Aeroporto de Torres alçando voos mais altos

4 de agosto de 2014

 

 

 A administração do Aeroporto Regional de Torres teve mais um avanço na manhã de segunda-feira, 28 de julho, com a assinatura de um acordo entre a Prefeitura e o Governo do Estado que trata sobre a manutenção, limpeza e segurança do local. O acordo teve por finalidade determinar a forma de encaminhamento e funcionamento da administração do aeroporto, e foi prestigiado por diversas autoridades polí­ticas e servidores municipais. Foi anunciado também, por um representante do governo do RS, que está sendo realizado uma licitação para contratar empresa de consertos em helicóptero.

No ato, a prefeita Ní­lvia agradeceu a todos que de uma maneira ou outra contribuí­ram para o desenvolvimento do Aeroporto, como o ex-gestor do aeroporto, Kennedy Gularte Seger, que fez ampla divulgação do local na mí­dia, e da atual administradora do local, Janaí­na Cândido, que fez toda a amarração jurí­dica para o acordo. Nilvia destacou também bons serviços prestados pela aeroporto, como o de meteorologia que serve como referência para vários pontos do paí­s e é realizado pelo controlador de voo, Carlos Rogério Leme Navarro.

 

Da inutilização ao renascimento

 

O Aeroporto Regional de Torres é hoje considerado referência para cidades de pequeno porte e turí­sticas (como Torres). Bem equipado,   já opera mensalmente com uma média de 400 voos, segundo a prefeitura. Mas nem sempre foi assim…

O Aeroporto Regional do Litoral Norte, localizado aqui em Torres, foi construí­do em 1998, com verba integral do Governo do Estado, na época sob a tutela de Antí´nio Britto. O investimento, que custou aos cofres públicos 9 milhíµes de reais, fora realizado com olhos no Turismo: o impulso que levou í  sua construção era a acomodação do então grande número de turistas e veranistas argentinos, que povoava a região durante a alta temporada. Imaginava-se receber um fluxo considerável de voos charter (fretados) advindos da Argentina. Em consequência, a rotina do aeroporto também acabaria, pela lógica, recebendo também   veranistas brasileiros.

O uso idealizado, porém, dependia de uma sustentação do número de turistas originários da Argentina. Pouco tempo após a inauguração, entretanto, o aeroporto seria confrontado com a feroz depressão econí´mica dos nossos hermanos que, quase imediatamente, contraiu os gastos de sua população e derrubou a função imaginada para o aeroporto torrense; o de servir de receptáculo ao turismo direcionado ao Litoral Norte gaúcho. Ao invés, a invejável estrutura do aeroporto regional ficou reservada ao aeroclube local e eventuais voos particulares. A média de 20 decolagens e aterrissagens por mês, mantida entre 1998 e 2011, caracterizava o aeroporto como praticamente inativo.

 Até  que, em meados de 2011, durante a administração do enérgico Kennedy Seger, e com uma maior atenção por parte do governo Tarso Genro ao local, nova vida foi dada ao Aeroporto de Torres. Entre as melhorias, instalou-se no local a Realizar Escola de Aviação Civil, que deu nova vida ao local e já formou mais de 450 pilotos na cidade.

 

 

 


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