EQUIPAMENTO MODERNO PARA O TURISMO DE TORRES

Coluna de Fausto Jr - Jornal A FOLHA - Torres - RS - Brasil

12 de setembro de 2021
Por Fausto Júnior

Na quarta-feira passada a imprensa e convidados especiais participaram de um café junto aos diretores da VCA-Maggi para formalizar o início do processo de entrega do empreendimento Vésta para a comunidade. São duas torres localizadas em uma quadra inteira do centro de Torres que disponibilizam apartamentos e salas comerciais além de um Shopping Center de Rua, onde lojas importantes como a Renner, a Bela Gula, Unicred Porto Alegre, dentre outras operações estarão trabalhando a partir do dia 16 de setembro, às 16 horas.

O diretor da VCA Eraclides Maggi disse que, para ele, o Vésta se trata do primeiro equipamento estruturado que servirá para incentivar o Turismo de Torres. É que a cidade não tem até hoje um local onde pessoas possam ao mesmo tempo ESTACIONAR seus veículos em local COBERTO para depois poderem circular em lojas escolhidas para entregarem várias alternativas para os consumidores, o conceito de Shopping Center.  Lojas que estarão ABERTAS e FUNCIONANDO no mesmo horário, entregando o equipamento como uma alternativa de compras e lazer onde as bandeiras que lá estão fazem parte de um conceito maior. Conceito este que possui domínio dos empreendedores porque as lojas não são vendidas: são alugadas e possuem como donos os mesmos capitalistas que conseguem por isso manter um mix de lojas definido para atender um conceito de shopping pré-definido, sem correr o risco de perder a sua identidade.

Portanto, Torres recebe algo que não possuía até então. E isto, pode, sim, ser levado em conta na hora de um TURISTA escolher seu destino de férias ou de passeio.

Parabéns para os torrenses e para os idealizadores, portanto.

 

SHOPPING DE RUA COBERTA E EQUIPADO DE SERVIÇOS PRIVADOS

 

Outro diferencial do shopping do Vésta é sua versatilidade diferenciada.  O cliente pode ter as vantagens de ir ás compras em um dia de chuva, deixando seu carro no estacionamento rotativo do subsolo, percorrer as lojas sem se molhar, mas sentindo o clima de rua aberta. É que o aglomerado de lojas é como se fosse uma rua coberta, mas projetada só para compras. Sente-se o ar da rua (porque as portas são abertas em três pontos); sente-se a luz da rua se misturando com a luz das lojas e dos corredores, o que dá uma sensação única: de estar na rua, mas protegido da chuva, sol forte ou do barulho, ou que se está em um shopping, protegido por seguranças e por equipamentos de um centro de vendas planejado, mas com sensação de estar numa via aberta, sentindo o ar e outras liberdades de estar na natureza.

Dentro de shoppings centers fechados, às vezes entramos noite adentro sem nos darmos conta, tal é a aclimatação interna dos equipamentos e seu isolamento do ambiente natural. Quando se está em um shopping center de rua, se sente tudo que é externo, ainda com lojas uma ao lado da outra, equipadas com estacionamento próximo oferecido pelo empreendimento. Mas também se sente algumas coisas que às vezes atrapalham, como a chuva, o sol forte, o ruído. .

No shopping do Vésta se tem as duas “vantagens” ao mesmo tempo. Estar em uma rua, mas estar protegido dos impactos da rua, inclusive com estacionamento de veículos para os que vão motorizados e de SEGURANÇA privada, porque a rua não é pública: é privada e com requintes de segurança oferecidos para clientes de um ambiente único.

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CONCEITO DE “ANTIDEMOCRÁTICO”

 

O presidente Bolsonaro está cobrando com insistência o excesso de censura e arbitrariedade do Superior Tribunal Federal (STF) perante as ações do tribunal que, para o presidente, são atitudes que estariam extrapolando o trabalho do Poder Judiciário em sua corte maior. Bolsonaro quer mais liberdade de expressão dele e de seus apoiadores, sugerindo que as ações do STF estariam sendo antiliberais e consequentemente antidemocráticas.

Já para o STF, as ações que estão incomodando o presidente e seus apoiadores são justamente para atacar o que ministros estão chamando de atos antidemocráticos, apoiados pela maioria da mídia de massa nacional.

Ou seja: os dois lados estão reclamando por democracia.

Ora. Pra mim a liberdade de expressão só é ultrapassada quando é feita por Censura seguida por recolhimento de publicação, por coerção, por ameaça armada, por sequestro, por roubo de recursos em nome da causa, como foi feito na década de 1960, antes da implantação da ditadura militar, quando gangues de defensores de uma causa assaltavam bancos, sequestravam, matavam e faziam atos terroristas para conseguirem pressionar as autoridades brasileiras por seus feitos.

Falar o que se acha, seja lá de quem for e por quem for; sugerir que, seja lá quem, tenha sua demissão pedida por alguém, ou que outros colegas peçam sua demissão, não parece ser um ato antidemocrático. Ao contrário, me parece ser amostra de um caso que aborda o âmago da liberdade de expressão exigida na democracia.

Portanto, o que parece estar sendo feito nesta crise de egos entre os discursos e ações do presidente Bolsonaro, seus apoiadores diretos e algumas autoridades do judiciário são atos democráticos. Brecar qualquer um dos lados por censura, prisão ou coerção com utilização do poder para isto, sim, em minha modesta opinião, pode ser considerado ato antidemocrático, mesmo que estes atos sejam feitos em nome do combate a atos antidemocráticos que na verdade não são antidemocráticos, é exercício da democracia.

 

 

 

 




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