Dia dos Namorados (PARTE 2): Não tem idade para celebrar o amor

11 de junho de 2014

Beth Lumertz e Léo Correa

 

Por Maiara Raupp

 

 

No dia dos namorados nada melhor do que falar de casamento, ainda mais quando se encontra a alma gêmea após os 50 anos. Segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatí­stica (IBGE) entre 2000 e 2010 houve um crescimento de 55% nos casamentos entre pessoas com mais de 50 anos.

Um dos casais que fazem parte deste indicativo é Beth Lumertz e Léo Esteves Correa, moradores de Torres. Em 2009 o casal resolveu oficializar a relação, ele aos 60 anos e ela aos 51. Com uma grande festa, o casal compartilhou com os amigos a felicidade da união. Acho que casar é o sonho de quase todas as mulheres e quando acontece não importa a idade. A emoção é indescrití­vel, afirmou Beth.

Léo foi casado por 26 anos e possui dois filhos e um neto e Beth era solteira. Muitas coisas mudam com a vida a dois, mas de uma maneira geral as mudanças foram para melhor. Perde-se a liberdade da vida de solteira, mas ganha-se ainda mais liberdade junto com a companhia de alguém que me ama e que entrou na minha vida para somar, compartilhar e possibilitar a realização de muitos sonhos. Vivemos intensamente. Curtimos nossa casa, nossos amigos, vamos a eventos sociais, viajamos. Enfim, me sinto completa, concluiu ela.  

   

O 53 ° dia dos namorados

 

Maria Luiza e Altemiro  

 

Hoje em dia é raro encontrar relacionamentos que duram por muito tempo. Além dos namoros, ao longo da última década os casamentos tornaram-se mais curtos conforme estudo do IBGE, o que tende a extinguir tradicionais celebraçíµes como bodas de prata (20 anos de casados), bodas de ouro (50 anos) e bodas de diamante (60 anos).
Para que essa tradição não se acabe temos que valorizar e nos inspirar em exemplos como o de Maria Luiza Raupp e Altamiro Raupp, casados há 53 anos. O segredo para manter uma relação sadia e duradoura é a formação religiosa. Com ela aprendemos a aceitar os defeitos e a valorizar as qualidades do companheiro, garantiu Maria Luiza, que por seis anos frequentou o convento. Tive que sair do convento por problemas de saúde e neste perí­odo conheci meu marido. Foi o destino que nos uniu, afirmou ela.
Para Altamiro, a chave para o sucesso no relacionamento está na paciência. Com o passar do tempo a paixão se transforma em outros sentimentos. Por isso é preciso muita calma e renúncia de ambas as partes para se viver bem, disse ele.
Maria Luiza comparou também os namoros de antigamente e os dos dias de hoje. Naquele tempo pedia-se licença aos pais para namorar. Era tudo mais romântico, delicado, encantador e cheio de mistério. Namorávamos no portão, passeávamos nas ruas, conversávamos. Hoje em dia nada parece ter graça. í‰ tudo muito rápido e exagerado. Talvez por isso termine tão depressa, concluiu ela.  
 

 


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