Morreram mais de 120 pessoas quando da reação (negação) da ordem de prisão por membros de organizações criminosas nas comunidades do Rio de Janeiro (vulgarmente conhecidas como Favelas), em meio a uma operação do governo para capturar criminosos investigados. Há opiniões que defendem que tenha havido exagero da polícia, por atirar nos que supostamente apontavam uma arma para eles (policiais) quando a voz de prisão não foi atendida. E há os que acham que a polícia estava certa, ao insistir em prender membros de facções que estavam crescendo, mostrando poderes perigosos na sociedade, espraiados pelo país e pelo mundo, mantendo a empreitada mesmo tendo de responder com armamento fatal .
Nas Favelas do Rio de Janeiro, já existe até roteiros turísticos, onde guias registrados levam visitantes estrangeiros para conhecerem a cultura dos moradores das “comunidades”, como chamam atualmente as favelas. Pessoalmente, acho que não é uma forma amigável de conviver com o crime. Deixar que criminosos atuem vendendo drogas para consumidores pode ser até uma forma que, mesmo que também seja criminosa, faz com que gangues não fiquem agressivas contra as autoridades – ao incendiarem ônibus e etc. como protesto, por exemplo, como acontece sistematicamente no mesmo Rio de Janeiro e tem se repetido em outras capitais do Brasil. Mas ‘glamourizar’ o crime, mostrando favelas que dentre outras situações apresentam guardas das gangues portando (ostensivamente) armas com sofisticação de guerra, que divulgam e ‘glamourizam’ festas chamadas de “Baile Funk” ocupadas por adolescentes com rifles expostos ( polidos para festa) e até oferecem hospedagem em hotéis dentro das favelas para o turista ter a vivencia de morar ao lado de lugares dominados pelo crime ( ou comprar droga como guaraná nas ruas), não me parece uma boa forma de trabalhar contra o tráfico de drogas e armas.
Parece-me que a ‘vontade de expor’ a cultura desta parcela do Rio de Janeiro passou o sinal: de excêntrica se tornou ridiculamente perigosa. Mas é uma opinião. Democraticamente.
