O vereador Moisés Trisch (PT), quando aparece o tema terceirização de serviços públicos, volta com sua tese na qual a terceirização nunca melhora o serviço público, citando erros das companhias contratadas, como repetitivamente feitos por vereadores em tribuna (como nos casos da Corsan e CEEE). Isso para lembrar que ele e seu PT sempre foram contra as privatizações de estatais, mesmo quando estas estatais deram prejuízos e consumiram o capital empregado (como aconteceu nas gestoras dos sistemas de saneamento e distribuição de energia no RS).
Só que, penso eu, antes de serem privatizadas, as ex- estatais estavam gerando prejuízo atras de prejuízo. Isto naturalmente, além de mostrar a ineficiência do trabalho empresarial como prova cabal, gera retirada de recursos de outros serviços do Estado como Saúde, Educação, Ação Social e etc. Ou seja, o prejuízo não fica no bolso do empreendedor como ficaria se fosse privado; ele é pago retirando dinheiro dos serviços adicionais do estado – que é sustentado também pelos impostos compulsórios cobrados de nós, simples viventes, em o que produzimos ou em que consumimos, não havendo saída.
Portanto, prejuízo em estatais além de utilizados para ganhos pessoais (como contratações de pessoas para pagar promessas eleitoreiras) retiram dinheiro de outros serviços do povo, que paga três vezes: Pelo prejuízo, pela falta de outro serviço, por conta do uso do dinheiro para pagar os erros administrativos das estatais deficitárias, e ainda o resultado de mau serviço de distribuição de água, luz e esgoto que é antigo no RS (como em vários lugares do Brasil). De terceiro mundo, ainda.
Portanto, acho que empresa não foi feita para ser operada pelo estado. O resultado (lucro e contratos pagos) é ‘o osso’ que os empresários buscam para manterem suas empresas funcionando. O Estado deve fomentar que haja mais concorrência, isso sim, nem que seja dando subsídios, para que então, as empresas saberem que podem ser distratadas, assim como os funcionários de empresas privadas podem ser demitidos se não corresponderam àquilo que foram contratados ou recrutados.
