O Comitê Gaúcho em Apoio ao HeForShe (ElesPorElas) – movimento da ONU Mulheres – realizou neste sábado (31/01), na Praia Grande, em Torres (Litoral Norte do RS) a Blitz Fim da Linha, ação anual de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres. A atividade ocorreu em um contexto alarmante: somente no mês de janeiro, o Rio Grande do Sul já registrou 11 feminicídios, o que deixa evidente a gravidade da violência de gênero no estado.
Durante a mobilização, foram distribuídos panfletos informativos e prestadas orientações às famílias que circulavam pela orla sobre como identificar situações de violência e realizar denúncias. A ação foi realizada em parceria com a Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, coordenada pelo deputado estadual Adão Pretto Filho.
Para o parlamentar, o cenário atual exige uma resposta firme e direta da sociedade. “O que estamos vivendo no Rio Grande do Sul é uma verdadeira epidemia de violência contra as mulheres. Não dá mais para tratar isso como casos isolados. Precisamos falar com os homens, enfrentar o machismo estrutural e assumir que o combate à violência começa com mudança de comportamento, educação e responsabilização”, afirmou Adão.
O deputado, que também preside a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, aproveitou para cobrar mais investimentos e orçamento do governo do Estado no combate à violência de gênero.
Levantamento recente reforça dimensão do problema
Um levantamento recente da Frente Parlamentar reforça a dimensão do problema: entre 2012 e 2025, o Rio Grande do Sul registrou 1.284 feminicídios e mais de 27 mil estupros, números que colocam o estado entre os mais violentos do país para mulheres.
O articulador nacional do HeForShe no Brasil, Edegar Pretto, destacou que o enfrentamento à violência precisa ir além das leis e envolver a sociedade como um todo.
“Vamos combater a violência contra as mulheres com orçamento público, com decisões políticas, mas principalmente com a mobilização da sociedade. O que acontece, infelizmente, é que a maioria dos homens que não agridem e não concordam com a violência está em silêncio. Com esta ação, queremos justamente que eles se manifestem”, ressaltou.
A Blitz Fim da Linha também divulgou os canais oficiais de denúncia, como o Ligue 180, reforçando que a omissão contribui para a continuidade da violência e que denunciar é um ato de proteção e responsabilidade coletiva. (Com informações de Ascom Gabinete Dep. Estadual Adão Pretto Filho)
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