Com base na Campanha Salarial de 2014, que tem o tema ˜Terceirização é gol contra™, criada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (CONFETAM), os municipários de Torres se manifestam contra a terceirização dos serviços públicos do Município.
Segundo o presidente do SIMTO, André Dambrós, essa forma de contratação possibilita a burla, pelo contratante, da obrigatoriedade da realização de concurso público; e prejudica o Regime Próprio de Previdência Social. Cada funcionário terceirizado que sai não contribuirá com o fundo, causando um passivo previdenciário para o Município, destaca.
Aumento das despesas públicas e problemas de segurança
A campanha, que tem, ainda, o apoio da Federação dos Municipários do Estado do Rio Grande do Sul (FEMERGS), combate a terceirização e reúne as principais bandeiras de luta da categoria na busca de valorização, com salário digno e condiçíµes de trabalho adequadas.
Para Dambrós, a contratação de servidores por meio de empresas pode aumentar a despesa do erário público e ainda podem causar outros prejuízos, entre eles, os acidentes de trabalho. Pesquisa do Dieese mostra que, de cada dez acidentes de trabalho, nove são com terceirizados; e de cada cinco mortes no trabalho, quatro são com terceirizados, alertou.
O presidente disse que, muitas vezes, o serviço público acaba sendo prejudicado pela terceirização, pois em vários casos não há controle efetivo da prestação desses serviços por parte das Prefeituras, sobrecarregando aqueles funcionários de carreira que ainda ocupam os cargos.


