O ex vice-prefeito de Torres e possível candidato a deputado estadual, Fábio Amoretti, propagandeou um vídeo seu, onde critica a prefeitura atual por não estar participando da viabilização econômica do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, como participam outras cidades da região em relação aos seus hospitais referenciados. O prefeito de Torres, Delci Dimer, respondeu indicando que a cidade colaborou, sim, com mais de um milhão para o HNSN neste ano passado.
A municipalidade de Torres não tem um convênio firme como o HNSN para que esse possa contar, em seu dia-a-dia, como tem outras cidades médias e grandes com seus hospitais de referência (como diz o Dr. Fábio). Mas a cidade colaborou e colabora com o HNSN, pontualmente, com repasses específicos (como disponibilização de exames) como diz o prefeito. Além de ajudar na viabilização de emendas.
O que está acontecendo é que o Estado do RS e o SUS continuam deixando os hospitais “na mão” ao não repassar recursos, muitas vezes até alguns exigidos na lei. Infelizmente, qualquer gestor de hospital no Brasil (principalmente no RS) acaba tendo que ficar todo o tempo “passando o chapéu” para poder simplesmente pagar as contas do serviço ainda abaixo do esperado pela população – que paga 40% do que produz em impostos e gasta para o Estado financiar a Saúde, o que não acontece. Sobre a divisão tripartite, não tem ministro de Tribunal que saiba bem quem é obrigado ou é desobrigado a pagar o que para o SUS, incluindo as “colaborações” dos municípios para a Saúde. A prefeitura é obrigada a usar no mínimo 15% de sua receita na Saúde, priorizando a saúde básica. Torres cumpre e coloca até 25%, às vezes. O Estado é obrigado a colocar 12% de sua receita na Saúde, o que não cumpre em geral.
Quem é o culpado? Olho no peixe e no gato!
CURTAS

- O vereador também torrense Moisés Trisch (PT) falou em tribuna da emenda de R$ 400 mil para troca de local da Casa de Acolhimento de Torres consignada pela deputada federal Maria do Rosário. Para ele isso mostra que o PT vai continuar ajudando a cidade mesmo após o evento de quebra com o governo e a saída do mesmo da coligação municipal. Será?
- O presidente da Câmara de Torres Igor Beretta criticou, na tribuna, sobre falta de regramento de artistas aos horários permitidos para shows. Ele acha que a administração deve, sim, fomentar a cultura e a arte dentro da cultura, mas não quer dizer que precise fiscalizar e obrigar que os artistas cumpram as regras, no caso o horário de termino das apresentações públicas.
- Luciano Raupp (PSDB), também em fala na Câmara, festeja a eminência de entrada na Casa Legislativa do projeto Tarifa Zero para ônibus, em breve. Ele disse que mesmo sabendo que “para algumas pessoas” o assunto não interessa muito, para ele, se trata de alta importância para o dia-a-dia dos mais pobres… Parece que foi dado um recado subliminar para alguém, não sei quem. Mas acho que o Tarifa Zero é um dos programas mais inteligentes para atender o contexto da situação de uma cidade com renda média-baixa, com aluguéis caros no centro (e a consequente ida para a periferia da população de baixa renda) e com sazonalidade nas atividades laborais. Concordo com o vereador Luciano.
