção, então quase nunca consigo fazer tudo de uma vez.

Noite – O horário da noite varia muito as atividades. Alguns dias visitamos os avós. Outro dia damos uma volta, assistimos desenhos, contamos histórias. Depois vem a hora do banho, que é sempre um evento. Um de cada vez e vamos encaminhando para dormir. Eles dormem no máximo umas 23h. Antes disso ainda tenho que preparar o almoço do dia seguinte, quando dá tempo. E cada dia é uma nova aventura (risos).

 

Você faz tudo isso sozinha?
Não, eu só consigo porque tenho ajuda de muita gente. A começar pelo meu marido que sempre me ajuda, me apoia e compartilha comigo a responsabilidade de educar as crianças. Sem falar nas vovós, na bisavó, vizinhos e a equipe de dindos maravilhosos que eu tenho (risos). Não dá para dar conta sozinha! Eu sou eternamente grata a todos eles, que tornam minha vida mais fácil a cada ajuda.

 

Como você define a maternidade?
Ser mãe e indescrití­vel. A mulher nasce pra ser mãe e quando ela é de fato, ela se encontra. Ela encontra o verdadeiro sentido de ser mulher, se transforma, se multiplica, se torna mil em uma só. í‰ assim que me sinto desde quando virei mãe. Que eu sou muito mais capaz, mais feliz e mais completa. Por mais difí­cil que seja, por mais que tenha que abrir mão de muitas coisas por eles, ser mãe é o que me completa, o que dá sentido aos meus dias. Eu tenho muito a melhorar, mas Deus nos dá a capacidade de ser mãe, apesar dos nossos medos e das nossas limitaçíµes. A correria é grande, mas vale muito í  pena.


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