OPINIÃO – O drama de moradores que não têm dinheiro para comida em Torres

Levantamento da União das Associações Comunitárias e de Moradores de Torres (UAMTOR), para medir os impactos da pandemia de covid-19 entre as pessoas que moram em vilas e bairros mais carentes, mostra que muitas famílias não tiveram dinheiro para comprar comida em ao menos um dia nos meses anteriores a pesquisa.

14 de abril de 2021

Levantamento da União das Associações Comunitárias e de Moradores de Torres (UAMTOR), para medir os impactos da pandemia de covid-19 entre as pessoas que moram em vilas e bairros mais carentes, mostra que muitas famílias não tiveram dinheiro para comprar comida em ao menos um dia nos meses anteriores a pesquisa. Além da falta de dinheiro para comprar comida, o levantamento mostra que o número de refeições diárias dos moradores das comunidades vem caindo

Os dados atuais são os mais preocupantes desde o início da pandemia. Nós monitoramos, durante o último ano, praticamente todos os meses a situação das vilas bairros e, em nenhum momento os dados foram tão preocupante como esse, seja no número de pessoas sem poupança, seja no número de pessoas com falta de dinheiro para comprar comida, seja na redução do número de refeições.

De acordo com o levantamento da UAMTOR, atualmente muitas das famílias estão sobrevivendo com menos da metade da renda que obtinham antes da pandemia, sendo que a maioria dos moradores não têm nenhum dinheiro guardado.

O principal impacto é na geração de renda. Como tem um grupo grande de trabalhadores informais, que teve dificuldade no período inicial de chegar o auxílio emergencial lá dentro, o impacto na renda trouxe a fome, que é consequência da ausência de renda.

 

AUXÍLIO EMERGENCIAL – Além da fome e da queda na renda, as pessoas das comunidades têm enfrentado ainda um risco sanitário maior, por ter que se expor ao vírus para conseguir sustento, mesmo estando procurando seguir as medidas de prevenção contra a covid-19. Alguns dizer estar procurando seguir, mas nem sempre conseguem; outros não conseguem seguir e tem os que não estão nem tentando seguir.

Com o agravamento da crise sanitária e com os recordes de contaminação, nunca foi tão importante o reestabelecimento imediato do auxílio emergencial. São torrenses que foram obrigados, desde o início da pandemia, a ter que escolher entre o prato de comida ou a proteção da saúde da sua família.

 

DOAÇÕES – O levantamento mostra ainda a importância das doações na vida dos moradores das vilas e bairros. Sete em cada dez pessoas pesquisadas receberam alguma doação durante a pandemia. E oito em cada dez famílias não teriam condições de se alimentar, comprar produtos de higiene e limpeza ou pagar as contas básicas caso não tivessem recebido doações.

A solidariedade impressiona nas vilas e bairros, pois dividem o pouco que tem, chegam a dizer: “na comunidade se o seu vizinho tem comida, ninguém passa fome”.

 

INCENTIVO A CONSTRUÇÃO CIVIL E GERAÇÃO DE EMPREGO

 

Em um ano marcado por uma economia afetada devido à pandemia de covid-19, o poder executivo torrense não apresentou nenhum projeto de geração de renda. Torres tem apresentado resultados que apontam uma retomada e retratam a vocação da cidade na geração de empregos na Construção Civil

A municipalidade, através de projeto de lei, poderia oferecer benefícios às empresas que investiram na contratação de mão de obra, dando concessão e desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A medida viria em momento importante para os setores do comércio, indústria e serviços, que seria beneficiado também pela Construção Civil.

Um Plano de Incentivo à Construção Civil do Município de Torres teria o objetivo de estimular a geração de emprego e renda, por meio da construção civil. A iniciativa poderia envolver obras residenciais, edificações horizontais e verticais com projetos arquitetônicos aprovados e não iniciados, além dos novos projetos a serem protocolados na Prefeitura de Torres, onde proposta daria incentivos e isenção tributária para empresas e pessoas físicas interessadas em construir na cidade, além de dar ênfase à contração de mão de obra local.

Durante o período de um ano, uma imaginada lei daria as isenções do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), taxas e emolumentos. As obras beneficiadas pela legislação deveriam ser iniciadas em até quatro meses (120 dias). O Plano de Incentivo à Construção Civil não abrangeria empresas e empreendimentos poluentes ou com atividades que ofereçam risco de degradação ambiental.

Esta possível isenção de ISS e taxas seria compensada pelo incremento direto na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e no aumento no retorno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o município, pelo aquecimento no volume de novas obras.

 

 

 Sugestões e reivindicações podem ser enviadas para daspe@terra.com.br     ou Rua Coronel Pacheco, 985.




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