ESTí POLARIZADA A DISCUSSíO SOBRE ALTURA DOS PRí‰DIOS NA PRAIA GRANDE DE TORRES

6 de junho de 2014

A discussão sobre as modificaçíµes do Plano Diretor Urbano de Torres realizada na última sexta-feira (30) concentrou seus debates na questão do que fazer (ou o que deixar de fazer) na chamada Zona oito – uma parte da Praia Grande, em Torres. Trata-se de um local onde a construção já foi restrita apenas ao prédio residencial no passado, e que hoje permite que se construam prédios de no máximo 9 metros de altura (Três andares com cobertura).

 A as opiniíµes polarizam. Vários grupos defendem a continuidade da restrição, principalmente a corrente naturalista, mas também a ACTOR “ Associação dos Construtores de Torres – conforme posicionamento de um dos diretores da entidade. Os argumentos são diversos: vão desde   as sombras que seriam geradas na beira da praia, passam por radicalismos ambientais e vão até certo ‘erro de momento’ para liberar as construçíµes mais altas na beira da praia. Mas um grupo de empresários (mais voltados para o Turismo local) defende a liberação para construção de prédios altos na zona oito, ainda que o mesmo grupo defenda que haja cuidados ambientais e de estética arquitetí´nica, assim como os devidos cuidados com os recuos.

 

Um Bosque ou um espigão?

 

No debate de ideias, um grupo de pessoas aplaudiu quando um dos cidadãos do presentes sugeriu que se implementasse um bosque na zona oito, em plena Praia Grande. São pessoas que defendem o ambiente natural incondicionalmente. A opinião pode ser considerada romântica por alguns, mas há de se respeitar, pois seria bonito (mesmo sendo a ideia uma espécie de utopia). A ideia de preservação foi defendida também por biólogos, mas desta vez somente quanto a proibição de edifí­cios altos  na área polêmica.

Na mesma reunião de discussão sobre o Plano Diretor de Torres, empresários locais ligados a várias atividades na cidade discursaram, pedindo a liberação da área. Os argumentos são diversos, mas o principal é o da falta de leis mais flexí­veis para que a cidade possa receber obras mais criativas da arquitetura. A falta de uso das casas pelos seus donos também foi tema de debate e argumentação daqueles que defendem a ‘liberação responsável’ da altura dos prédios. í‰ que muitos proprietários de casas não conseguem vender seus terrenos por falta de mercado que pague o preço pedido. E o preço pedido geralmente não é pago justamente pela restrição construtiva, limitada a altura de nove metros.

 

Câmara que deverá decidir

 

Será na Câmara Municipal – no segundo semestre – que o debate será para valer. São os 13 vereadores das 7 bancadas partidárias de Torres (PMDB com quatro vereadores, PT com três, PP com dois, e PDT, PTB, Pros e PC do B com um cada), que definirão qual será a altura dos prédios na zona oito de Torres, assim como outros vários fatores que constam na revisão do Plano Diretor Urbano. A prefeitura entrega a proposta do executivo ainda no primeiro semestre. Aí­ a Câmara irá divulgar a forma de debate e votação do documento (com participação da população), mas desta vez pra valer.  

 

Petição online  

 

O site Avaaz de petiçíµes online conta com uma campanha intitulada "Diga não a construção de prédios na beira-mar de Torres", criado pela internauta Carolina S. para ser entregue ao Ministério Público. Na página, estão elencadas algumas das razíµes pelo qual a construção de prédios altos seria prejudicial para Torres – segundo a reclamante Carolina S.  Até esta segunda-feira (09) a petição tinha mais de 1500 assinaturas.  


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