DIA DE PROJETO POLÊMICO E BATE BOCA NA Cí‚MARA TORRENSE

28 de junho de 2014

Prefeita Ní­lvia quer vincular asfaltamento no bairro Salinas í  aprovação da manobra orçamentária para 40%…  mas deverá ter problemas para aprovar  

 

Por Fausto Júnior

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Na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (23/6), um tema que os torrenses (em princí­pio) apoiam virou premissa para buscas do governo Ní­lvia, assim como acabou virando premissa para apoio da maioria dos vereadores da casa legislativa, incluindo três edis da chamada base de apoio do governo na Câmara. í‰ que o vereador Fábio da Rosa (PP) liderou uma indicação de projeto legislativo ao poder executivo – assinado por vários vereadores. O projeto pede que a prefeitura formate uma lei especí­fica para que a Câmara somente aprove a suplementação orçamentária necessária para pagar a contrapartida dos recursos federais aportados para o asfaltamento da estrada da Salinas.

 

Prefeita Ní­lvia pediu manobra de 40% no orçamento

 

Um Projeto de Lei que estaria para entrar na Câmara Municipal – para ser debatida e votada – pede autorização parlamentar para passar de 25% para 40% o í­ndice de manobra orçamentária, feita sem necessidade de autorização prévia,   pelo executivo. A própria prefeita Ní­lvia Pereira anunciou que este PL entraria na Casa, e disse ainda que o asfaltamento da Estrada da Salinas – da Avenida Castelo Branco até a BR 101 – estaria sob risco de não sair caso os vereadores não aprovassem esta proposta de liberdade de suplementação orçamentária da prefeitura. O anúncio da prefeita aconteceu durante uma Audiência pública realizada também na Câmara, na semana anterior, que tratou do estacionamento rotativo.

 

Até base aliada apóia separação dos assuntos

 

A questão ficou confusa. Todos os vereadores pediram a palavra e explicaram que todos – sem exceção – estavam a favor do asfaltamento da estrada do bairro periférico da cidade. Até o presidente de uma das comunidades afetadas estava presente no plenário da Câmara, supostamente para tentar pressionar e convencer os vereadores para não arriscarem, apoiando o pedido da prefeita. Mas até vereadores do PP “ teoricamente da base aliada “ Fábio da Rosa e Gisa Webber; e do PC do B, o Nego “ também aliado de Ní­lvia – votaram a favor do pedido formatado, para que o assunto Salinas fosse tratado separadamente do aumento do í­ndice de manobra orçamentária.

Os vereadores que apóiam o aumento do percentual de 25% para 40 % não votaram a favor da indicação liderada por Fábio da Rosa. Professora Lú (PT), Machado (PT), Davino (PT), Jeferson PTB, Dê Goulart (PDT) e Ernando Elias (Pros) discursaram de forma firme a favor do aumento do percentual de manobra, minimizando a importância dada pelos apoiadores da idéia de separação do PL asfalto da Salinas do PL do percentual de autonomia do executivo para suplementaçíµes orçamentárias. Os discursos foram polí­ticos e, em alguns casos, atacavam o governo anterior

Já os vereadores que apoiaram a separação dos assuntos, através da indicação de PL especí­fico para o asfalto do Bairro Salinas, ao contrario, defenderam o governo anterior e até lembraram que a própria prefeita Ní­lvia, quando na Câmara, sempre teria votado contra aumentos de suplementaçíµes em orçamentos requisitados pelo então governo do PMDB.

Nego (PC do B) – que é da base aliada “ deixou claro que não irá aprovar o aumento de percentual – a menos que haja uma explicação muito convincente – e foi a favor da indicação, acompanhando PP e PMDB. Fábio (PP), autor do projeto, afirmou que ele e sua companheira de partido Gisa vão apoiar o asfalto, mas não concordam com a pressão de ter de aumentar a base de cálculo de manobra para isto.

Alessandro (PMDB), Gimi (PMDB), Marcos (PMDB) e Tubarão (PMDB), também colocaram em seus discursos que a prefeitura estaria utilizando um projeto que todos querem para conseguir dos vereadores a aprovação de manobras orçamentárias em todas as pastas. Os discursos também foram fortes e, de certa forma, acusaram o governo de estar utilizando de coerção para conseguir seus feitos.

 

Bate bocas e problemas para aprovação do percentual pedido por Ní­lvia

 

No final do debate e votação houve um bate boca, fora das regras da Câmara, o que esquentou o ambiente. í‰ que o vereador Ernando Elias (Pros) citou o nome do vereador Gimi (PMDB) em suas crí­ticas ao defender o governo Ní­lvia, o que abriu precedente para que Gimi solicitasse reposta de cinco minutos, prevista no regimento. Mas o vereador em sua resposta criticou genericamente (sem citar nomes) os que votaram contra a separação dos temas, sugerindo que seria somente para manter cargos na prefeitura. E, então, alguns vereadores pediram, também, espaço de resposta. Foram eles Lú (PT) e Jeferson (PTB).

Mas os vereadores Alessandro e Gimi saí­ram do protocolo e pediram que o presidente da casa não permitisse as explicaçíµes. Houve então um bate boca envolvendo vários vereadores e o presidente da Casa, quando esquentou o ambiente da Câmara.

A seguir o presidente Dê Goulart conseguiu acalmar e retomar í  ordem. Os discursos foram feitos “ cheios de crí­tica, mas os debates e a votação contra a vontade do governo Ní­lvia pode estar dando um sinal que o governo não tem, ainda, base de apoio para aprovar o projeto que pede autorização para aumentar de 25% para 40% o í­ndice de manobra no orçamento da prefeitura.

Quanto í  indicação requerida e aprovada na casa – mesmo sem os votos do PT do PTB e do Pros “ a prefeita pode ou não aceitar a idéia. A Câmara entra em recesso no final do mês e a última sessão ordinária acontece na próxima segunda-feira, dia 30. Após, a casa terá de pedir sessão extraordinária para aprovar seus projetos. Portanto, a sessão desta segunda (30/6) deverá ser bastante trabalhosa e cheia de debates entre os vereadores.

 

 

 


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