Em reunião ordinária desta quarta-feira (4), a Comissão de Economia, Trabalho, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei nº 358/2024 que institui a Rota do Surf no Estado gaúcho. A reunião foi conduzida pelo deputado Gustavo Victorino (Republicanos), presidente da comissão.
De autoria do deputado Capitão Martim (Republicanos), o projeto foi aprovado por unanimidade. O objetivo da Rota do Surf é fomentar o turismo, promover a prática do esporte e valorizar as praias do estado.
O trajeto será composto pela Praia do Cassino, no município de Rio Grande; Praia de Cidreira; Praia de Imbé; Praia de Tramandaí; Praia de Atlântida, no município de Xangri-lá; Praia de Capão da Canoa; Praia de Arroio do Sal e também Torres (destaque regional quando o assunto é surf, com as praias dos Molhes, Praia Grande, Prainha, Praia da Cal e Guarita).
A proposta recebeu parecer favorável do relator Guilherme Pasin (PP) com emenda do deputado Luciano Silveira (MDB) na Comissão de Constituição e Justiça. A emenda aprovada pelo colegiado incluiu na Rota do Surf as praias Atlântida Sul, no município de Osório; Santa Rita de Cássia, no município de Terra de Areia; do Hermenegildo, no município de Santa Vitória do Palmar e a praia Balneário Pinhal.
De tramitação conclusiva, o projeto de lei segue para sanção do governador.
Mais visibilidade e apoio ao surf no litoral gaúcho
A lei define como objetivos da rota incentivar o surf e outros esportes aquáticos, estimular o turismo e a economia local, promover o desenvolvimento sustentável das regiões litorâneas e valorizar as belezas naturais e a preservação ambiental das praias.
A rota segue o modelo de roteiros temáticos que já movimentam o turismo em outros pontos do país e dá aos municípios participantes uma marca comum para promover suas praias, hospedagem, gastronomia e eventos esportivos. O texto também autoriza o Poder Executivo a firmar parcerias com instituições públicas e privadas para viabilizar ações e projetos ligados à rota.
Na justificativa, o autor da lei (deputado estadual Capitão Martim) lembra que o litoral gaúcho, com mais de 500 quilômetros de extensão, abriga milhares de surfistas e já projetou nomes como Rodrigo “Pedra” Dornelles (representante de Torres), que disputou a elite mundial da World Surf League em 2001, 2002 e 2007. Cita ainda que o surf se consolidou como modalidade olímpica, com medalhas brasileiras em Tóquio e nos Jogos de Paris, disputados no Taiti. Segundo estimativa da Associação Internacional de Surf (ISA), o Brasil tinha cerca de 3 milhões de praticantes em 2021, número que segue em crescimento.







