FINALMENTE, ESTRADA DA SALINAS DEVE SER ASFALTADA

19 de junho de 2015

 

Estrada da Salinas irá até a BR-101  

 

Por Fausto Junior

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Está marcado, gravado e têm suficientes testemunhas. Dia 13 de julho de 2015, embaixo da figueira que existe no iní­cio da estrada das Salinas (próximo ao posto BR na Avenida Castelo Branco), a sociedade e, principalmente, moradores dos bairros do entorno estão convidados para receberem as máquinas que irão colocar asfalto no trecho completo da via chamada Estrada da Salinas. Via esta que inicia na Avenida Castelo Branco, passa por Salinas, Salinas II e encerra na Vila São João, já na BR 101. Foi a própria prefeita Ní­lvia Pereira, acompanhada de vários secretários, assessores e vereadores da base aliada, que prometeu isto, em evento festivo realizado na fria noite de quarta-feira (17/6).

 

Idas e vindas, erros e acertos… – Foi a própria prefeita Ní­lvia, também, que explicou o que teria sido mais uma ‘pequena confusão’ protagonizada pelo próprio governo. í‰ que em 2014, a prefeitura pressionou (inclusive a oposição) para que o governo aumentasse de 20% para 35% a margem de manobra orçamentária entre secretarias. O argumento foi que, caso não conseguisse esta aprovação por lei, os recursos captados para o convênio entre governo federal e a prefeitura de Torres para asfaltar o trecho em voga seriam perdidos. Mesmo com o não apoio da oposição, a base aliada conseguiu aprovar a nova margem de manobra, í  época, deixando praticamente o governo sem necessidade de realizar orçamento estruturado, tal é a elasticidade que possui para mexer em pastas, passando dinheiro de uma para outra sem aprovação parlamentar.

Mas, após o projeto aprovado na Câmara, a estrada e as notí­cias do asfaltamento, daquela que foi chamada de Entrada Norte do Municí­pio (ainda no governo João Alberto, que abriu a busca pelo dinheiro em Brasí­lia) pararam de aparecer. Quando reclamada pela comunidade, respostas de falta de licenciamentos ambientais eram as justificativas. E a sociedade passou a desconfiar que suas expectativas não fossem alcançadas, mesmo após todas as argumentaçíµes do governo Ní­lvia para obter os recursos.

 

 Busca de mais   recursos em   silêncio…Ní­lvia explicou, no encontro com a comunidade local nesta quarta-feira (17/6), que o dinheiro captado em emenda parlamentar (R$ 2,9 milhíµes) do então deputado Federal gaúcho Cesar Busato (PTB) não chegaria para asfaltar todo o trecho. E o ministério responsável pela obra exigia que, ao contrário, a obra só saí­sse se fosse em todo o trecho – entre o centro da cidade e a BR 101, na Vila São João. Ní­lvia também informou que foi uma opção de governo não divulgar este revés í  população". Seu governo optou por sair na busca do dinheiro restante, em torno de mais R$ 1,6 milhão, para anunciar a obra, sem recuos. Optou por esconder da população a negativa da obra após ser amplamente anunciada como certa e rápida. Preferiu deixar a desconfiança no ar ao invés de assumir que teria havido problemas no convênio. E conseguiu a verba, felizmente! Pelo menos foi o que a prefeita anunciou oficialmente, mandando soltar fogos de artifí­cios (literalmente) após o anúncio desta semana.

 

Desafio í  Corsan e prazo de términoA obra, orçada inicialmente em R$ 4,5 milhíµes, inicia no dia 13 de julho e tem a previsão de término em abril de 2016. Deste recurso, R$ 2,9 milhíµes são provenientes de emenda parlamentar do deputado federal César Busato e o restante, de contrapartida do municí­pio.

A prefeita Ní­lvia afirmou que a CORSAN está desafiada a fazer o esgotamento sanitário de todo o bairro antes do asfaltamento (ou pelo menos em harmonia, para não haver buracos no asfalto novo após a obra). Ní­lvia disse que a Estatal gaúcha conseguiu orçamento para a obra de saneamento, mas não prometeu que a mesma consiga encerrar os trechos antes do iní­cio do asfalto. Pelo prazo de encerramento, em 2016, é bem provável que seja, sim, feita finalmente uma obra em harmonia. Ou seja: a Corsan faz o esgoto e, em seguida, o asfalto novo é colocado, sem riscos de buracos feitos após a obra de capeamento.  


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